Suécia: Comércio mundial de armas estabiliza pela primeira vez nos últimos anos

Estocolmo - O comércio internacional de armas estabilizou nos últimos cinco anos, pela primeira vez desde o início do século, algo que pode ser explicado com o facto de vários países importadores terem começado a produzir, segundo um relatório hoje publicado.

De acordo com um relatório do Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz (Sipri), com sede em Estocolmo, em todo o mundo a exportação de armas manteve-se estável no período 2016-2020, em comparação com 2011-2015.

Nos últimos cinco anos, três dos maiores exportadores mundiais de armas - Estados Unidos, França e Alemanha - aumentaram as suas exportações, mas este aumento foi compensado com uma quebra dos dois maiores exportadores - Rússia e China.

A exportação continua a ser dominada pelos Estados Unidos, com 37% do mercado (mais cinco pontos em comparação com o período 2011-2015), seguindo-se a Rússia, que registou quebras de 26 para 20%, principalmente devido a uma queda das exportações para a Índia.

Nos últimos cinco anos, o mercado francês de armamento, terceiro no 'ranking' dos países exportadores, representou 8,2% do total de exportações mundiais. As exportações de armas em França aumentaram 44% em 2016-2020.

Do lado das importações, o Médio Oriente registou um aumento acentuado, mais 25%, e a Arábia Saudita tornou-se no primeiro importador mundial de armas, à frente da Índia, com 11% das importações globais de armas.

Na Índia, outrora o maior importador mundial de armas, as importações baixaram 33%, "principalmente devido à complexidade dos processos de compra, combinado com uma tentativa de reduzir a sua dependência de armas russas", lê-se no relatório.

No entanto, de acordo com o investigador Siemon Wezeman, do Sipri, a diminuição da importação de armas num determinado país nem sempre significa uma diminuição do interesse pelo sector.

Em alguns casos, fica a dever-se a uma simples questão de restrições orçamentais, ou de um efeito cíclico ligado à renovação recente do arsenal militar nacional, que não precisará de ser trocado durante alguns anos, explicou.

A produção local de armas, uma tendência registada nos últimos anos em vários países importadores, explica também a quebra no comércio do sector.

De acordo com um relatório do Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz (Sipri), com sede em Estocolmo, em todo o mundo a exportação de armas manteve-se estável no período 2016-2020, em comparação com 2011-2015.

Nos últimos cinco anos, três dos maiores exportadores mundiais de armas - Estados Unidos, França e Alemanha - aumentaram as suas exportações, mas este aumento foi compensado com uma quebra dos dois maiores exportadores - Rússia e China.

A exportação continua a ser dominada pelos Estados Unidos, com 37% do mercado (mais cinco pontos em comparação com o período 2011-2015), seguindo-se a Rússia, que registou quebras de 26 para 20%, principalmente devido a uma queda das exportações para a Índia.

Nos últimos cinco anos, o mercado francês de armamento, terceiro no 'ranking' dos países exportadores, representou 8,2% do total de exportações mundiais. As exportações de armas em França aumentaram 44% em 2016-2020.

Do lado das importações, o Médio Oriente registou um aumento acentuado, mais 25%, e a Arábia Saudita tornou-se no primeiro importador mundial de armas, à frente da Índia, com 11% das importações globais de armas.

Na Índia, outrora o maior importador mundial de armas, as importações baixaram 33%, "principalmente devido à complexidade dos processos de compra, combinado com uma tentativa de reduzir a sua dependência de armas russas", lê-se no relatório.

No entanto, de acordo com o investigador Siemon Wezeman, do Sipri, a diminuição da importação de armas num determinado país nem sempre significa uma diminuição do interesse pelo sector.

Em alguns casos, fica a dever-se a uma simples questão de restrições orçamentais, ou de um efeito cíclico ligado à renovação recente do arsenal militar nacional, que não precisará de ser trocado durante alguns anos, explicou.

A produção local de armas, uma tendência registada nos últimos anos em vários países importadores, explica também a quebra no comércio do sector.