Trump visita o Texas para enaltecer plano de combate à imigração ilegal

  • Presidente Cessante dos EUA, Donald Trump
Washington - O Presidente dos EUA, Donald Trump, viaja hoje para o Texas, numa iniciativa de enaltecimento da sua campanha contra a imigração ilegal, uma das bandeiras do mandato do líder republicano, que termina na próxima semana.

Trump voa hoje para Alamo, Texas, uma cidade fronteiriça no vale do Rio Grande, esperando-se que faça comentários para destacar os esforços do seu Governo para conter a imigração ilegal, nomeadamente no cumprimento da promessa de construir um "grande e bonito muro" entre a fronteira dos Estados Unidos e do México.

A viagem choca contra as recomendações de alguns dos seus assessores, que, de acordo com relatos dos 'media' norte-americanos, o têm instado a usar os últimos dias no cargo para falar dos principais feitos da sua presidência: o corte maciço de impostos, os esforços para reverter regulamentações federais e a transformação dos tribunais federais com a nomeação dos juízes conservadores.

Contudo, Trump tem resistido a uma saída pacífica da Casa Branca, continuando a contestar os resultados das eleições de 03 de Novembro e abstendo-se de qualquer agenda política relevante, enquanto aguarda a decisão do Congresso sobre um eventual novo processo de destituição, depois de ter sido acusado de instigar os seus apoiantes a invadir o Capitólio dos EUA, na passada quarta-feira, num esforço para travar uma transição pacífica de poder.

Em Alamo, Trump regressa à sua polémica proposta de combater a imigração ilegal através de um muro, em toda a extensão da fronteira, que ele prometera que seria o México a pagar, embora termine o mandato com pouco mais de 600 quilómetros de construção finalizada, financiada pelos contribuintes norte-americanos, e com grande parte dessa parede a apenas substituir barreiras menores que já existiam.

Nos últimos quatro anos, Trump e o seu Governo tomaram medidas extremas para tentar conter a imigração ilegal e legal, vendo os seus esforços a ser auxiliados pela pandemia de covid-19, que paralisou as viagens internacionais.

Contudo, o número de pessoas que tentaram atravessar a fronteira do sul dos Estados Unidos tem aumentado nos últimos meses e os dados de Dezembro mostram quase 74.000 tentativas, um crescimento de 03% em relação a Novembro e um crescimento de 81% em relação ao ano anterior.

Mark Morgan, comissário interino da Alfândega e Protecção de Fronteiras dos Estados Unidos, alertou o Presidente eleito, Joe Biden, que a flexibilização das políticas de Donald Trump, incluindo a suspensão da construção de muros, levaria a um aumento de pessoas a tentar cruzar a fronteira, criando "uma crise absoluta" nas primeiras semanas do novo mandato.

Biden prometeu suspender a construção do muro de fronteira e tomar medidas executivas sempre que possível para reverter algumas das restrições de Trump à imigração legal e aos requerentes de asilo.

Ainda assim, Biden e os seus assessores reconheceram a possibilidade de uma nova crise na fronteira, se agirem depressa demais, e o Presidente eleito disse mesmo que o seu Governo pode demorar até seis meses a garantir o financiamento e colocar em prática uma estratégia alternativa à de Trump.

Quem não viajará com o Presidente cessante para o Texas é Chad Wolf, o secretário interino do Departamento de Segurança Interna, que se demitiu do cargo na segunda-feira, dias depois de se ter comprometido a cumprir o seu mandato até final.

Após as cenas de violência no Capitólio, alguns grupos cívicos, incluindo o Southern Poverty Law Centre, pediram a Trump para cancelar a sua visita ao Texas, alegando o risco de promover novos actos de insurreição entre os seus apoiantes.

Trump voa hoje para Alamo, Texas, uma cidade fronteiriça no vale do Rio Grande, esperando-se que faça comentários para destacar os esforços do seu Governo para conter a imigração ilegal, nomeadamente no cumprimento da promessa de construir um "grande e bonito muro" entre a fronteira dos Estados Unidos e do México.

A viagem choca contra as recomendações de alguns dos seus assessores, que, de acordo com relatos dos 'media' norte-americanos, o têm instado a usar os últimos dias no cargo para falar dos principais feitos da sua presidência: o corte maciço de impostos, os esforços para reverter regulamentações federais e a transformação dos tribunais federais com a nomeação dos juízes conservadores.

Contudo, Trump tem resistido a uma saída pacífica da Casa Branca, continuando a contestar os resultados das eleições de 03 de Novembro e abstendo-se de qualquer agenda política relevante, enquanto aguarda a decisão do Congresso sobre um eventual novo processo de destituição, depois de ter sido acusado de instigar os seus apoiantes a invadir o Capitólio dos EUA, na passada quarta-feira, num esforço para travar uma transição pacífica de poder.

Em Alamo, Trump regressa à sua polémica proposta de combater a imigração ilegal através de um muro, em toda a extensão da fronteira, que ele prometera que seria o México a pagar, embora termine o mandato com pouco mais de 600 quilómetros de construção finalizada, financiada pelos contribuintes norte-americanos, e com grande parte dessa parede a apenas substituir barreiras menores que já existiam.

Nos últimos quatro anos, Trump e o seu Governo tomaram medidas extremas para tentar conter a imigração ilegal e legal, vendo os seus esforços a ser auxiliados pela pandemia de covid-19, que paralisou as viagens internacionais.

Contudo, o número de pessoas que tentaram atravessar a fronteira do sul dos Estados Unidos tem aumentado nos últimos meses e os dados de Dezembro mostram quase 74.000 tentativas, um crescimento de 03% em relação a Novembro e um crescimento de 81% em relação ao ano anterior.

Mark Morgan, comissário interino da Alfândega e Protecção de Fronteiras dos Estados Unidos, alertou o Presidente eleito, Joe Biden, que a flexibilização das políticas de Donald Trump, incluindo a suspensão da construção de muros, levaria a um aumento de pessoas a tentar cruzar a fronteira, criando "uma crise absoluta" nas primeiras semanas do novo mandato.

Biden prometeu suspender a construção do muro de fronteira e tomar medidas executivas sempre que possível para reverter algumas das restrições de Trump à imigração legal e aos requerentes de asilo.

Ainda assim, Biden e os seus assessores reconheceram a possibilidade de uma nova crise na fronteira, se agirem depressa demais, e o Presidente eleito disse mesmo que o seu Governo pode demorar até seis meses a garantir o financiamento e colocar em prática uma estratégia alternativa à de Trump.

Quem não viajará com o Presidente cessante para o Texas é Chad Wolf, o secretário interino do Departamento de Segurança Interna, que se demitiu do cargo na segunda-feira, dias depois de se ter comprometido a cumprir o seu mandato até final.

Após as cenas de violência no Capitólio, alguns grupos cívicos, incluindo o Southern Poverty Law Centre, pediram a Trump para cancelar a sua visita ao Texas, alegando o risco de promover novos actos de insurreição entre os seus apoiantes.