Pyongyang considera 'prematura' declaração do fim do estado de guerra na península

Pyongyang - A Coreia do Norte considera "prematura" a declaração do fim do estado de guerra, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Lee Tae-sung.

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A Coreia do Norte respondeu ao recente apelo do presidente sul-coreano de anunciar oficialmente o fim do estado de guerra na península da Coreia, dizendo que tal declaração é "prematura".

"A realidade diante dos nossos olhos mostra que é prematuro adoptar uma declaração para terminar a guerra por enquanto", indica um comunicado publicado pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA, na sigla em inglês).

Não há garantias de que a declaração, que tem apenas um valor simbólico, acabará com a hostilidade dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, afirmou Lee.

O comunicado fala dos testes de mísseis balísticos norte-americanos, "dirigidos contra nós", da aprovação de venda de armamento de biliões de dólares para o Japão e Coreia do Sul e também da decisão dos EUA de entregar à Austrália tecnologias para construir submarinos movidos a energia nuclear.

"Todos os factos provam que ainda não é a hora de declarar o fim da guerra", disse o diplomata norte-coreano.

Por sua vez, a irmã do líder norte-coreano e alta funcionária Kim To-Jong afirmou que Pyongyang considera a proposta de Seul de declarar o fim oficial da Guerra da Coreia uma boa ideia. No entanto, segundo ela, é preciso entender se agora é o momento certo e se todas as condições são satisfeitas para discutir tal declaração.

Nesta terça-feira (21), discursando na 76ª Assembleia Geral da ONU, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, voltou a propor anunciar o fim da guerra na península da Coreia com apoio dos Estados Unidos e China. Moon disse que a Coreia do Sul está totalmente disposta a alcançar a paz duradoura na península.

As duas Coreias permanecem tecnicamente em estado de guerra, dado que a Guerra da Coreia de 1950-1953 terminou com um cessar-fogo em vez de um tratado de paz. Moon insistiu várias vezes durante a sua presidência numa declaração formal do fim da guerra, incluindo no seu discurso na ONU no ano passado.

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A Coreia do Norte respondeu ao recente apelo do presidente sul-coreano de anunciar oficialmente o fim do estado de guerra na península da Coreia, dizendo que tal declaração é "prematura".

"A realidade diante dos nossos olhos mostra que é prematuro adoptar uma declaração para terminar a guerra por enquanto", indica um comunicado publicado pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA, na sigla em inglês).

Não há garantias de que a declaração, que tem apenas um valor simbólico, acabará com a hostilidade dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, afirmou Lee.

O comunicado fala dos testes de mísseis balísticos norte-americanos, "dirigidos contra nós", da aprovação de venda de armamento de biliões de dólares para o Japão e Coreia do Sul e também da decisão dos EUA de entregar à Austrália tecnologias para construir submarinos movidos a energia nuclear.

"Todos os factos provam que ainda não é a hora de declarar o fim da guerra", disse o diplomata norte-coreano.

Por sua vez, a irmã do líder norte-coreano e alta funcionária Kim To-Jong afirmou que Pyongyang considera a proposta de Seul de declarar o fim oficial da Guerra da Coreia uma boa ideia. No entanto, segundo ela, é preciso entender se agora é o momento certo e se todas as condições são satisfeitas para discutir tal declaração.

Nesta terça-feira (21), discursando na 76ª Assembleia Geral da ONU, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, voltou a propor anunciar o fim da guerra na península da Coreia com apoio dos Estados Unidos e China. Moon disse que a Coreia do Sul está totalmente disposta a alcançar a paz duradoura na península.

As duas Coreias permanecem tecnicamente em estado de guerra, dado que a Guerra da Coreia de 1950-1953 terminou com um cessar-fogo em vez de um tratado de paz. Moon insistiu várias vezes durante a sua presidência numa declaração formal do fim da guerra, incluindo no seu discurso na ONU no ano passado.