Uma centena de mercenários sírios regressou após combaterem na Líbia

  • Mapa da Síria
Damasco - Uma centena de rebeldes sírios que combateu ao lado do antigo Governo líbio contra as tropas rebeldes do "homem forte" do Leste da Líbia regressou à Síria depois de a Turquia lhes pagar o transporte, indicou nesta segunda-feira, 07, fonte oficial

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, mas com uma vasta rede de colaboradores no terreno, os "mercenários" de Ancara pertenciam às Brigadas de Al-Hamza, Sultan Murad e Al-Mutassim.

A organização não governamental ressalvou que o regresso destes combatentes à Síria "não representa" a retirada total dos mercenários sírios da Líbia, para onde, estima o Observatório, a Turquia enviou milhares de homens.

Fontes citadas pelo Observatório indicaram que, em meados de Abril passado, vários membros das facções sírias estavam a pagar subornos para falsificar relatórios médicos para que pudessem regressar à Síria.

Por seu lado, fontes contactadas pela agência noticiosa espanhola EFE junto das facções armadas sírias apoiadas por Ancara afirmaram que os combatentes não estão, porém, a regressar à Síria.

A Turquia começou a intervir directamente na Líbia em Janeiro de 2020 em favor do Governo de Acordo Nacional (GAN), reconhecido pelas Nações Unidas e com sede em Tripoli, mas esse executivo seria substituído por um outro, em Fevereiro deste ano, que permitiu por fim ao conflito.

Uma das questões mais polémicas e fundamentais para encerrar o conflito na Líbia é a saída do país de mercenários de várias nacionalidades, incluindo sírios, sudaneses e russos, que nas Nações Unidas estimam chegar a cerca de 25 mil.

 

 

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, mas com uma vasta rede de colaboradores no terreno, os "mercenários" de Ancara pertenciam às Brigadas de Al-Hamza, Sultan Murad e Al-Mutassim.

A organização não governamental ressalvou que o regresso destes combatentes à Síria "não representa" a retirada total dos mercenários sírios da Líbia, para onde, estima o Observatório, a Turquia enviou milhares de homens.

Fontes citadas pelo Observatório indicaram que, em meados de Abril passado, vários membros das facções sírias estavam a pagar subornos para falsificar relatórios médicos para que pudessem regressar à Síria.

Por seu lado, fontes contactadas pela agência noticiosa espanhola EFE junto das facções armadas sírias apoiadas por Ancara afirmaram que os combatentes não estão, porém, a regressar à Síria.

A Turquia começou a intervir directamente na Líbia em Janeiro de 2020 em favor do Governo de Acordo Nacional (GAN), reconhecido pelas Nações Unidas e com sede em Tripoli, mas esse executivo seria substituído por um outro, em Fevereiro deste ano, que permitiu por fim ao conflito.

Uma das questões mais polémicas e fundamentais para encerrar o conflito na Líbia é a saída do país de mercenários de várias nacionalidades, incluindo sírios, sudaneses e russos, que nas Nações Unidas estimam chegar a cerca de 25 mil.