CIRGL saúda e encoraja cessar-fogo na RCA

  • Presidente da CIRGL, João Lourenço
Luanda - A Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) saudou, este domingo, a decisão unilateral de cessar-fogo na República Centro Africana (RCA), anunciada pelo Presidente Faustin Touadéra, e em vigor desde a última sexta-feira.

Numa declaração divulgada hoje, em Luanda, a CIRGL considera a decisão como o reconhecimento de que o diálogo aberto e construtivo entre todos as forças vivas é a melhor via para o alcance da paz e estabilidade tão anseiada pelo povo centro-africano.

O documento refere que o Presidente em Exercício da CIRGL, João Lourenço, tomou conhecimento, com bastante satisfação, da decisão unilateral de cessar-fogo em todo o território da RCA.

Acrescenta que a CIRGL congratula-se com os avanços registados e exorta a todos os actores políticos e militares a cumprirem com o cessar-fogo e os princípios do Acordo Político para Paz e Reconciliação na República Centro Africana (APPR-RCA).

Refere que o Acordo, negociado em Cartum (Sudão) e assinado a seis de Fevereiro de 2019, em Bangui (RCA), constitui referência na busca de uma solução duradoura à crise centro-africana.

Na declaração, a organização felicitada o Presidente da RCA, Faustin Touadéra, “pela maneira firme e determinada com que tem procurado atender às recomendações da III Mini-Cimeira da CIRGL, realizada em Luanda, no dia 16 de Setembro de 2021”.

Reitera que o cessar-fogo é um factor indispensável para o sucesso de todo o processo, por criar um clima propício que permite avançar no caminho da paz e da reconciliação nacional.

De acordo com a CIRGL, o cessar-fogo também viabiliza a implementação do Roteiro Conjunto para a Paz na República Centro Africana, aprovado na III Mini-Cimeira de Luanda, incluindo o Programa de Desmobilização, Desarmamento, Reintegração e Repatriamento.

A declaração conclui com um apelo da CIRGL à comunidade internacional, em especial ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, para renovar a sua confiança no processo político em curso na RCA e a dar todo o apoio necessário para a salvaguarda da segurança e a promoção do bem-estar do povo centro-africano.

Optimismo e encorajamento de Angola

Ao longo dos últimos tempos, Angola manteve invariavelmente um discurso optimista e encorajador em relação ao processo de paz centro-africano, que passou a figurar entre as prioridades da sua presidência na CIRGL.

Tal como em ocasiões anteriores, o chefe de Estado angolano, enquanto presidente em exercício da organização sub-regional, reafirmou, na última mini-cimeira de Luanda, o apoio incondicional da CIRGL e manifestou-se confiante num desfecho feliz, com soluções conducentes à paz e à estabilidade na RCA.

O actual desfecho do processo de paz centro-africano é igualmente uma consequência lógica de iniciativas anteriores direccionadas sobretudo ao relançamento da CIRGL, enquanto mecanismo de cooperação regional.

Tudo começou com a cimeira tripartida de N’Sele, realizada a 31 de Maio de 219, nos arredores de Kinshasa, República Democrática do Congo.

Desse encontro, também organizado por iniciativa de Angola, saiu o compromisso de “redinamizar” a então moribunda CIRGL para ser instrumental na resolução dos crónicos problemas de segurança da região.

Desde então, Luanda passou a ser a capital da sub-região central de África, com encontros sucessivos ao mais alto nível e dedicados à resolução dos conflitos em diferentes países da região.

A CIRGL é formada por 12 países, nomeadamente Angola, Burundi, Quénia, República Centro-Africana, República do Congo,  República Democrática do Congo, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, República Unida da Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Numa declaração divulgada hoje, em Luanda, a CIRGL considera a decisão como o reconhecimento de que o diálogo aberto e construtivo entre todos as forças vivas é a melhor via para o alcance da paz e estabilidade tão anseiada pelo povo centro-africano.

O documento refere que o Presidente em Exercício da CIRGL, João Lourenço, tomou conhecimento, com bastante satisfação, da decisão unilateral de cessar-fogo em todo o território da RCA.

Acrescenta que a CIRGL congratula-se com os avanços registados e exorta a todos os actores políticos e militares a cumprirem com o cessar-fogo e os princípios do Acordo Político para Paz e Reconciliação na República Centro Africana (APPR-RCA).

Refere que o Acordo, negociado em Cartum (Sudão) e assinado a seis de Fevereiro de 2019, em Bangui (RCA), constitui referência na busca de uma solução duradoura à crise centro-africana.

Na declaração, a organização felicitada o Presidente da RCA, Faustin Touadéra, “pela maneira firme e determinada com que tem procurado atender às recomendações da III Mini-Cimeira da CIRGL, realizada em Luanda, no dia 16 de Setembro de 2021”.

Reitera que o cessar-fogo é um factor indispensável para o sucesso de todo o processo, por criar um clima propício que permite avançar no caminho da paz e da reconciliação nacional.

De acordo com a CIRGL, o cessar-fogo também viabiliza a implementação do Roteiro Conjunto para a Paz na República Centro Africana, aprovado na III Mini-Cimeira de Luanda, incluindo o Programa de Desmobilização, Desarmamento, Reintegração e Repatriamento.

A declaração conclui com um apelo da CIRGL à comunidade internacional, em especial ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, para renovar a sua confiança no processo político em curso na RCA e a dar todo o apoio necessário para a salvaguarda da segurança e a promoção do bem-estar do povo centro-africano.

Optimismo e encorajamento de Angola

Ao longo dos últimos tempos, Angola manteve invariavelmente um discurso optimista e encorajador em relação ao processo de paz centro-africano, que passou a figurar entre as prioridades da sua presidência na CIRGL.

Tal como em ocasiões anteriores, o chefe de Estado angolano, enquanto presidente em exercício da organização sub-regional, reafirmou, na última mini-cimeira de Luanda, o apoio incondicional da CIRGL e manifestou-se confiante num desfecho feliz, com soluções conducentes à paz e à estabilidade na RCA.

O actual desfecho do processo de paz centro-africano é igualmente uma consequência lógica de iniciativas anteriores direccionadas sobretudo ao relançamento da CIRGL, enquanto mecanismo de cooperação regional.

Tudo começou com a cimeira tripartida de N’Sele, realizada a 31 de Maio de 219, nos arredores de Kinshasa, República Democrática do Congo.

Desse encontro, também organizado por iniciativa de Angola, saiu o compromisso de “redinamizar” a então moribunda CIRGL para ser instrumental na resolução dos crónicos problemas de segurança da região.

Desde então, Luanda passou a ser a capital da sub-região central de África, com encontros sucessivos ao mais alto nível e dedicados à resolução dos conflitos em diferentes países da região.

A CIRGL é formada por 12 países, nomeadamente Angola, Burundi, Quénia, República Centro-Africana, República do Congo,  República Democrática do Congo, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, República Unida da Tanzânia, Uganda e Zâmbia.