Bispo defende maior aposta no desenvolvimento económico

  • Artérias da cidade de Cabinda
Cabinda – O bispo da Diocese de Cabinda, Belmiro Chissengueti, exortou hoje, nesta cidade, as autoridades a apostarem no desenvolvimento económico do país, para consolidar a paz alcançada há 19 anos.

Em entrevista à ANGOP, declarou que a “paz militar foi um grande benefício, permitindo encarar o destino de maneira mais tranquila”, dai a necessidade de se garantir que os angolanos sejam a prioridade nas políticas do Estado e beneficiários das riquezas do seu próprio país.

Para o bispo de Cabinda, a paz garantiu ao país um lugar diferente no contexto das nações.

Neste contexto, Don Belmiro Chissengueti considerou essencial a adopção de medidas políticas e económicas sérias que potenciem o empresariado nacional e contribuam para a melhoria das condições de vida dos cidadãos, por questões de soberania, ao invés de se favorecer empresas estrangeiras.

Referiu, por exemplo, que o grande “boom” do petróleo, pouco depois do alcance da paz, a 4 de Abril de 2002, dispensaria o empréstimo chinês, que pode condicionar as actuais e futuras gerações, por falta da racionalidade da gestão da abundância.

As políticas devem ser de elevada qualidade, permitindo olhar o futuro com esperança e um discurso que resolva problemas do cidadão e evitem desperdícios, como a construção de estradas que durem menos de 15 a 20 anos.

Para o prelado “temos uma grande batalha no domínio económico, que é essencial à qualidade de vida dos angolanos”, no sentido de permitir que haja a circulação dos recursos no país e evitar envolver e capitalizar tantas empresas estrangeiras até em projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Exortou, por outro lado, para uma maior protecção ambiental, referindo que “não se pode permitir que os mesmos oportunistas que roubaram o petróleo e os diamantes do país também destruam florestas em proveito próprio, pondo em perigo a flora e fauna, essenciais à continuidade da vida humana.

Lamentou que o país, com mais de um milhão de quilómetros de faixa marítima, tenha carência de peixe, quando estrangeiros capturam ilegalmente e ainda vendem o peixe.

Por este motivo, aconselhou a despolitização da economia para evitar que se importe alimentos quando milhares de toneladas apodrecem nos campos de produção por falta de escoamento, empobrecendo os empresários nacionais.

Exortou que se reveja a política de impostos excessivos impostos pela Administração Geral Tributária  (AGT) atendendo ao fraco poder económico dos cidadãos.

Sugeriu ainda transparência e uma audição à divida pública e que acesso ao crédito seria permitido aos empresários com zelo e integridade moral.

Ainda no domínio social, pediu a protecção aos antigos combatentes, como um modo de responder ao processo de reconciliação, independentemente da força a que tenham servido e que se promova a criação de novos empregos para a juventude.

Denunciou uma invasão ilegal estrangeira acentuada que pode condicionar a paz no futuro, exigindo do Estado maior controlo das fronteiras nacionais.

  

Em entrevista à ANGOP, declarou que a “paz militar foi um grande benefício, permitindo encarar o destino de maneira mais tranquila”, dai a necessidade de se garantir que os angolanos sejam a prioridade nas políticas do Estado e beneficiários das riquezas do seu próprio país.

Para o bispo de Cabinda, a paz garantiu ao país um lugar diferente no contexto das nações.

Neste contexto, Don Belmiro Chissengueti considerou essencial a adopção de medidas políticas e económicas sérias que potenciem o empresariado nacional e contribuam para a melhoria das condições de vida dos cidadãos, por questões de soberania, ao invés de se favorecer empresas estrangeiras.

Referiu, por exemplo, que o grande “boom” do petróleo, pouco depois do alcance da paz, a 4 de Abril de 2002, dispensaria o empréstimo chinês, que pode condicionar as actuais e futuras gerações, por falta da racionalidade da gestão da abundância.

As políticas devem ser de elevada qualidade, permitindo olhar o futuro com esperança e um discurso que resolva problemas do cidadão e evitem desperdícios, como a construção de estradas que durem menos de 15 a 20 anos.

Para o prelado “temos uma grande batalha no domínio económico, que é essencial à qualidade de vida dos angolanos”, no sentido de permitir que haja a circulação dos recursos no país e evitar envolver e capitalizar tantas empresas estrangeiras até em projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Exortou, por outro lado, para uma maior protecção ambiental, referindo que “não se pode permitir que os mesmos oportunistas que roubaram o petróleo e os diamantes do país também destruam florestas em proveito próprio, pondo em perigo a flora e fauna, essenciais à continuidade da vida humana.

Lamentou que o país, com mais de um milhão de quilómetros de faixa marítima, tenha carência de peixe, quando estrangeiros capturam ilegalmente e ainda vendem o peixe.

Por este motivo, aconselhou a despolitização da economia para evitar que se importe alimentos quando milhares de toneladas apodrecem nos campos de produção por falta de escoamento, empobrecendo os empresários nacionais.

Exortou que se reveja a política de impostos excessivos impostos pela Administração Geral Tributária  (AGT) atendendo ao fraco poder económico dos cidadãos.

Sugeriu ainda transparência e uma audição à divida pública e que acesso ao crédito seria permitido aos empresários com zelo e integridade moral.

Ainda no domínio social, pediu a protecção aos antigos combatentes, como um modo de responder ao processo de reconciliação, independentemente da força a que tenham servido e que se promova a criação de novos empregos para a juventude.

Denunciou uma invasão ilegal estrangeira acentuada que pode condicionar a paz no futuro, exigindo do Estado maior controlo das fronteiras nacionais.