Angola e Moçambique harmonizam posições na União Africana

  • Embaixadores de Angola e de Moçambique acreditados na Etiópia, respectivamente, Francisco José da Cruz (à dir.) e Alfredo Fabião Nuvunga
Addis-Abeba - Os embaixadores de Angola e de Moçambique acreditados na Etiópia concertaram hoje, em Addis-Abeba, posições sobre assuntos de natureza regional, africana e internacional.

De acordo com uma nota da representação diplomática angolana, a que a ANGOP teve acesso, os embaixadores Francisco José da Cruz, de Angola, e Alfredo Fabião Nuvunga, de Moçambique, abordaram também a realização quarta-feira (23), em Maputo, da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A Cimeira, que vai decorrer sob o lema “40 anos construindo a paz e a segurança e promovendo o desenvolvimento e a resiliência face aos desafios globais”, tem em agenda questões sobre a resposta e apoio regional da SADC à Moçambique, na luta contra o terrorismo na província de Cabo Delgado, flagelo que, na opinião dos dois diplomatas, deve ser encarado num contexto abrangente e internacional.

Na opinião do embaixador angolano, a questão do terrorismo deve fazer parte de uma agenda comum e inserir-se numa abordagem holística, por forma a se conter o seu alastramento e erradicá-lo, de África e outras partes do mundo.

Neste sentido, lembrou que durante a 33ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), ocorrida em Fevereiro de 2020, em Addis-Abeba, o Presidente de Angola, João Lourenço, apresentou uma proposta para a realização de uma Cimeira Extraordinária, a fim de abordar a problemática do terrorismo em África.

Noutra vertente, os representantes permanentes dos dois países junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África falaram da importância de se aumentar a influência dos países de expressão portuguesa na UA, assim como de uma permanente coordenação dos estados que compõem o grupo SADC, em assuntos relacionados com a paz e segurança.

Moçambique faz parte, pela África Austral, do Conselho de Paz e Segurança da UA, enquanto Angola cessou o seu terceiro mandato, em Março de 2020.

Os dois diplomatas, que se reuniram na embaixada de Angola, manifestaram-se preocupados, com a situação na República Centro-Africana, cuja crise motivou a marcação de uma sessão especial do Conselho Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA), com a presença do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na qualidade de presidente da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Na última sessão do Comité de Paz e Segurança da UA, realizada segunda-feira última, para analisar a situação na Região dos Grandes Lagos, o embaixador angolano foi convidado a prestar informações sobre as iniciativas diplomáticas em curso, promovidas pela presidência da CIRGL, para se alcançar a paz e a estabilidade na RCA.

Moçambique preside actualmente a SADC, de que faz parte também Angola, sendo ambos os países membros igualmente dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), cuja presidência será assumida por Angola, a partir de Julho próximo.

De acordo com uma nota da representação diplomática angolana, a que a ANGOP teve acesso, os embaixadores Francisco José da Cruz, de Angola, e Alfredo Fabião Nuvunga, de Moçambique, abordaram também a realização quarta-feira (23), em Maputo, da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A Cimeira, que vai decorrer sob o lema “40 anos construindo a paz e a segurança e promovendo o desenvolvimento e a resiliência face aos desafios globais”, tem em agenda questões sobre a resposta e apoio regional da SADC à Moçambique, na luta contra o terrorismo na província de Cabo Delgado, flagelo que, na opinião dos dois diplomatas, deve ser encarado num contexto abrangente e internacional.

Na opinião do embaixador angolano, a questão do terrorismo deve fazer parte de uma agenda comum e inserir-se numa abordagem holística, por forma a se conter o seu alastramento e erradicá-lo, de África e outras partes do mundo.

Neste sentido, lembrou que durante a 33ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), ocorrida em Fevereiro de 2020, em Addis-Abeba, o Presidente de Angola, João Lourenço, apresentou uma proposta para a realização de uma Cimeira Extraordinária, a fim de abordar a problemática do terrorismo em África.

Noutra vertente, os representantes permanentes dos dois países junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África falaram da importância de se aumentar a influência dos países de expressão portuguesa na UA, assim como de uma permanente coordenação dos estados que compõem o grupo SADC, em assuntos relacionados com a paz e segurança.

Moçambique faz parte, pela África Austral, do Conselho de Paz e Segurança da UA, enquanto Angola cessou o seu terceiro mandato, em Março de 2020.

Os dois diplomatas, que se reuniram na embaixada de Angola, manifestaram-se preocupados, com a situação na República Centro-Africana, cuja crise motivou a marcação de uma sessão especial do Conselho Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA), com a presença do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na qualidade de presidente da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Na última sessão do Comité de Paz e Segurança da UA, realizada segunda-feira última, para analisar a situação na Região dos Grandes Lagos, o embaixador angolano foi convidado a prestar informações sobre as iniciativas diplomáticas em curso, promovidas pela presidência da CIRGL, para se alcançar a paz e a estabilidade na RCA.

Moçambique preside actualmente a SADC, de que faz parte também Angola, sendo ambos os países membros igualmente dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), cuja presidência será assumida por Angola, a partir de Julho próximo.