"Caso IURD": Processo segue trâmites legais - PR

  • Presidente da República, João Lourenço
Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, afirmou esta terça-feira, em Luanda, que o processo relacionado com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) segue os seus trâmites legais junto da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o Chefe de Estado, que falava na abertura da reunião do Conselho de Ministros, ao Estado compete a missão de encontrar uma saída na busca da verdade dos factos, para não se cometer injustiça (…).

“No ano passado, na sequência de denúncias de fiéis e da investigação por parte dos serviços competentes e face à presunção do cometimento de crimes graves por alguns líderes e pastores, assistimos ao encerramento de templos de uma das igrejas reconhecidas, que tem presença em praticamente todo o território nacional”, aclarou João Lourenço.

Contornos da  crise

A crise na IURD em Angola resulta de profundas divergências entre pastores e bispos angolanos e brasileiros sobre a gestão dessa instituição religiosa, com queixas de humilhações, injustiças e discriminação denunciadas pela parte angolana.

Iniciada a 28 de Novembro de 2019, com a divulgação de um manifesto crítico à direcção da igreja no Brasil, a crise agudizou-se em Junho de 2020, quando pastores e bispos de ambas as partes se envolveram numa intensa troca de acusações e agressões físicas.

Desde a ocorrência, registada em diversas províncias do país, a ex-comissão de Gestão assumira o controlo de dezenas de templos.  

Na altura, em que se deu o primeiro sinal da crise, 320 pastores e bispos acusaram os ex-parceiros  brasileiros de várias irregularidades e, a partir daí, a situação degenerou num braço-de-ferro pela liderança da IURD, em Angola.  

Denúncias

Segundo o manifesto, dos principais factores do conflito saltam à vista a exigência da prática de vasectomia aos pastores angolanos e de abortos forçados às suas esposas.

Constam, também, denúncias de alienação de mais de metade do património da igreja, evasão de divisas, branqueamento de capitais, bem como de racismo.

O manifesto denuncia, ainda, a falsificação da acta de eleição dos órgãos sociais da IURD, emissão de procurações com plenos poderes aos cidadãos brasileiros para exercer actos reservados à assembleia-geral. 
 
Constam, igualmente, das acusações a proibição de às mulheres dos pastores terem acesso à formação académico-científica e técnico-profissional, irregularidades no pagamento da segurança social e inexistência de um projecto formativo para o desenvolvimento pastoral em teologia.

Segundo o Chefe de Estado, que falava na abertura da reunião do Conselho de Ministros, ao Estado compete a missão de encontrar uma saída na busca da verdade dos factos, para não se cometer injustiça (…).

“No ano passado, na sequência de denúncias de fiéis e da investigação por parte dos serviços competentes e face à presunção do cometimento de crimes graves por alguns líderes e pastores, assistimos ao encerramento de templos de uma das igrejas reconhecidas, que tem presença em praticamente todo o território nacional”, aclarou João Lourenço.

Contornos da  crise

A crise na IURD em Angola resulta de profundas divergências entre pastores e bispos angolanos e brasileiros sobre a gestão dessa instituição religiosa, com queixas de humilhações, injustiças e discriminação denunciadas pela parte angolana.

Iniciada a 28 de Novembro de 2019, com a divulgação de um manifesto crítico à direcção da igreja no Brasil, a crise agudizou-se em Junho de 2020, quando pastores e bispos de ambas as partes se envolveram numa intensa troca de acusações e agressões físicas.

Desde a ocorrência, registada em diversas províncias do país, a ex-comissão de Gestão assumira o controlo de dezenas de templos.  

Na altura, em que se deu o primeiro sinal da crise, 320 pastores e bispos acusaram os ex-parceiros  brasileiros de várias irregularidades e, a partir daí, a situação degenerou num braço-de-ferro pela liderança da IURD, em Angola.  

Denúncias

Segundo o manifesto, dos principais factores do conflito saltam à vista a exigência da prática de vasectomia aos pastores angolanos e de abortos forçados às suas esposas.

Constam, também, denúncias de alienação de mais de metade do património da igreja, evasão de divisas, branqueamento de capitais, bem como de racismo.

O manifesto denuncia, ainda, a falsificação da acta de eleição dos órgãos sociais da IURD, emissão de procurações com plenos poderes aos cidadãos brasileiros para exercer actos reservados à assembleia-geral. 
 
Constam, igualmente, das acusações a proibição de às mulheres dos pastores terem acesso à formação académico-científica e técnico-profissional, irregularidades no pagamento da segurança social e inexistência de um projecto formativo para o desenvolvimento pastoral em teologia.