Turquia. Detidas 20 mulheres em protesto contra julgamento de feministas

  • Bandeira da Turquia
A polícia turca deteve nesta segunda-feira,07, 20 mulheres por participarem, em Ancara, numa manifestação contra o julgamento de 33 feministas que enfrentam penas de prisão que podem chegar até aos três anos, noticiou a imprensa local

As feministas, pertencentes à Plataforma de Mulheres de Ancara, tinham sido detidas em Agosto de 2020 por terem protestado quando a Turquia anunciou a intenção de abandonar a Convenção de Istambul sobre a Prevenção e Luta contra a Violência sobre as Mulheres e contra a Violência Doméstica.

A decisão turca de abandonar a Convenção de Istambul foi concretizada em Março passado e tornar-se-á efectiva a 01 e Julho próximo.

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se hoje de manhã diante do tribunal penal de Ancara para apresentar uma declaração de protesto antes da abertura do julgamento, após o que a manifestação foi dispersa pela polícia, que utilizou granadas de gás lacrimogéneo.

Após a intervenção da polícia, os advogados de defesa apresentaram uma acção judicial contra as forças de segurança por terem empurrado e supostamente agredido manifestantes e advogados envolvidos no processo judicial.

O tribunal, entretanto, decidiu adiar a primeira audiência para 26 de Novembro, com o Ministério Público a pedir três anos de prisão por "oposição à lei de manifestações e marchas de protesto".

As feministas, pertencentes à Plataforma de Mulheres de Ancara, tinham sido detidas em Agosto de 2020 por terem protestado quando a Turquia anunciou a intenção de abandonar a Convenção de Istambul sobre a Prevenção e Luta contra a Violência sobre as Mulheres e contra a Violência Doméstica.

A decisão turca de abandonar a Convenção de Istambul foi concretizada em Março passado e tornar-se-á efectiva a 01 e Julho próximo.

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se hoje de manhã diante do tribunal penal de Ancara para apresentar uma declaração de protesto antes da abertura do julgamento, após o que a manifestação foi dispersa pela polícia, que utilizou granadas de gás lacrimogéneo.

Após a intervenção da polícia, os advogados de defesa apresentaram uma acção judicial contra as forças de segurança por terem empurrado e supostamente agredido manifestantes e advogados envolvidos no processo judicial.

O tribunal, entretanto, decidiu adiar a primeira audiência para 26 de Novembro, com o Ministério Público a pedir três anos de prisão por "oposição à lei de manifestações e marchas de protesto".