"Vento ruim" patriarcal ameaça regredir direitos das mulheres - Macron

  • Presidente de França, Emmanuel Macron (arquivo)
Paris - O presidente francês, Emmanuel Macron, disse hoje que o "vento ruim" das "forças patriarcais" ameaça regredir os direitos das mulheres, num discurso na abertura de uma conferência sobre a igualdade de género, em Paris.

Na mesma sessão de abertura da conferência, o secretário-geral da ONU, António Guterres, acrescentou que os defensores das mulheres devem liderar uma "batalha ideológica contra as forças conservadoras que estão a crescer em todo o mundo e que podem vir a questionar" as conquistas da anterior reunião da ONU sobre o tema, organizada em Pequim, há 26 anos.

"Mulheres que simplesmente queriam ser livres para conduzir, que simplesmente não querem usar véu ou querem abortar, são ameaçadas", lamentou o Presidente francês, perante uma plateia de líderes políticos, ativistas e representantes da sociedade civil.

Numa intervenção por videoconferência, a vice-Presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, disse que "para defender a democracia se deve lutar pela igualdade de género".

Todos estes líderes também enfatizaram que a pandemia de covid-19 afetou particularmente as mulheres e contribuiu para o declínio dos seus direitos, seja pelo abandono escolar das jovens estudantes, pelo aumento do número de mulheres que caíram na pobreza ou pela violência doméstica durante o confinamento.

Organizado em Paris e em formato 'online', o Fórum da Igualdade de Gerações visa promover "compromissos concretos" por parte dos estados, mas também de organizações da sociedade civil ou filantropos.

O objectivo da conferência é incentivar um "plano de aceleração global" em direção à igualdade de género, à volta de vários temas, como a violência contra as mulheres, o direito de dispor do próprio corpo, a educação das meninas ou mesmo a igualdade económica.

Preocupados em evitar que os participantes fizessem "bonitos discursos", mas inócuos, os organizadores do evento colocaram um alerta de entrada, dizendo: "Se quiser participar do fórum, deve ter um compromisso concreto e ambicioso, que seja transparente, conhecido de todos", explicou Delphine O, embaixadora e secretária-geral do fórum.

Para Delphine O, a França deve, portanto, anunciar "compromissos substanciais, em particular no acesso à contraceção em todo o mundo, na educação das jovens" e "na proteção das mulheres defensoras de direitos, que são ameaçadas ou presas nos seus países".

Os debates contam com representantes da sociedade civil, como a iraquiana Nadia Mourad, vencedora do Prémio Nobel, a filantropa norte-americana Melinda Gates e ativistas pelos direitos das mulheres de vários continentes, empenhados na defesa do acesso ao aborto na Polónia, o movimento LGBT da Turquia ou mulheres defensoras de direitos políticos no Afeganistão.

Várias organizações feministas quiseram fazer as suas vozes serem ouvidas nesta conferência da ONU.

A organização antipobreza Oxfam pediu, antes do evento, que a França pusesse em prática um "plano de recuperação feminista" e desse um impulso que sirva de exemplo para outros estados.

Para Marie Véron, do Colectivo de Gerações Feministas, todos os países deveriam "destinar 0,1% do seu PIB ao combate à violência de género", acrescentando que todo o mundo está a olhar para França e espera compromissos financeiros.

Na mesma sessão de abertura da conferência, o secretário-geral da ONU, António Guterres, acrescentou que os defensores das mulheres devem liderar uma "batalha ideológica contra as forças conservadoras que estão a crescer em todo o mundo e que podem vir a questionar" as conquistas da anterior reunião da ONU sobre o tema, organizada em Pequim, há 26 anos.

"Mulheres que simplesmente queriam ser livres para conduzir, que simplesmente não querem usar véu ou querem abortar, são ameaçadas", lamentou o Presidente francês, perante uma plateia de líderes políticos, ativistas e representantes da sociedade civil.

Numa intervenção por videoconferência, a vice-Presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, disse que "para defender a democracia se deve lutar pela igualdade de género".

Todos estes líderes também enfatizaram que a pandemia de covid-19 afetou particularmente as mulheres e contribuiu para o declínio dos seus direitos, seja pelo abandono escolar das jovens estudantes, pelo aumento do número de mulheres que caíram na pobreza ou pela violência doméstica durante o confinamento.

Organizado em Paris e em formato 'online', o Fórum da Igualdade de Gerações visa promover "compromissos concretos" por parte dos estados, mas também de organizações da sociedade civil ou filantropos.

O objectivo da conferência é incentivar um "plano de aceleração global" em direção à igualdade de género, à volta de vários temas, como a violência contra as mulheres, o direito de dispor do próprio corpo, a educação das meninas ou mesmo a igualdade económica.

Preocupados em evitar que os participantes fizessem "bonitos discursos", mas inócuos, os organizadores do evento colocaram um alerta de entrada, dizendo: "Se quiser participar do fórum, deve ter um compromisso concreto e ambicioso, que seja transparente, conhecido de todos", explicou Delphine O, embaixadora e secretária-geral do fórum.

Para Delphine O, a França deve, portanto, anunciar "compromissos substanciais, em particular no acesso à contraceção em todo o mundo, na educação das jovens" e "na proteção das mulheres defensoras de direitos, que são ameaçadas ou presas nos seus países".

Os debates contam com representantes da sociedade civil, como a iraquiana Nadia Mourad, vencedora do Prémio Nobel, a filantropa norte-americana Melinda Gates e ativistas pelos direitos das mulheres de vários continentes, empenhados na defesa do acesso ao aborto na Polónia, o movimento LGBT da Turquia ou mulheres defensoras de direitos políticos no Afeganistão.

Várias organizações feministas quiseram fazer as suas vozes serem ouvidas nesta conferência da ONU.

A organização antipobreza Oxfam pediu, antes do evento, que a França pusesse em prática um "plano de recuperação feminista" e desse um impulso que sirva de exemplo para outros estados.

Para Marie Véron, do Colectivo de Gerações Feministas, todos os países deveriam "destinar 0,1% do seu PIB ao combate à violência de género", acrescentando que todo o mundo está a olhar para França e espera compromissos financeiros.