Vladimir Putin assume que tiroteio em escola de Kazan abalou o país

  • Vladmir Putin
Moscovo - O Presidente russo afirmou hoje que o tiroteio ocorrido terça-feira numa escola de Kazan "abalou" o país e ordenou a revisão dos protocolos de segurança escolares e o aumento do controlo sobre o porte de armas por civis.

"A tragédia abalou-nos a todos. Toda a Rússia está com [a república da] Tartária [700 quilómetros a leste de Moscovo], com os residentes de Kazan", afirmou Vladimir Putin, ao falar num encontro com membros do Governo russo.

Terça-feira de manhã, sete estudantes e dois funcionários da escola morreram no tiroteio ocorrido num estabelecimento escolar em Kazan, que provocou ainda mais de três dezenas de feridos. Três deles, crianças, estão em estado grave.

O atirador, um jovem de 19 anos identificado como Ilnaz Galiaviev, publicou uma mensagem muito vaga "20 minutos antes do ataque" na sua conta na rede social russa Telegram, de que era o único membro e que tornou pública antes de protagonizar o tiroteio.

As autoridades russas ainda estão a investigar as motivações do autor dos disparos, que acabou por ser detido pela polícia após o incidente na escola que chegou a frequentar.

Apresentado quarta-feira ao tribunal, foi acusado de homicídio e foi colocado num regime de pré-detenção de dois meses.

Fontes oficiais da polícia russa confirmaram que a arma de Galialiev estava legalizada e em nome do autor dos disparos, que mostrou um comportamento "errático" após a detenção.

Hoje, Putin frisou que, para evitar ataques como o de Kazan, as autoridades têm de "aumentar seriamente as exigências para os proprietários civis de armas e aumentar também o controlo sobre a circulação de armas nas mãos de civis".

"As decisões de autorização têm de ser bem fundamentadas e definitivamente difíceis", acrescentou o Presidente russo, acrescentando que as autoridades que concedem licenças de posse de armas têm também de ser responsabilizadas pelas suas ações.

Putin disse ter ordenado ao chefe da Guarda Nacional da Rússia para elaborar uma proposta para mudar os regulamentos da posse de armas e salientou que a tragédia em Kazan pôs a nu os problemas com a segurança escolar e incumbiu o Governo de introduzir um protocolo unificado de segurança e antiterrorismo nos estabelecimentos de ensino russos.

Os incidentes deste género são raros na Rússia.

O ataque mais mortal em escolas na Rússia ocorreu em 2004, na cidade de Beslan, centro administrativo do distrito de Pravoberejny, na República da Ossétia do Norte-Alânia, próxima da fronteira com a República da Inguchétia, quando militantes islâmicos fizeram reféns mais de 1.000 pessoas por vários dias.

O cerco terminou em tiros e explosões, deixando 334 mortos, mais da metade deles crianças.

Em 2018, um adolescente matou 20 pessoas na sua escola profissional antes de se matar na cidade de Kerch, na Crimeia. Na sequência desse ataque, Putin ordenou às autoridades que aumentassem o controlo sobre a posse de armas.

As condições para a aquisição de armas na Rússia são fortemente restritas. Os civis com mais de 18 anos podem obter licenças para caça ou armas de fogo após exames médicos.

No entanto, é ilegal possuir armas que disparem em rajadas ou que tenham carregadores com capacidade superior a 10 cartuchos.

A maioria das medidas para aumentar o controlo de armas propostas após o incidente de 2018, como o aumento da idade mínima para porte de arma, exames médicos mais frequentes para obter ou renovar uma licença de arma de fogo e punições mais rígidas para violações de armas, nunca foram implementadas.

Mais a mais, a sugestão de que as pessoas com licença de porte de armas de fogo fossem obrigadas a notificar as autoridades sobre as suas viagens gerou protestos e foi rejeitada discretamente, em conjunto com uma proposta de aumentar a idade mínima de licença de porte de armas de 18 para 21 anos.

Hoje, na reunião governamental, o chefe da Guarda Nacional, Victor Zolotov, propôs mais uma vez aumentar a idade mínima para porte de arma de 18 para 21 anos e sugeriu a introdução de testes psicológicos para os que solicitam autorização para a aquisição de armas de fogo, impedindo, paralelamente, que as clínicas médicas privadas emitam os atestados necessários para uma licença.

"A tragédia abalou-nos a todos. Toda a Rússia está com [a república da] Tartária [700 quilómetros a leste de Moscovo], com os residentes de Kazan", afirmou Vladimir Putin, ao falar num encontro com membros do Governo russo.

Terça-feira de manhã, sete estudantes e dois funcionários da escola morreram no tiroteio ocorrido num estabelecimento escolar em Kazan, que provocou ainda mais de três dezenas de feridos. Três deles, crianças, estão em estado grave.

O atirador, um jovem de 19 anos identificado como Ilnaz Galiaviev, publicou uma mensagem muito vaga "20 minutos antes do ataque" na sua conta na rede social russa Telegram, de que era o único membro e que tornou pública antes de protagonizar o tiroteio.

As autoridades russas ainda estão a investigar as motivações do autor dos disparos, que acabou por ser detido pela polícia após o incidente na escola que chegou a frequentar.

Apresentado quarta-feira ao tribunal, foi acusado de homicídio e foi colocado num regime de pré-detenção de dois meses.

Fontes oficiais da polícia russa confirmaram que a arma de Galialiev estava legalizada e em nome do autor dos disparos, que mostrou um comportamento "errático" após a detenção.

Hoje, Putin frisou que, para evitar ataques como o de Kazan, as autoridades têm de "aumentar seriamente as exigências para os proprietários civis de armas e aumentar também o controlo sobre a circulação de armas nas mãos de civis".

"As decisões de autorização têm de ser bem fundamentadas e definitivamente difíceis", acrescentou o Presidente russo, acrescentando que as autoridades que concedem licenças de posse de armas têm também de ser responsabilizadas pelas suas ações.

Putin disse ter ordenado ao chefe da Guarda Nacional da Rússia para elaborar uma proposta para mudar os regulamentos da posse de armas e salientou que a tragédia em Kazan pôs a nu os problemas com a segurança escolar e incumbiu o Governo de introduzir um protocolo unificado de segurança e antiterrorismo nos estabelecimentos de ensino russos.

Os incidentes deste género são raros na Rússia.

O ataque mais mortal em escolas na Rússia ocorreu em 2004, na cidade de Beslan, centro administrativo do distrito de Pravoberejny, na República da Ossétia do Norte-Alânia, próxima da fronteira com a República da Inguchétia, quando militantes islâmicos fizeram reféns mais de 1.000 pessoas por vários dias.

O cerco terminou em tiros e explosões, deixando 334 mortos, mais da metade deles crianças.

Em 2018, um adolescente matou 20 pessoas na sua escola profissional antes de se matar na cidade de Kerch, na Crimeia. Na sequência desse ataque, Putin ordenou às autoridades que aumentassem o controlo sobre a posse de armas.

As condições para a aquisição de armas na Rússia são fortemente restritas. Os civis com mais de 18 anos podem obter licenças para caça ou armas de fogo após exames médicos.

No entanto, é ilegal possuir armas que disparem em rajadas ou que tenham carregadores com capacidade superior a 10 cartuchos.

A maioria das medidas para aumentar o controlo de armas propostas após o incidente de 2018, como o aumento da idade mínima para porte de arma, exames médicos mais frequentes para obter ou renovar uma licença de arma de fogo e punições mais rígidas para violações de armas, nunca foram implementadas.

Mais a mais, a sugestão de que as pessoas com licença de porte de armas de fogo fossem obrigadas a notificar as autoridades sobre as suas viagens gerou protestos e foi rejeitada discretamente, em conjunto com uma proposta de aumentar a idade mínima de licença de porte de armas de 18 para 21 anos.

Hoje, na reunião governamental, o chefe da Guarda Nacional, Victor Zolotov, propôs mais uma vez aumentar a idade mínima para porte de arma de 18 para 21 anos e sugeriu a introdução de testes psicológicos para os que solicitam autorização para a aquisição de armas de fogo, impedindo, paralelamente, que as clínicas médicas privadas emitam os atestados necessários para uma licença.