Secretário-geral da ONU adverte que humanidade está perto de 'aniquilação nuclear'

  • Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres
Nova Iorque - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou hoje, domingo, Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, aos países que possuem armas nucleares para destruí-las.

De acordo com Antónimo Guterres, a sociedade internacional ainda está perto da "aniquilação nuclear", enquanto milhares de armas nucleares existem em todo o mundo.

"Quase 14.000 armas nucleares estão armazenadas em todo o mundo. A humanidade permanece inaceitavelmente perto da aniquilação nuclear. Agora é a hora de remover a nuvem de um conflito nuclear para sempre, eliminar as armas nucleares de nosso mundo e inaugurar uma nova era de confiança e paz", declarou Guterres.

A mensagem se segue à declaração recente de Guterres expressando preocupação de que uma série de nações, incluindo a China, Egipto, Índia, Irão, Israel, Coreia do Norte e EUA, ainda não ratificaram o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês).

O documento aprovado em 1996 foi assinado por 185 países, mas ainda não entrou em vigor.

"Permanecemos neste estado de limbo por tempo demais", disse, elogiando ao mesmo tempo a decisão da Rússia e dos EUA de estender o Tratado de Redução de Armas Estratégicas II (Novo START) e dialogar sobre o assunto.

Num comunicado para marcar o 25º aniversário da abertura para assinatura do CTBT, o presidente russo, Vladimir Putin sublinhou que a "formulação deste documento histórico, que visa fortalecer drasticamente o regime de não proliferação nuclear, confirmou que mesmo as questões mais difíceis de segurança global podem e devem ser resolvidas por meio de negociações".

No final de Janeiro, Moscovo e Washington prorrogaram o Novo START por mais cinco anos, sem renegociar nenhum de seus termos. O tratado, que entrou em vigor em 5 de Fevereiro de 2011, determina uma redução da metade do número de lançadores de mísseis nucleares estratégicos e limita o número de ogivas nucleares estratégicas instaladas a 1.550.

Enquanto isso, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, destacou à Sputnik que todas as potências nucleares em algum momento terão que se sentar para negociações sobre o controle de armas.

 

De acordo com Antónimo Guterres, a sociedade internacional ainda está perto da "aniquilação nuclear", enquanto milhares de armas nucleares existem em todo o mundo.

"Quase 14.000 armas nucleares estão armazenadas em todo o mundo. A humanidade permanece inaceitavelmente perto da aniquilação nuclear. Agora é a hora de remover a nuvem de um conflito nuclear para sempre, eliminar as armas nucleares de nosso mundo e inaugurar uma nova era de confiança e paz", declarou Guterres.

A mensagem se segue à declaração recente de Guterres expressando preocupação de que uma série de nações, incluindo a China, Egipto, Índia, Irão, Israel, Coreia do Norte e EUA, ainda não ratificaram o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês).

O documento aprovado em 1996 foi assinado por 185 países, mas ainda não entrou em vigor.

"Permanecemos neste estado de limbo por tempo demais", disse, elogiando ao mesmo tempo a decisão da Rússia e dos EUA de estender o Tratado de Redução de Armas Estratégicas II (Novo START) e dialogar sobre o assunto.

Num comunicado para marcar o 25º aniversário da abertura para assinatura do CTBT, o presidente russo, Vladimir Putin sublinhou que a "formulação deste documento histórico, que visa fortalecer drasticamente o regime de não proliferação nuclear, confirmou que mesmo as questões mais difíceis de segurança global podem e devem ser resolvidas por meio de negociações".

No final de Janeiro, Moscovo e Washington prorrogaram o Novo START por mais cinco anos, sem renegociar nenhum de seus termos. O tratado, que entrou em vigor em 5 de Fevereiro de 2011, determina uma redução da metade do número de lançadores de mísseis nucleares estratégicos e limita o número de ogivas nucleares estratégicas instaladas a 1.550.

Enquanto isso, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, destacou à Sputnik que todas as potências nucleares em algum momento terão que se sentar para negociações sobre o controle de armas.