Angolanos na República do Congo circulam sem sobressaltos

  • Cônsul geral de Angola para os departamentos provinciais de Kouilou e Ponta Negra, Samuel Andrade da Cunha
Cabinda – O Cônsul Geral de Angola nos departamentos (províncias) de Ponta-Negra e Kouilou, República do Congo, Samuel Andrade da Cunha, afirmou hoje, quarta-feira, que os cidadãos angolanos residentes naquelas duas regiões têm circulado com normalidade.

São cerca de 10 mil angolanos que perderam o estatuto de refugiado há algum tempo, mas, ainda assim, têm exercido as suas actividades normalmente, quer a nível do comércio, venda ambulante, dos estudos em escolas congolesas e consular angolana, e outros serviços, sem que haja inquietações das autoridades congolesas.

Em entrevista à Angop, o diplomata referiu que essa mobilidade tem criado um bom ambiente no reforço da amizade e cooperação com as autoridades locais, emitindo um  gesto de solidariedade para com a comunidade angolana residente.

" Circulam (os angolanos) com documentação emitida pelos serviços consulares e não sofrem qualquer impedimento pelas autoridades migratórias locais", enfatizou.

Preocupado com informações da Missão Consular congolesa acreditada na província de Cabinda, segundo as quais as autoridades migratórias angolanas invalidam a documentação consular que permite a circulação dos cidadãos congoleses residentes na província mais ao Norte de Angola, Samuel da Cunha disse ser uma situação que pode criar algum mau estar entre as partes.

Para o diplomata, embora não exista acordo entre os dois países, referente a circulaçao dos cidadãos de ambas as partes com documento consular, "podemos afirmar que da parte dos congoleses é um gesto de amizade que os governos de Ponta-Negra e Kouilou mostram para com os angolanos".

Segundo Samuel da Cunha, os congoleses esperam que haja essa reciprocidade de tratamento, o que não está a acontecer, embora não haja acordos nestes moldes.

Por isso, defende que as partes (governos das províncias de Cabinda (Angola), Ponta-Negra e Kouilou (República do Congo) devem promover um diálogo franco para resolução dessa questão, para se definir se é viável ou não, sem interferir na segurança dos dois Estados.

"É uma situação que pode ser ultrapassada com o diálogo entre os governos dos dois departamentos e da província de Cabinda, no âmbito da Comissão Mista Bilateral", acrescentou.

O diplomata considerou de excelentes as relações de amizade e cooperação entre os dois países e, concretamente, entre as autoridades locais das prefeituras de Ponta-Negra e Kouilou e a missão consular angolana.

São cerca de 10 mil angolanos que perderam o estatuto de refugiado há algum tempo, mas, ainda assim, têm exercido as suas actividades normalmente, quer a nível do comércio, venda ambulante, dos estudos em escolas congolesas e consular angolana, e outros serviços, sem que haja inquietações das autoridades congolesas.

Em entrevista à Angop, o diplomata referiu que essa mobilidade tem criado um bom ambiente no reforço da amizade e cooperação com as autoridades locais, emitindo um  gesto de solidariedade para com a comunidade angolana residente.

" Circulam (os angolanos) com documentação emitida pelos serviços consulares e não sofrem qualquer impedimento pelas autoridades migratórias locais", enfatizou.

Preocupado com informações da Missão Consular congolesa acreditada na província de Cabinda, segundo as quais as autoridades migratórias angolanas invalidam a documentação consular que permite a circulação dos cidadãos congoleses residentes na província mais ao Norte de Angola, Samuel da Cunha disse ser uma situação que pode criar algum mau estar entre as partes.

Para o diplomata, embora não exista acordo entre os dois países, referente a circulaçao dos cidadãos de ambas as partes com documento consular, "podemos afirmar que da parte dos congoleses é um gesto de amizade que os governos de Ponta-Negra e Kouilou mostram para com os angolanos".

Segundo Samuel da Cunha, os congoleses esperam que haja essa reciprocidade de tratamento, o que não está a acontecer, embora não haja acordos nestes moldes.

Por isso, defende que as partes (governos das províncias de Cabinda (Angola), Ponta-Negra e Kouilou (República do Congo) devem promover um diálogo franco para resolução dessa questão, para se definir se é viável ou não, sem interferir na segurança dos dois Estados.

"É uma situação que pode ser ultrapassada com o diálogo entre os governos dos dois departamentos e da província de Cabinda, no âmbito da Comissão Mista Bilateral", acrescentou.

O diplomata considerou de excelentes as relações de amizade e cooperação entre os dois países e, concretamente, entre as autoridades locais das prefeituras de Ponta-Negra e Kouilou e a missão consular angolana.