UE apela à redução incondicional da tensão entre Sérvia e Kosovo

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Bruxelas - O alto representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança apelou hoje (domingo) à redução incondicional da tensão entre a Sérvia e o Kosovo, num dia em que o exército sérvio aumentou o nível de alerta na fronteira.

 

"A Sérvia e o Kosovo têm de acalmar incondicionalmente a situação no terreno, retirando imediatamente as unidades especiais da polícia e desmantelando os bloqueios de estradas. Qualquer outra provocação ou acção unilateral e descoordenada é inaceitável", afirmou Josep Borrell, numa declaração em nome da UE.

Borrell apelou às duas partes para que encontrassem "soluções para acalmar a situação e acordar o caminho a seguir", um processo que a UE está empenhada em apoiar e para o qual oferece uma plataforma de diálogo, no âmbito da qual ambos os países podem abordar questões "relacionadas com a liberdade de circulação e as placas de matrícula".

O chefe da diplomacia da UE disse ter transmitido aos líderes de ambos os países, em dois telefonemas, que ambos "têm plena responsabilidade por quaisquer riscos para a segurança e bem-estar das comunidades locais".

"Esperamos que tanto o Kosovo como a Sérvia voltem a promover um ambiente conducente à reconciliação, à estabilidade regional e à cooperação, em benefício dos seus cidadãos. Isto é crucial para alcançar um acordo abrangente e juridicamente vinculativo sobre a normalização das suas relações, o que é necessário para que ambos avancem nos seus respectivos caminhos europeus", salientou Borrell.

A única forma de entrar no Kosovo é substituir as placas de matrícula sérvias por placas "temporárias", válidas por 60 dias, mais uma taxa de cerca de cinco euros, uma medida que tem causado tensões na maioria sérvia do norte do Kosovo.

A polícia da Sérvia tem vindo a retirar as matrículas Kosovar dos veículos que entram na Sérvia há anos, e a decisão de Pristina parece ser uma resposta a essa política.

Os sérvios kosovares e Belgrado afirmam que a medida afecta a liberdade de circulação e as actividades económicas, sanitárias e outras da população sérvia no Kosovo, uma antiga província sérvia de maioria albanesa que proclamou a independência em 2008, mas que Belgrado não reconhece.

As autoridades kosovares dizem que a medida está a ser aplicada após o termo de um acordo de 2016 com a Sérvia sobre placas de matrícula, e que é "recíproca", em resposta ao que Belgrado faz no seu território.

O apelo de alto representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança surge no dia em que a Sérvia aumentou o nível de alerta do seu exército perto do Kosovo, como anunciou hoje o ministério da defesa, acusando o seu vizinho de "provocações", após o recente destacamento de uma força policial especial para a zona, um novo foco de tensão entre Belgrado e Pristina.

As forças policiais especiais do Kosovo (ROSU) foram destacadas na segunda-feira para perto de dois postos fronteiriços no norte do Kosovo, uma área principalmente povoada por sérvios que rejeitam a autoridade do governo kosovar.

O destacamento de tropas, que enfureceu os sérvios, seguiu a decisão do governo do Kosovo de proibir a entrada de veículos com matrículas sérvias no seu território, uma "medida recíproca", de acordo com Pristina.

Centenas de sérvios têm protestado contra a decisão e bloqueado o tráfego de camiões nas estradas que conduzem a dois postos fronteiriços.

"Após as provocações das unidades da ROSU, que estiveram no norte do Kosovo durante uma semana, o Presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, ordenou o aumento do estado de alerta de algumas unidades do exército e da polícia sérvios", disse numa declaração do Ministério da Defesa sérvio.

Aviões de caça sérvios sobrevoaram novamente a zona fronteiriça no final da manhã de hoje, após vários sobrevoos no sábado, disse um correspondente da agência de notícias francesa AFP.

O ministro da Defesa da servia, Nebojsa Stefanovic, visitou hoje de manhã as tropas em alerta em duas bases militares, incluindo uma a poucos quilómetros da fronteira, bem como "grupos de combate" destacados "na direcção da travessia administrativa de Jarinje", referiu a mesma fonte.

Os postos fronteiriços entre a Sérvia e o Kosovo são designados por Belgrado, que não reconhece a independência que a sua antiga província declarou em 2008, como "postos administrativos".

A Rússia também não reconhece a independência do Kosovo, ao contrário da maioria dos países ocidentais, incluindo os Estados Unidos.

Por seu lado, a Albânia, "preocupada com a escalada da situação", pediu a Belgrado, através dos seus canais diplomáticos, "a retirada das forças armadas destacadas na fronteira com o Kosovo".

"Devido aos desenvolvimentos no norte do país, a Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, interrompeu a sua visita a Nova Iorque no sábado, onde estava a participar na Assembleia Geral da ONU, para regressar ao país, disse o seu gabinete.

 

"A Sérvia e o Kosovo têm de acalmar incondicionalmente a situação no terreno, retirando imediatamente as unidades especiais da polícia e desmantelando os bloqueios de estradas. Qualquer outra provocação ou acção unilateral e descoordenada é inaceitável", afirmou Josep Borrell, numa declaração em nome da UE.

Borrell apelou às duas partes para que encontrassem "soluções para acalmar a situação e acordar o caminho a seguir", um processo que a UE está empenhada em apoiar e para o qual oferece uma plataforma de diálogo, no âmbito da qual ambos os países podem abordar questões "relacionadas com a liberdade de circulação e as placas de matrícula".

O chefe da diplomacia da UE disse ter transmitido aos líderes de ambos os países, em dois telefonemas, que ambos "têm plena responsabilidade por quaisquer riscos para a segurança e bem-estar das comunidades locais".

"Esperamos que tanto o Kosovo como a Sérvia voltem a promover um ambiente conducente à reconciliação, à estabilidade regional e à cooperação, em benefício dos seus cidadãos. Isto é crucial para alcançar um acordo abrangente e juridicamente vinculativo sobre a normalização das suas relações, o que é necessário para que ambos avancem nos seus respectivos caminhos europeus", salientou Borrell.

A única forma de entrar no Kosovo é substituir as placas de matrícula sérvias por placas "temporárias", válidas por 60 dias, mais uma taxa de cerca de cinco euros, uma medida que tem causado tensões na maioria sérvia do norte do Kosovo.

A polícia da Sérvia tem vindo a retirar as matrículas Kosovar dos veículos que entram na Sérvia há anos, e a decisão de Pristina parece ser uma resposta a essa política.

Os sérvios kosovares e Belgrado afirmam que a medida afecta a liberdade de circulação e as actividades económicas, sanitárias e outras da população sérvia no Kosovo, uma antiga província sérvia de maioria albanesa que proclamou a independência em 2008, mas que Belgrado não reconhece.

As autoridades kosovares dizem que a medida está a ser aplicada após o termo de um acordo de 2016 com a Sérvia sobre placas de matrícula, e que é "recíproca", em resposta ao que Belgrado faz no seu território.

O apelo de alto representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança surge no dia em que a Sérvia aumentou o nível de alerta do seu exército perto do Kosovo, como anunciou hoje o ministério da defesa, acusando o seu vizinho de "provocações", após o recente destacamento de uma força policial especial para a zona, um novo foco de tensão entre Belgrado e Pristina.

As forças policiais especiais do Kosovo (ROSU) foram destacadas na segunda-feira para perto de dois postos fronteiriços no norte do Kosovo, uma área principalmente povoada por sérvios que rejeitam a autoridade do governo kosovar.

O destacamento de tropas, que enfureceu os sérvios, seguiu a decisão do governo do Kosovo de proibir a entrada de veículos com matrículas sérvias no seu território, uma "medida recíproca", de acordo com Pristina.

Centenas de sérvios têm protestado contra a decisão e bloqueado o tráfego de camiões nas estradas que conduzem a dois postos fronteiriços.

"Após as provocações das unidades da ROSU, que estiveram no norte do Kosovo durante uma semana, o Presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, ordenou o aumento do estado de alerta de algumas unidades do exército e da polícia sérvios", disse numa declaração do Ministério da Defesa sérvio.

Aviões de caça sérvios sobrevoaram novamente a zona fronteiriça no final da manhã de hoje, após vários sobrevoos no sábado, disse um correspondente da agência de notícias francesa AFP.

O ministro da Defesa da servia, Nebojsa Stefanovic, visitou hoje de manhã as tropas em alerta em duas bases militares, incluindo uma a poucos quilómetros da fronteira, bem como "grupos de combate" destacados "na direcção da travessia administrativa de Jarinje", referiu a mesma fonte.

Os postos fronteiriços entre a Sérvia e o Kosovo são designados por Belgrado, que não reconhece a independência que a sua antiga província declarou em 2008, como "postos administrativos".

A Rússia também não reconhece a independência do Kosovo, ao contrário da maioria dos países ocidentais, incluindo os Estados Unidos.

Por seu lado, a Albânia, "preocupada com a escalada da situação", pediu a Belgrado, através dos seus canais diplomáticos, "a retirada das forças armadas destacadas na fronteira com o Kosovo".

"Devido aos desenvolvimentos no norte do país, a Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, interrompeu a sua visita a Nova Iorque no sábado, onde estava a participar na Assembleia Geral da ONU, para regressar ao país, disse o seu gabinete.