Angolanos ressaltam importância do 23 de Março

  • Cuando Cubango: Vista parcial do municipio  do Cuito Cuanavale e o memorial da victoria da batalha
Luanda – Vários cidadãos nacionais ressaltaram, nesta terça-feira, a importância do 23 de Março, Dia da Libertação da África Austral, mas solicitaram às autoridades do país a reforçarem os programas de divulgação da efeméride.

O 23 de Março foi adoptado em 2018, por unanimidade, pelos Estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Windhoek (Namíbia), como o Dia da Libertação da Região Austral do continente.

A data é dedicada à Batalha do Cuito Cuanavale, travada na província angolana do Cuando Cubango, em 1988, entre o Exército angolano, apoiado pelas forças cubanas, e pelas tropas invasoras do antigo Regime do Apartheid, da África do Sul.

A efeméride passou a ser celebrada como feriado nacional em 2018, na sequência da aprovação, pelo Parlamento, da Lei de Alteração dos Feriados Nacionais.

Segundo o bancário Filomeno de Jesus, a efeméride vem honrar os combatentes dos países da região que, durante muito tempo, lutaram para libertar os povos subjugados pelo colonialismo e, principalmente, pela queda do "apartheid" na África do Sul.

"É um feriado novo que precisa de ser divulgado, por haver desconhecimento gritante dos mais jovens", afirmou.

Já o estudante Igor António disse que ignora a data comemorativa, por nunca ter ouvido falar, mas depois de explicado foi rápido em reconhecer a sua magnitude.

Por sua vez, a jovem Maria Eugénia Carlos, trabalhadora por conta própria, foi categórica em dizer que datas como esta merecem uma ampla participação não só das autoridades competentes, em particular, como também da população, em geral.

Para si, a efeméride tem razão de ser, porque valorizar pessoas anônimas que lutaram a favor dos seres humanos, sem se importarem com a raça, etnias ou outros estereótipos.

Influência geopolítica

Conforme o general João Pereira Massano, director Nacional da Preservação do Legado Histórico Militar do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, a região testemunhou  o maior confronto da história da guerra em Angola.

Trata-se, segundo estudiosos, como o mais sangrento confronto entre os vários conflitos militares que ocorreram no continente africano após a Segunda Guerra Mundial.

João Pereira Massano referiu que, durante a mesma, milhares de combatentes das ex-FAPLA demonstraram bravura e heroísmo, em defesa da Pátria.
Isto, acrescentou, permitiu a implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, criando as premissas para a independência da Namíbia e o fim do regime de segregação racial que vigorava na África do Sul, contribuindo deste modo para a libertação da região da África Austral.

“Após 33 anos, a história regista aqueles dias tenebrosos em que os nossos bravos combatentes se entregaram de corpo e alma na defesa da Pátria, tendo muitos deles sacrificado a própria vida”, disse.

O responsável acrescentou que o fervor patriótico destes combatentes foi determinante para superar momentos de perigo ante um inimigo fortemente equipado com armamento moderno, tanques, sistemas de artilharia pesada e meios aéreos.

Deste modo, acrescentou, aqueles combatentes, entre conhecidos e anónimos, tiveram o mérito de influenciar a mudança radical da correlação de forças no teatro de operações militares, contribuindo para a alteração da geopolítica regional e internacional.

Acrescentou que, com o desfecho vitorioso da Batalha do Cuito Cuanavale, em 1988, foi quebrado o mito de invencibilidade do exército invasor do regime do Apartheid e o consequente estabelecimento de um clima de desanuviamento na nossa sub-região.

Para este general, a batalha permitiu que fossem removidos os factores externos que influenciavam negativamente a paz e a reconciliação entre todos os angolanos e o estabelecimento das bases que viriam a culminar com o calar definitivo das armas.

De acordo com João Pereira Massano, a transformação do 23 de Março como Dia da Libertação da África Austral constitui o melhor tributo e justo reconhecimento aos feitos gloriosos dos defensores do Cuito Cuanavale.

O 23 de Março foi adoptado em 2018, por unanimidade, pelos Estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Windhoek (Namíbia), como o Dia da Libertação da Região Austral do continente.

A data é dedicada à Batalha do Cuito Cuanavale, travada na província angolana do Cuando Cubango, em 1988, entre o Exército angolano, apoiado pelas forças cubanas, e pelas tropas invasoras do antigo Regime do Apartheid, da África do Sul.

A efeméride passou a ser celebrada como feriado nacional em 2018, na sequência da aprovação, pelo Parlamento, da Lei de Alteração dos Feriados Nacionais.

Segundo o bancário Filomeno de Jesus, a efeméride vem honrar os combatentes dos países da região que, durante muito tempo, lutaram para libertar os povos subjugados pelo colonialismo e, principalmente, pela queda do "apartheid" na África do Sul.

"É um feriado novo que precisa de ser divulgado, por haver desconhecimento gritante dos mais jovens", afirmou.

Já o estudante Igor António disse que ignora a data comemorativa, por nunca ter ouvido falar, mas depois de explicado foi rápido em reconhecer a sua magnitude.

Por sua vez, a jovem Maria Eugénia Carlos, trabalhadora por conta própria, foi categórica em dizer que datas como esta merecem uma ampla participação não só das autoridades competentes, em particular, como também da população, em geral.

Para si, a efeméride tem razão de ser, porque valorizar pessoas anônimas que lutaram a favor dos seres humanos, sem se importarem com a raça, etnias ou outros estereótipos.

Influência geopolítica

Conforme o general João Pereira Massano, director Nacional da Preservação do Legado Histórico Militar do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, a região testemunhou  o maior confronto da história da guerra em Angola.

Trata-se, segundo estudiosos, como o mais sangrento confronto entre os vários conflitos militares que ocorreram no continente africano após a Segunda Guerra Mundial.

João Pereira Massano referiu que, durante a mesma, milhares de combatentes das ex-FAPLA demonstraram bravura e heroísmo, em defesa da Pátria.
Isto, acrescentou, permitiu a implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, criando as premissas para a independência da Namíbia e o fim do regime de segregação racial que vigorava na África do Sul, contribuindo deste modo para a libertação da região da África Austral.

“Após 33 anos, a história regista aqueles dias tenebrosos em que os nossos bravos combatentes se entregaram de corpo e alma na defesa da Pátria, tendo muitos deles sacrificado a própria vida”, disse.

O responsável acrescentou que o fervor patriótico destes combatentes foi determinante para superar momentos de perigo ante um inimigo fortemente equipado com armamento moderno, tanques, sistemas de artilharia pesada e meios aéreos.

Deste modo, acrescentou, aqueles combatentes, entre conhecidos e anónimos, tiveram o mérito de influenciar a mudança radical da correlação de forças no teatro de operações militares, contribuindo para a alteração da geopolítica regional e internacional.

Acrescentou que, com o desfecho vitorioso da Batalha do Cuito Cuanavale, em 1988, foi quebrado o mito de invencibilidade do exército invasor do regime do Apartheid e o consequente estabelecimento de um clima de desanuviamento na nossa sub-região.

Para este general, a batalha permitiu que fossem removidos os factores externos que influenciavam negativamente a paz e a reconciliação entre todos os angolanos e o estabelecimento das bases que viriam a culminar com o calar definitivo das armas.

De acordo com João Pereira Massano, a transformação do 23 de Março como Dia da Libertação da África Austral constitui o melhor tributo e justo reconhecimento aos feitos gloriosos dos defensores do Cuito Cuanavale.