UE quer avançar no combate ao tráfico de pessoas

Bruxelas - A Comissão Europeia apresentou hoje uma estratégia para combater o tráfico de seres humanos que vitimou, entre 2017 e 2018, mais de 14 mil pessoas e gerou lucros estimados em 2,7 mil milhões de euros anuais.

A Comissão propõe hoje o estabelecimento de normas mínimas a nível da UE que criminalizem a utilização dos serviços que decorrem da exploração das vítimas do tráfico de seres humanos, prevendo o reforço das sanções aos empregadores.

Também organizará em conjunto com as autoridades nacionais e organizações da sociedade civil, uma campanha de prevenção dirigida aos setores de alto risco.

De acordo com os últimos dados disponíveis, houve 14.145 vítimas notificadas em 2017 e 2018 na União Europeia (UE), mas a Comissão estima que o número real seja muito superior e salienta que quase metade das pessoas traficadas são cidadãos europeus e "um número significativo destes é traficado dentro do seu próprio Estado-membro", segundo um comunicado.

Por outro lado, o tráfico de seres humanos afecta especialmente as mulheres e raparigas, que constituem a maioria de todas as vítimas traficadas na UE (72%), contra 23 por cento de homens e rapazes, e 60 por cento de todas as vítimas foram traficadas para exploração sexual e 15 por cento para exploração laboral.

Os homens foram a maioria das vítimas (68%) traficadas para exploração laboral.

Segundo dados da Comissão Europeia, quase um quarto de todas as vítimas de tráfico são crianças (22%), na sua maioria cidadãos da UE e traficados para fins de exploração sexual.

Outra medida considerada na estratégia é o desmantelamento do modelo de negócios dos traficantes, tanto num contexto digital como não digital, assegurando a Comissão um diálogo com as empresas no domínio da Internet e das tecnologias, tendo em vista reduzir a utilização das plataformas em linha para o recrutamento e a exploração das vítimas.

O executivo comunitário quer ainda incentivar a formação sistemática das autoridades policiais e dos forenses no domínio da detecção e do combate ao tráfico de seres humanos e promover a cooperação internacional, dado que metade das vítimas são originárias de países terceiros.

A Comissão apresentou hoje uma nova Estratégia de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos (2021-2025), centrando-se na prevenção do crime, levando os traficantes à justiça e na proteção e empoderamento das vítimas.

 

A Comissão propõe hoje o estabelecimento de normas mínimas a nível da UE que criminalizem a utilização dos serviços que decorrem da exploração das vítimas do tráfico de seres humanos, prevendo o reforço das sanções aos empregadores.

Também organizará em conjunto com as autoridades nacionais e organizações da sociedade civil, uma campanha de prevenção dirigida aos setores de alto risco.

De acordo com os últimos dados disponíveis, houve 14.145 vítimas notificadas em 2017 e 2018 na União Europeia (UE), mas a Comissão estima que o número real seja muito superior e salienta que quase metade das pessoas traficadas são cidadãos europeus e "um número significativo destes é traficado dentro do seu próprio Estado-membro", segundo um comunicado.

Por outro lado, o tráfico de seres humanos afecta especialmente as mulheres e raparigas, que constituem a maioria de todas as vítimas traficadas na UE (72%), contra 23 por cento de homens e rapazes, e 60 por cento de todas as vítimas foram traficadas para exploração sexual e 15 por cento para exploração laboral.

Os homens foram a maioria das vítimas (68%) traficadas para exploração laboral.

Segundo dados da Comissão Europeia, quase um quarto de todas as vítimas de tráfico são crianças (22%), na sua maioria cidadãos da UE e traficados para fins de exploração sexual.

Outra medida considerada na estratégia é o desmantelamento do modelo de negócios dos traficantes, tanto num contexto digital como não digital, assegurando a Comissão um diálogo com as empresas no domínio da Internet e das tecnologias, tendo em vista reduzir a utilização das plataformas em linha para o recrutamento e a exploração das vítimas.

O executivo comunitário quer ainda incentivar a formação sistemática das autoridades policiais e dos forenses no domínio da detecção e do combate ao tráfico de seres humanos e promover a cooperação internacional, dado que metade das vítimas são originárias de países terceiros.

A Comissão apresentou hoje uma nova Estratégia de Luta contra o Tráfico de Seres Humanos (2021-2025), centrando-se na prevenção do crime, levando os traficantes à justiça e na proteção e empoderamento das vítimas.