Rússia "recomenda" regresso de embaixador aos EUA e expulsa 10 diplomatas

  • Primeiro Ministro Russo, Serguei Lavrov
Moscovo - O chefe da diplomacia da Rússia anunciou hoje que vai expulsar 10 diplomatas norte-americanos em Moscovo como retaliação a idêntica medida tomada quinta-feira pelos Estados Unidos e "recomendou" o regresso a Washington do embaixador na capital russa, John Sullivan.

"Dez diplomatas [russos] foram incluídos na lista que nos foi dada com o pedido de que deixassem os Estados Unidos. Vamos responder a essa medida reciprocamente e pediremos a dez diplomatas norte-americanos na Rússia que deixem o nosso país", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

Numa conferência de imprensa, Lavrov acrescentou também que Moscovo vai adicionar outros oito funcionários norte-americanos à lista de sanções e que irá restringir e impedir as atividades de organizações não-governamentais dos Estados Unidos no país para evitar interferências na política da Rússia.

O chefe da diplomacia russa acrescentou que, embora a Rússia tenha a possibilidade de tomar "medidas dolorosas" contra os negócios norte-americanos na Rússia, tal não acontecerá para já.

Quinta-feira, o Governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções financeiras contra a Rússia e a expulsão de 10 diplomatas russos, em resposta a recentes ataques cibernéticos e à interferência na eleição presidencial de 2020 atribuída a Moscovo.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um decreto que permitirá punir novamente a Rússia, de forma a provocar "consequências estratégicas e económicas", se Moscovo "continuar a promover uma escalada das suas acções de desestabilização internacional", anunciou a Casa Branca num comunicado.

No âmbito desse decreto, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos proibiu as instituições financeiras norte-americanas de comprar directamente dívida emitida pela Rússia após 14 de Junho.

O diploma também sanciona seis empresas de tecnologia russas acusadas de apoiar as actividades cibernética dos serviços de informações de Moscovo.

A decisão de Biden constitui uma resposta ao ataque cibernético de 2020, atribuído a Moscovo, que afectou dezenas de organizações nos EUA, através da SolarWinds, uma empresa de 'software' norte-americana cujo produto foi pirateado para conseguir vulnerabilidade entre os seus utilizadores, incluindo várias agências federais dos EUA.

O Governo de Joe Biden determinou ainda sanções contra 32 entidades e pessoas acusadas de tentar, em nome do Governo russo, "influenciar as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos", segundo a Casa Branca.

Em parceria com a União Europeia, Canadá, Reino Unido e Austrália, o Governo dos Estados Unidos também vai impor sanções a oito pessoas e entidades "associadas à contínua ocupação e repressão na Crimeia".

Quanto às acusações de recompensas oferecidas pela Rússia aos talibãs para atacarem soldados norte-americanos no Afeganistão, a Casa Branca não se pronunciou, de momento, dizendo que esse é um caso que está a ser gerido "por canais diplomáticos, militares e dos serviços de informações".

As sanções anunciadas pela Casa Branca acontecem num momento particularmente delicado das relações diplomáticas entre os EUA e a Rússia, agravadas por declarações recentes do Presidente Joe Biden que acusou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de ser um "assassino".

"Dez diplomatas [russos] foram incluídos na lista que nos foi dada com o pedido de que deixassem os Estados Unidos. Vamos responder a essa medida reciprocamente e pediremos a dez diplomatas norte-americanos na Rússia que deixem o nosso país", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

Numa conferência de imprensa, Lavrov acrescentou também que Moscovo vai adicionar outros oito funcionários norte-americanos à lista de sanções e que irá restringir e impedir as atividades de organizações não-governamentais dos Estados Unidos no país para evitar interferências na política da Rússia.

O chefe da diplomacia russa acrescentou que, embora a Rússia tenha a possibilidade de tomar "medidas dolorosas" contra os negócios norte-americanos na Rússia, tal não acontecerá para já.

Quinta-feira, o Governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções financeiras contra a Rússia e a expulsão de 10 diplomatas russos, em resposta a recentes ataques cibernéticos e à interferência na eleição presidencial de 2020 atribuída a Moscovo.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um decreto que permitirá punir novamente a Rússia, de forma a provocar "consequências estratégicas e económicas", se Moscovo "continuar a promover uma escalada das suas acções de desestabilização internacional", anunciou a Casa Branca num comunicado.

No âmbito desse decreto, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos proibiu as instituições financeiras norte-americanas de comprar directamente dívida emitida pela Rússia após 14 de Junho.

O diploma também sanciona seis empresas de tecnologia russas acusadas de apoiar as actividades cibernética dos serviços de informações de Moscovo.

A decisão de Biden constitui uma resposta ao ataque cibernético de 2020, atribuído a Moscovo, que afectou dezenas de organizações nos EUA, através da SolarWinds, uma empresa de 'software' norte-americana cujo produto foi pirateado para conseguir vulnerabilidade entre os seus utilizadores, incluindo várias agências federais dos EUA.

O Governo de Joe Biden determinou ainda sanções contra 32 entidades e pessoas acusadas de tentar, em nome do Governo russo, "influenciar as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos", segundo a Casa Branca.

Em parceria com a União Europeia, Canadá, Reino Unido e Austrália, o Governo dos Estados Unidos também vai impor sanções a oito pessoas e entidades "associadas à contínua ocupação e repressão na Crimeia".

Quanto às acusações de recompensas oferecidas pela Rússia aos talibãs para atacarem soldados norte-americanos no Afeganistão, a Casa Branca não se pronunciou, de momento, dizendo que esse é um caso que está a ser gerido "por canais diplomáticos, militares e dos serviços de informações".

As sanções anunciadas pela Casa Branca acontecem num momento particularmente delicado das relações diplomáticas entre os EUA e a Rússia, agravadas por declarações recentes do Presidente Joe Biden que acusou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de ser um "assassino".