Turquia acusa Frontex e Grécia de violarem direitos dos refugiados

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Ancara - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a agência europeia de controlo de fronteiras, Frontex, de participar com a Grécia em violações dos direitos dos refugiados na fronteira turco-grega.

"As forças de segurança gregas cometeram actos abertos de repressão contra os refugiados na fronteira turco-grega. Já vivemos cenas que são vergonhosas. A agência europeia Frontex tem participado nesta violação de direitos", afirmou.

Erdogan fez os comentários em Izmir, durante um discurso sobre a imigração, transmitido ao vivo pela televisão turca NTV, no qual destacou o papel da Turquia como um país que já acolheu 4 milhões de refugiados sírios.

O Presidente turco denunciou a morte de migrantes "nas areias quentes do Saara" e no Mediterrâneo, mar no qual "30.000 migrantes perderam a vida nos últimos tempos".

"Lembramo-nos muito bem como até as suas embarcações foram afundadas intencionalmente. A Humanidade falhou no teste, não só no Mediterrâneo, mas também no mar Egeu e no rio Evros (na fronteira turco-grega)", prosseguiu.

A Turquia acusou repetidamente as autoridades gregas de praticar devoluções ilegais de refugiados que foram interceptados no mar e de rebocar botes cheios de migrantes para águas turcas, de forma a serem resgatados pelas autoridades de Ancara.

Nos últimos meses, os meios de comunicação pró-turcos divulgaram vídeos feitos pela guarda-costeira turca, que alegadamente mostram esse tipo de práticas, também denunciadas por várias organizações humanitárias e jornalistas.

A organização não-governamental (ONG) grega Centro Jurídio Lesbos e a organização jurídica Front-Lex pediram oficialmente na passada segunda-feira ao director executivo da Frontex, Fabrice Leggeri, "para suspender ou cessar imediatamente" as actividades da agência no mar Egeu.

A agência tem dois meses para responder perante o Tribunal de Justiça Europeu, de acordo com um relatório enviado pelo Centro Jurídico Lesbos.

A 12 de Fevereiro, a ONG alemã Mare Liberum relatou uma "escalada sem precedentes", em 2020, de repatriamentos de migrantes no mar Egeu envolvendo a Frontex.

A Frontex está actualmente a ser investigada pelo organismo europeu de luta antifraude, em particular por estas acusações de repulsão ilegal de migrantes.

O governo grego, por seu lado, sempre negou as acusações e, no domingo passado, descreveu-as como "falsas".

"As forças de segurança gregas cometeram actos abertos de repressão contra os refugiados na fronteira turco-grega. Já vivemos cenas que são vergonhosas. A agência europeia Frontex tem participado nesta violação de direitos", afirmou.

Erdogan fez os comentários em Izmir, durante um discurso sobre a imigração, transmitido ao vivo pela televisão turca NTV, no qual destacou o papel da Turquia como um país que já acolheu 4 milhões de refugiados sírios.

O Presidente turco denunciou a morte de migrantes "nas areias quentes do Saara" e no Mediterrâneo, mar no qual "30.000 migrantes perderam a vida nos últimos tempos".

"Lembramo-nos muito bem como até as suas embarcações foram afundadas intencionalmente. A Humanidade falhou no teste, não só no Mediterrâneo, mas também no mar Egeu e no rio Evros (na fronteira turco-grega)", prosseguiu.

A Turquia acusou repetidamente as autoridades gregas de praticar devoluções ilegais de refugiados que foram interceptados no mar e de rebocar botes cheios de migrantes para águas turcas, de forma a serem resgatados pelas autoridades de Ancara.

Nos últimos meses, os meios de comunicação pró-turcos divulgaram vídeos feitos pela guarda-costeira turca, que alegadamente mostram esse tipo de práticas, também denunciadas por várias organizações humanitárias e jornalistas.

A organização não-governamental (ONG) grega Centro Jurídio Lesbos e a organização jurídica Front-Lex pediram oficialmente na passada segunda-feira ao director executivo da Frontex, Fabrice Leggeri, "para suspender ou cessar imediatamente" as actividades da agência no mar Egeu.

A agência tem dois meses para responder perante o Tribunal de Justiça Europeu, de acordo com um relatório enviado pelo Centro Jurídico Lesbos.

A 12 de Fevereiro, a ONG alemã Mare Liberum relatou uma "escalada sem precedentes", em 2020, de repatriamentos de migrantes no mar Egeu envolvendo a Frontex.

A Frontex está actualmente a ser investigada pelo organismo europeu de luta antifraude, em particular por estas acusações de repulsão ilegal de migrantes.

O governo grego, por seu lado, sempre negou as acusações e, no domingo passado, descreveu-as como "falsas".