Taiwan diz que Pequim violou espaço aéreo com 28 aviões de combate

  • Mapa da República Popular da  China
Taipei - O Ministério da Defesa de Taiwan denunciou nesta quarta-feira, 16, a passagem, terça-feira, 15, de 28 aviões de combate dos chineses na Zona de Defesa Aérea (ADIZ) do país

Trata-se da presença do maior número de aviões de combate de Pequim desde que as incursões sobre a República da China (ROC) começaram a ser divulgadas por Taipé em Setembro de 2020.

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa de Taiwan sobrevoaram na terça-feira, um total de 28 aviões de combate da República Popular da China: Um avião anti-submarinos Y8, um aparelho de reconhecimento Y8, quatro bombardeiros H-6, dois aviões radar KJ-500, seis caças J-11 e 14 caças J-16.

Segundo a mesma nota, a Força Aérea de Taiwan emitiu vários avisos por rádio e mobilizou unidades até que os aparelhos de Pequim abandonaram a zona.

O número aviões de combate do regime de Pequim que sobrevoam a Zona de Defesa Aérea de Taiwan aumentou nos últimos meses sendo que a incursão de terça-feira ocorreu depois de a reunião do G7 tivesse mencionado numa declaração a manutenção "da preservação da estabilidade no Estreito da Formosa", como uma das prioridades.  

Na segunda-feira, a República Popular da China reprovou o comunicado do G7 que foi difundido na última cimeira, em Carbis Bay, Reino Unido, afirmando que "distorce os factos" sobre vários assuntos, entre os quais Taiwan, "para difamar a China deliberadamente".

"A declaração interfere em assuntos internos da China, violando as normas que regem as relações internacionais. Estamos insatisfeitos e opomo-nos firmemente", acrescenta a nota de Pequim.

Taiwan considera-se um território com soberania, governo e sistema político próprios sob o nome de República da China desde o final da Guerra Civil entre os nacionalistas do Kuomintang de Chiang Kai-Sheck e os comunistas liderados por Mao Tse Tung, em 1949.

Pequim mantém que a República da China é uma "província rebelde" e insiste no "regresso" da ilha nacionalista "à pátria". 

As tensões entre Pequim e Taipé agravaram-se durante o mandato do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump que fortaleceu as relações com Taiwan, incluindo com novos contratos de venda de armas.  

No passado mês de Abril, a Administração norte-americana de Joe Biden reafirmou o apoio dos Estados Unidos a Taiwan, tendo três altos responsáveis do governo dos Estados Unidos reunido com a chefe de Estado Tsai Ing-wen.

Pequim respondeu ao encontro com manobras militares no Estreito da antiga Formosa.

 

Trata-se da presença do maior número de aviões de combate de Pequim desde que as incursões sobre a República da China (ROC) começaram a ser divulgadas por Taipé em Setembro de 2020.

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa de Taiwan sobrevoaram na terça-feira, um total de 28 aviões de combate da República Popular da China: Um avião anti-submarinos Y8, um aparelho de reconhecimento Y8, quatro bombardeiros H-6, dois aviões radar KJ-500, seis caças J-11 e 14 caças J-16.

Segundo a mesma nota, a Força Aérea de Taiwan emitiu vários avisos por rádio e mobilizou unidades até que os aparelhos de Pequim abandonaram a zona.

O número aviões de combate do regime de Pequim que sobrevoam a Zona de Defesa Aérea de Taiwan aumentou nos últimos meses sendo que a incursão de terça-feira ocorreu depois de a reunião do G7 tivesse mencionado numa declaração a manutenção "da preservação da estabilidade no Estreito da Formosa", como uma das prioridades.  

Na segunda-feira, a República Popular da China reprovou o comunicado do G7 que foi difundido na última cimeira, em Carbis Bay, Reino Unido, afirmando que "distorce os factos" sobre vários assuntos, entre os quais Taiwan, "para difamar a China deliberadamente".

"A declaração interfere em assuntos internos da China, violando as normas que regem as relações internacionais. Estamos insatisfeitos e opomo-nos firmemente", acrescenta a nota de Pequim.

Taiwan considera-se um território com soberania, governo e sistema político próprios sob o nome de República da China desde o final da Guerra Civil entre os nacionalistas do Kuomintang de Chiang Kai-Sheck e os comunistas liderados por Mao Tse Tung, em 1949.

Pequim mantém que a República da China é uma "província rebelde" e insiste no "regresso" da ilha nacionalista "à pátria". 

As tensões entre Pequim e Taipé agravaram-se durante o mandato do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump que fortaleceu as relações com Taiwan, incluindo com novos contratos de venda de armas.  

No passado mês de Abril, a Administração norte-americana de Joe Biden reafirmou o apoio dos Estados Unidos a Taiwan, tendo três altos responsáveis do governo dos Estados Unidos reunido com a chefe de Estado Tsai Ing-wen.

Pequim respondeu ao encontro com manobras militares no Estreito da antiga Formosa.