Talibãs apelam a todas as tropas estrangeiras para saírem do Afeganistão

Cabul - O movimento talibã reiterou hoje o apelo à saída de "todas as tropas estrangeiras" do Afeganistão após o final do prazo para a retirada das forças dos Estados Unidos, fixado para 11 de Setembro.

"Cada centímetro do solo afegão, a segurança dos aeroportos, as representações diplomáticas e as embaixadas estrangeiras devem ser colocados sob a responsabilidade dos afegãos", insistiu o Emirado Islâmico (talibãs) em comunicado.

O alerta surge após a Turquia ter proposto esta semana, de acordo com os meios de comunicação turcos, manter forças militares em solo afegão para garantir a segurança do aeroporto de Cabul.

"A presença de todas as forças estrangeiras, qualquer que seja o seu nome, na nossa pátria é inaceitável para o povo afegão e o Emirado Islâmico", alertam os talibãs, referindo-se a "certas notícias da imprensa".

"Consequentemente, ninguém deve esperar manter uma presença militar ou de segurança no nosso país", acrescentam.

No comunicado, o movimento talibã avisa que, "se alguns cometerem tal erro, o povo afegão e o Emirado Islâmico os considerarão ocupantes e reagirão, como o fizeram no passado, aos invasores". "Será da sua responsabilidade", advertiram.

Numa declaração divulgada esta semana em reação a notícias da imprensa, o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, disse que o seu país queria manter uma presença militar no Afeganistão, principalmente no aeroporto de Cabul - a principal porta de entrada e saída do país, situado no coração da Ásia central - se a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se comprometer a fornecer apoio financeiro e logístico.

"Nesse caso, podemos ficar no Aeroporto Internacional Hamid Karzai. Estamos a aguardar uma resposta relativamente às nossas condições", disse o ministro aos jornalistas, reconhecendo que essa possibilidade tinha já sido discutida com os norte-americanos.

Esta decisão poderá vir a estar em cima da mesa na próxima cimeira de líderes da OTAN, que decorre na segunda-feira, em Bruxelas.

Até ao momento, apenas a Embaixada da Austrália no Afeganistão fechou portas, no mês passado, e retirou os seus funcionários. As outras representações ocidentais não anunciaram um plano de retirada.

"Cada centímetro do solo afegão, a segurança dos aeroportos, as representações diplomáticas e as embaixadas estrangeiras devem ser colocados sob a responsabilidade dos afegãos", insistiu o Emirado Islâmico (talibãs) em comunicado.

O alerta surge após a Turquia ter proposto esta semana, de acordo com os meios de comunicação turcos, manter forças militares em solo afegão para garantir a segurança do aeroporto de Cabul.

"A presença de todas as forças estrangeiras, qualquer que seja o seu nome, na nossa pátria é inaceitável para o povo afegão e o Emirado Islâmico", alertam os talibãs, referindo-se a "certas notícias da imprensa".

"Consequentemente, ninguém deve esperar manter uma presença militar ou de segurança no nosso país", acrescentam.

No comunicado, o movimento talibã avisa que, "se alguns cometerem tal erro, o povo afegão e o Emirado Islâmico os considerarão ocupantes e reagirão, como o fizeram no passado, aos invasores". "Será da sua responsabilidade", advertiram.

Numa declaração divulgada esta semana em reação a notícias da imprensa, o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, disse que o seu país queria manter uma presença militar no Afeganistão, principalmente no aeroporto de Cabul - a principal porta de entrada e saída do país, situado no coração da Ásia central - se a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se comprometer a fornecer apoio financeiro e logístico.

"Nesse caso, podemos ficar no Aeroporto Internacional Hamid Karzai. Estamos a aguardar uma resposta relativamente às nossas condições", disse o ministro aos jornalistas, reconhecendo que essa possibilidade tinha já sido discutida com os norte-americanos.

Esta decisão poderá vir a estar em cima da mesa na próxima cimeira de líderes da OTAN, que decorre na segunda-feira, em Bruxelas.

Até ao momento, apenas a Embaixada da Austrália no Afeganistão fechou portas, no mês passado, e retirou os seus funcionários. As outras representações ocidentais não anunciaram um plano de retirada.