Washington protege-se de eventuais distúrbios pós eleitoral

  • EUA: Vista Frontal do Edifício da Casa Branca
Washington - A maior parte das montras dos estabelecimentos comerciais localizados no perímetro da Casa Branca, em Washington, estão a ser protegido com contraplacado devido ao receio de distúrbios, após a divulgação do resultado das eleições presidenciais na terça-feira.

"Isto parece um forte de 'cowboys'. Os 'gringos' [norte-americanos] estão com medo de que se 'monte' aqui uma grande confusão na terça-feira à noite e, por isso, fomos mandados para aqui para tapar as montras", disse à Lusa um operário de origem salvadorenha, no centro da cidade de Washington.

Equipas de trabalhadores da construção civil passaram os últimos dias a tapar com painéis de contraplacado as grandes montras, escaparates ou entradas de restaurantes e hotéis à volta da Casa Branca, Avenida Pensilvânia nº 1600, a residência oficial do chefe de Estado norte-americano.

As visitas turísticas à Casa Branca foram suspensas e nas ruas do centro da capital dos Estados Unidos a polícia afixou cartazes para avisar de que está proibido o porte e uso de armas de fogo..

Apesar da presença da força da ordem, os protestos do movimento "Black Lifes Matter" mantêm-se frente às grades de protecção da Casa Branca.

"Este protesto é contra a violência policial, mas também é um protesto contra [Donald] Trump porque ele dá apoio aos polícias que estão a atacar os negros", disse à Lusa Nadine Sally, que se vai manter no local "pelo menos até quarta-feira".

"Vou ficar aqui no dia 03 [terça-feira] e no dia 04 [quarta-feira] também. Em Washington, as pessoas podem votar até terça-feira, por isso, estamos aqui para apelar ao voto. Para as pessoas irem votar porque tudo isto que está a acontecer não é normal", acrescentou a activista afro-americana que, tal como os outros manifestantes, criticou a atual administração.

"Trump é um 'ser humano' terrível. Nada disto é normal e se os americanos não negarem aquele gabinete ali (Sala Oval) ao 'ser humano terrível' vamos ser motivo de chacota em todo o mundo", acrescentou Nadine Sally, apontando para o edifício da Casa Branca.   

O principal motivo dos protestos prende-se com a "questão do racismo" e poucas são as referências às posições do chefe de Estado norte-americano sobre a crise sanitária ou assuntos ligados à economia.

"Para mim é simples: não há raças. A raça é a humanidade e eu vou protestar até ao último dia da minha vida porque os direitos humanos dizem respeito a todas as pessoas", disse Javier, um manifestante de origem colombiana, naturalizado nos Estados Unidos.

Enquanto os manifestantes junto às grades vão acrescentando os cartazes contra o racismo e contra o Presidente dos Estados Unidos, carros conduzidos por apoiantes de Donald Trump passam na avenida com bandeiras da campanha do Partido Republicano sem que se verifique qualquer alteração da ordem pública.

A poucos metros de distância dos protestos contra Trump, um grupo de cerca de 20 pessoas, na maioria mulheres apoiantes do chefe do Estado, participa numa cerimónia religiosa que celebra "os esforços da actual administração norte-americana para a paz no Médio Oriente".

"Trump conseguiu grandes avanços", disse uma apoiante do Partido Republicano que participa na celebração em que são entoados cânticos religiosos.

Os participantes seguram bandeiras de Israel e dos Estados Unidos e um homem faz soar um 'shofar', instrumento de sopro judeu feito de chifre de carneiro.

Na zona centro da cidade há três assembleias de voto a funcionar e que vão manter-se abertas aos eleitores até ao final do dia de terça-feira.

O fim de semana de campanha foi intenso e os dois candidatos desdobraram-se em acções, sobretudo Donald Trump que realizou quatro encontros com eleitores no estado da Pensilvânia (nordeste). 

A candidatura de Joe Biden tem apelado ao voto do eleitorado afro-americano, tendo o candidato democrata feito campanha em Detroit, no estado do Michigan (nordeste), e contado com a participação do ex-Presidente Barack Obama em Filadélfia, no estado da Pensilvânia, onde na semana passada a polícia abateu a tiro Walter Wallace Jr, afro-americano que sofria de perturbações mentais.

"Isto parece um forte de 'cowboys'. Os 'gringos' [norte-americanos] estão com medo de que se 'monte' aqui uma grande confusão na terça-feira à noite e, por isso, fomos mandados para aqui para tapar as montras", disse à Lusa um operário de origem salvadorenha, no centro da cidade de Washington.

Equipas de trabalhadores da construção civil passaram os últimos dias a tapar com painéis de contraplacado as grandes montras, escaparates ou entradas de restaurantes e hotéis à volta da Casa Branca, Avenida Pensilvânia nº 1600, a residência oficial do chefe de Estado norte-americano.

As visitas turísticas à Casa Branca foram suspensas e nas ruas do centro da capital dos Estados Unidos a polícia afixou cartazes para avisar de que está proibido o porte e uso de armas de fogo..

Apesar da presença da força da ordem, os protestos do movimento "Black Lifes Matter" mantêm-se frente às grades de protecção da Casa Branca.

"Este protesto é contra a violência policial, mas também é um protesto contra [Donald] Trump porque ele dá apoio aos polícias que estão a atacar os negros", disse à Lusa Nadine Sally, que se vai manter no local "pelo menos até quarta-feira".

"Vou ficar aqui no dia 03 [terça-feira] e no dia 04 [quarta-feira] também. Em Washington, as pessoas podem votar até terça-feira, por isso, estamos aqui para apelar ao voto. Para as pessoas irem votar porque tudo isto que está a acontecer não é normal", acrescentou a activista afro-americana que, tal como os outros manifestantes, criticou a atual administração.

"Trump é um 'ser humano' terrível. Nada disto é normal e se os americanos não negarem aquele gabinete ali (Sala Oval) ao 'ser humano terrível' vamos ser motivo de chacota em todo o mundo", acrescentou Nadine Sally, apontando para o edifício da Casa Branca.   

O principal motivo dos protestos prende-se com a "questão do racismo" e poucas são as referências às posições do chefe de Estado norte-americano sobre a crise sanitária ou assuntos ligados à economia.

"Para mim é simples: não há raças. A raça é a humanidade e eu vou protestar até ao último dia da minha vida porque os direitos humanos dizem respeito a todas as pessoas", disse Javier, um manifestante de origem colombiana, naturalizado nos Estados Unidos.

Enquanto os manifestantes junto às grades vão acrescentando os cartazes contra o racismo e contra o Presidente dos Estados Unidos, carros conduzidos por apoiantes de Donald Trump passam na avenida com bandeiras da campanha do Partido Republicano sem que se verifique qualquer alteração da ordem pública.

A poucos metros de distância dos protestos contra Trump, um grupo de cerca de 20 pessoas, na maioria mulheres apoiantes do chefe do Estado, participa numa cerimónia religiosa que celebra "os esforços da actual administração norte-americana para a paz no Médio Oriente".

"Trump conseguiu grandes avanços", disse uma apoiante do Partido Republicano que participa na celebração em que são entoados cânticos religiosos.

Os participantes seguram bandeiras de Israel e dos Estados Unidos e um homem faz soar um 'shofar', instrumento de sopro judeu feito de chifre de carneiro.

Na zona centro da cidade há três assembleias de voto a funcionar e que vão manter-se abertas aos eleitores até ao final do dia de terça-feira.

O fim de semana de campanha foi intenso e os dois candidatos desdobraram-se em acções, sobretudo Donald Trump que realizou quatro encontros com eleitores no estado da Pensilvânia (nordeste). 

A candidatura de Joe Biden tem apelado ao voto do eleitorado afro-americano, tendo o candidato democrata feito campanha em Detroit, no estado do Michigan (nordeste), e contado com a participação do ex-Presidente Barack Obama em Filadélfia, no estado da Pensilvânia, onde na semana passada a polícia abateu a tiro Walter Wallace Jr, afro-americano que sofria de perturbações mentais.