Saldo de 50 mortos em confrontos entre forças do governo e Huthis

Sanaa - Os fortes combates no sul do Iémen entre as forças governamentais e os separatistas provocaram nos últimos dias pelo menos 50 mortes entre os dois lados, indicaram hoje fontes ligadas à segurança citadas pela Associated Press (AP).

Os combates que ocorrem na província de Abyan são mais um golpe no acordo de cessar-fogo desenhado pela Arábia Saudita em 2019 com o objectivo de pôr cobro ao conflito iniciado em 2015, em que as autoridades governamentais são apoiadas pela coligação saudita que conta com o apoio dos Estados Unidos contra os rebeldes Huthis, aliados do Irão.

Pelo menos 47 combatentes foram mortos e outros 90 ficaram feridos nos confrontos registados em Zinjibar, capital provincial de Abyan, que, segundo as fontes citadas pela AP, foram os mais graves dos últimos meses.

O conflito entre as forças do governo iemenita, reconhecido pela comunidade internacional, e os separatistas do Conselho de Transição do Sul foram retomados em 2019 e, há cerca de um ano, as duas partes assinaram um acordo de divisão de poder em Riade, capital da Arábia Saudita, pacto que nunca foi implementado.

O conselho secessionista, que congrega um grupo de milícias apoiadas pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), espera conseguir restaurar a independência do sul do Iémen, que existiu entre 1967 até à unificação, em 1990.

Os combates dos últimos dias reabriram também uma nova frente na já longa guerra civil, complicando os esforços para se alcançar um acordo de paz.

A guerra civil no país mais pobre do mundo árabe começou em 2014, quando os rebeldes Huthis tomaram o controlo da capital e parte do norte do país.

Uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, determinada em devolver o poder ao Governo do Presidente Abd Rabu Mansour Hadi, desencadeou uma intervenção militar meses depois, já em 2015.

Os combates no Iémen já provocaram a maior crise humanitária do mundo, deixando milhões de pessoas sem alimentação e assistência médica, tendo causado já mais de 112.000 mortes, entre civis e militares.

 

Os combates que ocorrem na província de Abyan são mais um golpe no acordo de cessar-fogo desenhado pela Arábia Saudita em 2019 com o objectivo de pôr cobro ao conflito iniciado em 2015, em que as autoridades governamentais são apoiadas pela coligação saudita que conta com o apoio dos Estados Unidos contra os rebeldes Huthis, aliados do Irão.

Pelo menos 47 combatentes foram mortos e outros 90 ficaram feridos nos confrontos registados em Zinjibar, capital provincial de Abyan, que, segundo as fontes citadas pela AP, foram os mais graves dos últimos meses.

O conflito entre as forças do governo iemenita, reconhecido pela comunidade internacional, e os separatistas do Conselho de Transição do Sul foram retomados em 2019 e, há cerca de um ano, as duas partes assinaram um acordo de divisão de poder em Riade, capital da Arábia Saudita, pacto que nunca foi implementado.

O conselho secessionista, que congrega um grupo de milícias apoiadas pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), espera conseguir restaurar a independência do sul do Iémen, que existiu entre 1967 até à unificação, em 1990.

Os combates dos últimos dias reabriram também uma nova frente na já longa guerra civil, complicando os esforços para se alcançar um acordo de paz.

A guerra civil no país mais pobre do mundo árabe começou em 2014, quando os rebeldes Huthis tomaram o controlo da capital e parte do norte do país.

Uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, determinada em devolver o poder ao Governo do Presidente Abd Rabu Mansour Hadi, desencadeou uma intervenção militar meses depois, já em 2015.

Os combates no Iémen já provocaram a maior crise humanitária do mundo, deixando milhões de pessoas sem alimentação e assistência médica, tendo causado já mais de 112.000 mortes, entre civis e militares.