Agendas políticas devem ter em conta reivindicações populares – CICA

Luanda – Os objectivos pelos quais homens, mulheres e jovens fazem manifestações devem fazer parte da agenda política dos governantes, afirmou, neste sábado, a Secretária-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola ( CICA), reverenda Deolinda Dorcas Teca.

A líder religiosa fez este pronunciamento a propósito da necessidade da pacificação dos espíritos, numa altura em que se nota um aumento de tensão entre os actores políticos, com demonstrações claras de acções de intolerância.

De acordo com Deolinda Dorcas Tecas, a realização de manifestações é um direito dos cidadãos plasmado na Constituição da República de Angola, dai que deve ser encarada como um elemento para a medição dos desejose ambições dos governados.

Apontou como causas a subida galopante dos produtos da cesta básica, a redução do poder de compra dos cidadãos, a falta de emprego e as consequências da pandemia da covid-19 que assola o país deste Março do ano transacto.

De acordo com a interlocutora, apesar destes aspectos as manifestações não vão  resolver os problemas dos cidadãos, havendo a necessidade de se levar a cabo acções concretas para solucionar os tais problemas.   

Defendeu ainda a necessidade de se priorizar a formação profissional, criação de postos de emprego, incentivando o empreendedorismo e a valorização dos quadros.

Realçou que esta questão não poder apenas ser da responsabilidade do Executivo, uma vez que o sector privado joga um papel  preponderante nesta acção.

“O emprego contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais e urbanas e, neste contexto, devemos cultivar o espírito de solidariedade e de entre - ajuda”, sustentou.  

Constituição

Numa outra vertente, a líder religiosa manifestou o seu apoio à revisão pontual da Constituição da República de Angola, proposto a 2 de  Março pelo Presidente da República, João Lourenço.

O diploma aprovado na generalidade pela Assembleia Nacional com maioria qualificada , a 18 de Março, incide sobre a clarificação do modelo de relacionamento institucional entre o Presidente da República e o Parlamento, no que se refere à fiscalização, há vários anos reclamadas pelos deputados da oposição, a consagração do voto dos angolanos no estrangeiro, a retirada do princípio do gradualismo para a implementação das autarquias, a independência do banco central angolano, entre outras.

No entanto, a líder religiosa é da opinião que a discussão deveria ser mais abrangente, uma vez que a sociedade civil poderia corrigir alguns aspectos, com vista a melhorar a participação dos cidadãos.

Salientou que, como cidadã, gostaria de ver plasmados na Constituição alguns aspectos fulcrais, que no entanto preferiu não mencioná-los.

Pacificação dos espíritos

Questionada sobre os 19 anos de paz em Angola, Deolinda Teca considera que houve melhoria nas condições de vida dos cidadãos.   

Salientou que, neste período, além da recuperação das  infra-estruturas registou-se uma maior abertura na circulação de pessoas e bens.

“A igreja teve uma maior abertura nas suas acções, facto que contribuiu para a pacificação dos espíritos e desarmamento das mentes “, realçou.    

A líder religiosa fez este pronunciamento a propósito da necessidade da pacificação dos espíritos, numa altura em que se nota um aumento de tensão entre os actores políticos, com demonstrações claras de acções de intolerância.

De acordo com Deolinda Dorcas Tecas, a realização de manifestações é um direito dos cidadãos plasmado na Constituição da República de Angola, dai que deve ser encarada como um elemento para a medição dos desejose ambições dos governados.

Apontou como causas a subida galopante dos produtos da cesta básica, a redução do poder de compra dos cidadãos, a falta de emprego e as consequências da pandemia da covid-19 que assola o país deste Março do ano transacto.

De acordo com a interlocutora, apesar destes aspectos as manifestações não vão  resolver os problemas dos cidadãos, havendo a necessidade de se levar a cabo acções concretas para solucionar os tais problemas.   

Defendeu ainda a necessidade de se priorizar a formação profissional, criação de postos de emprego, incentivando o empreendedorismo e a valorização dos quadros.

Realçou que esta questão não poder apenas ser da responsabilidade do Executivo, uma vez que o sector privado joga um papel  preponderante nesta acção.

“O emprego contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais e urbanas e, neste contexto, devemos cultivar o espírito de solidariedade e de entre - ajuda”, sustentou.  

Constituição

Numa outra vertente, a líder religiosa manifestou o seu apoio à revisão pontual da Constituição da República de Angola, proposto a 2 de  Março pelo Presidente da República, João Lourenço.

O diploma aprovado na generalidade pela Assembleia Nacional com maioria qualificada , a 18 de Março, incide sobre a clarificação do modelo de relacionamento institucional entre o Presidente da República e o Parlamento, no que se refere à fiscalização, há vários anos reclamadas pelos deputados da oposição, a consagração do voto dos angolanos no estrangeiro, a retirada do princípio do gradualismo para a implementação das autarquias, a independência do banco central angolano, entre outras.

No entanto, a líder religiosa é da opinião que a discussão deveria ser mais abrangente, uma vez que a sociedade civil poderia corrigir alguns aspectos, com vista a melhorar a participação dos cidadãos.

Salientou que, como cidadã, gostaria de ver plasmados na Constituição alguns aspectos fulcrais, que no entanto preferiu não mencioná-los.

Pacificação dos espíritos

Questionada sobre os 19 anos de paz em Angola, Deolinda Teca considera que houve melhoria nas condições de vida dos cidadãos.   

Salientou que, neste período, além da recuperação das  infra-estruturas registou-se uma maior abertura na circulação de pessoas e bens.

“A igreja teve uma maior abertura nas suas acções, facto que contribuiu para a pacificação dos espíritos e desarmamento das mentes “, realçou.