Venezuela: Agências da ONU pedem 1,188 MME para apoiar migrantes e refugiados

  • Sede da ONU em Nova Iorque
Genebra – A ONU lançou hoje um apelo de ajuda de 1,440 mil milhões de dólares (1,188 mil milhões de euros) para apoiar os milhares de migrantes e refugiados da Venezuela e as comunidades de acolhimento em diversos países latino-americanos, noticiou a Lusa.

O apelo foi lançado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e surge perante as “crescentes necessidades” desta população em plena pandemia da doença covid-19.


Os números mais recentes apontam que existem 5,4 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo, sendo que uma grande maioria encontrou acolhimento em 17 países da mesma região (América Latina e Caraíbas).


Segundo as agências da ONU, a região da América Latina e Caraíbas está a enfrentar uma crise social e económica provocada pela actual pandemia da doença covid-19.


Como tal, a capacidade de ajuda verificada no passado já não é possível no momento actual.


De acordo com o ACNUR, a actual situação de crise fez com que muitos venezuelanos perdessem os meios de subsistência precários de que dispunham.


“As restrições de mobilidade e as longas, mas necessárias, medidas de confinamento tiveram um impacto negativo sobre a capacidade dos refugiados e migrantes de manter os seus meios de subsistência e o acesso a bens e a serviços básicos”, afirmou Eduardo Stein, representante especial conjunto do ACNUR e da OIM para os refugiados e migrantes da Venezuela.


“Muitas pessoas perderam os seus meios de subsistência e, ao mesmo tempo, não são incluídas sistematicamente nos planos de assistência social que foram estabelecidos para as populações locais”, acrescentou o mesmo representante.


O ACNUR relatou que a deterioração da situação dos migrantes e refugiados venezuelanos se reflete, por exemplo, no aumento dos despejos, com muitos a viveram atualmente na rua ou em alojamentos temporários fornecidos por organizações de solidariedade.


Esta agência da ONU denunciou ainda que a pandemia da covid-19 está a provocar igualmente um forte aumento da violência contra as mulheres e dos problemas relacionados com a saúde mental e com a desnutrição, bem como tem potenciado incidentes relacionados com o estigma que atinge os venezuelanos.


A Venezuela, país que conta actualmente com cerca de 28 milhões de habitantes, enfrenta um clima de grande instabilidade política, situação que se soma a uma grave crise económica e social.


O país conta com uma significativa comunidade de portugueses e de lusodescendentes.

 

O apelo foi lançado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e surge perante as “crescentes necessidades” desta população em plena pandemia da doença covid-19.


Os números mais recentes apontam que existem 5,4 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo, sendo que uma grande maioria encontrou acolhimento em 17 países da mesma região (América Latina e Caraíbas).


Segundo as agências da ONU, a região da América Latina e Caraíbas está a enfrentar uma crise social e económica provocada pela actual pandemia da doença covid-19.


Como tal, a capacidade de ajuda verificada no passado já não é possível no momento actual.


De acordo com o ACNUR, a actual situação de crise fez com que muitos venezuelanos perdessem os meios de subsistência precários de que dispunham.


“As restrições de mobilidade e as longas, mas necessárias, medidas de confinamento tiveram um impacto negativo sobre a capacidade dos refugiados e migrantes de manter os seus meios de subsistência e o acesso a bens e a serviços básicos”, afirmou Eduardo Stein, representante especial conjunto do ACNUR e da OIM para os refugiados e migrantes da Venezuela.


“Muitas pessoas perderam os seus meios de subsistência e, ao mesmo tempo, não são incluídas sistematicamente nos planos de assistência social que foram estabelecidos para as populações locais”, acrescentou o mesmo representante.


O ACNUR relatou que a deterioração da situação dos migrantes e refugiados venezuelanos se reflete, por exemplo, no aumento dos despejos, com muitos a viveram atualmente na rua ou em alojamentos temporários fornecidos por organizações de solidariedade.


Esta agência da ONU denunciou ainda que a pandemia da covid-19 está a provocar igualmente um forte aumento da violência contra as mulheres e dos problemas relacionados com a saúde mental e com a desnutrição, bem como tem potenciado incidentes relacionados com o estigma que atinge os venezuelanos.


A Venezuela, país que conta actualmente com cerca de 28 milhões de habitantes, enfrenta um clima de grande instabilidade política, situação que se soma a uma grave crise económica e social.


O país conta com uma significativa comunidade de portugueses e de lusodescendentes.