Secretário geral da ONU condena "incitação ao ódio" contra asiáticos

  • Secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres
Nova Iorque - O secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje a violência contra asiáticos e comunidades de descendência asiática e também a "incitação ao ódio" contra estes por líderes políticos.

A declaração hoje divulgada pelo gabinete de Guterres não menciona casos específicos de países, mas surge poucos dias depois de um novo crime contra a comunidade asiática nos Estados Unidos, e de críticas do presidente norte-americano Joe Biden ao seu antecessor, Donald Trump, por ter associado o coronavírus aos chineses.

"O mundo tem testemunhado ataques mortais horríveis, assédio verbal e físico, intimidação nas escolas, discriminação no local de trabalho, incitação ao ódio na comunicação social e redes sociais e linguagem incendiária por indivíduos em posições de poder", disse hoje o porta-voz da ONU, Farhan Haq.

"Nalguns países, as mulheres asiáticas foram especificamente alvo de ataques, acrescentando misoginia à mistura tóxica de ódio", disse ele.

Milhares de norte-americanos manifestaram-se domingo em diversas cidades dos Estados Unidos contra o racismo dirigido a asiáticos, na sequência dos tiroteios em salões de massagens no estado da Geórgia, que provocaram oito mortos de origem asiática.

Numa declaração à imprensa na terça-feira, o suspeito Robert Aaron Long assumiu ter disparado sobre três casas de massagens asiáticas em Atlanta e nos seus subúrbios, tendo sido acusado de homicídio.

Sob interrogatório, Long - que foi detido a cerca de 250 quilómetros a sul de Atlanta - negou qualquer motivo racista, descrevendo-se a si próprio como um "viciado em sexo" com a intenção de remover "uma tentação".

Durante a pandemia, aumentaram de forma exponencial os ataques contra asiáticos americanos, sobretudo mulheres, o que alguns especialistas atribuem ao discurso anti-China, nas redes sociais e até promovido pela anterior administração norte-americana - o ex-presidente Donald Trump referiu-se sempre à covid-19 como o "vírus da China".

Numa deslocação a Atlanta no final da semana passada, Joe Biden disse, Sem mencionar Trump, hoje que "sempre se soube que as palavras tinham consequências".

"É o coronavírus. Ponto final, parágrafo", disse o presidente norte-americano.

Também a vice-presidente, Kamala Harris, criticou na mesma ocasião que "pessoas de grande poder" tenham no último ano "feito dos asiático-americanos bodes expiatórios", disseminando "o ódio usando os mais altos púlpitos".

A Administração Biden pretende aprovar uma lei contra crimes de ódio relacionados com a pandemia, para fortalecer a capacidade de resposta do Governo a este tipo de casos e aumentando os meios ao dispor, particularmente, da comunidade de origem asiática.

A declaração hoje divulgada pelo gabinete de Guterres não menciona casos específicos de países, mas surge poucos dias depois de um novo crime contra a comunidade asiática nos Estados Unidos, e de críticas do presidente norte-americano Joe Biden ao seu antecessor, Donald Trump, por ter associado o coronavírus aos chineses.

"O mundo tem testemunhado ataques mortais horríveis, assédio verbal e físico, intimidação nas escolas, discriminação no local de trabalho, incitação ao ódio na comunicação social e redes sociais e linguagem incendiária por indivíduos em posições de poder", disse hoje o porta-voz da ONU, Farhan Haq.

"Nalguns países, as mulheres asiáticas foram especificamente alvo de ataques, acrescentando misoginia à mistura tóxica de ódio", disse ele.

Milhares de norte-americanos manifestaram-se domingo em diversas cidades dos Estados Unidos contra o racismo dirigido a asiáticos, na sequência dos tiroteios em salões de massagens no estado da Geórgia, que provocaram oito mortos de origem asiática.

Numa declaração à imprensa na terça-feira, o suspeito Robert Aaron Long assumiu ter disparado sobre três casas de massagens asiáticas em Atlanta e nos seus subúrbios, tendo sido acusado de homicídio.

Sob interrogatório, Long - que foi detido a cerca de 250 quilómetros a sul de Atlanta - negou qualquer motivo racista, descrevendo-se a si próprio como um "viciado em sexo" com a intenção de remover "uma tentação".

Durante a pandemia, aumentaram de forma exponencial os ataques contra asiáticos americanos, sobretudo mulheres, o que alguns especialistas atribuem ao discurso anti-China, nas redes sociais e até promovido pela anterior administração norte-americana - o ex-presidente Donald Trump referiu-se sempre à covid-19 como o "vírus da China".

Numa deslocação a Atlanta no final da semana passada, Joe Biden disse, Sem mencionar Trump, hoje que "sempre se soube que as palavras tinham consequências".

"É o coronavírus. Ponto final, parágrafo", disse o presidente norte-americano.

Também a vice-presidente, Kamala Harris, criticou na mesma ocasião que "pessoas de grande poder" tenham no último ano "feito dos asiático-americanos bodes expiatórios", disseminando "o ódio usando os mais altos púlpitos".

A Administração Biden pretende aprovar uma lei contra crimes de ódio relacionados com a pandemia, para fortalecer a capacidade de resposta do Governo a este tipo de casos e aumentando os meios ao dispor, particularmente, da comunidade de origem asiática.