Covid-19: PR apela à liberalização das patentes de vacinas

  • Presidente da República, João Lourenço, (ao cent.), discursa após a condecoração
Conakry (Dos enviados especiais) - O Presidente da República, João Lourenço, apelou, sexta-feira, em Conakry, à liberalização das patentes das vacinas contra o novo Coronavírus, para permitir o aumento da sua produção e a redução dos preços.

O apelo foi feito durante um jantar oficial oferecido pelo Presidente Alpha Condé, no quadro da visita de Estado de dois dias que João Lourenço realiza à República da Guiné, que o estadista angolano considerou "necessária e incontornável".

O Chefe de Estado angolano considerou que a liberalização das patentes das vacinas resultaria na "diminuição das desigualdades no acesso às vacinas, por parte dos países menos desenvolvidos como os nossos, que mais uma vez são tratados de forma desigual".  

Sublinhou a necessidade dos países africanos unirem esforços, para suplantar a pandemia e melhor explorarem os mecanismos de acesso às vacinas.

Segurança em África

Quanto à situação de segurança em África, o Estadista angolano reconheceu que ultimamente não tem evoluído como seria o desejado e expressou a importância dos estados africanos trabalhalharem, de forma unida e conjugada, para construirem um continente livre de conflitos armados, da destruição e de deslocações forçadas das suas populações.

Na intervenção no jantar em que foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional de República da Guiné, o Presidente João Lourenço considerou fundamental que os países do continente adoptem formas de governação cada vez mais participativas, incluisivas e genuinamente africanas, para contribuirem para a promoção de uma cultura de paz, justiça e de respeito pelos princípios dos direitos humanos.

Perante o Presidente Alpha Condé e convidados, o Chefe de Estado angolano reconheceu, uma vez mais, o contributo dado por "valorosos filhos da Guiné", em prol da independência de Angola.

O Presidente João Lourenço agradeceu, em seu nome e do povo angolano, a condecoração a si atribuída e sublinhou o facto da mesma ter sido criada, há mais de seis décadas, pelo então Chefe de Estado guineense, Ahmed Sékou Touré, "um dos pais fundadores das independências africanas".

Recordou que, mesmo antes da Independência de Angola, a distinção tinha já sido concedida, em 1973, a António Agostinho Neto, então Presidente do MPLA, "num momento em que o apoio internacional ao movimento de libertação nacional representava um poderoso estímulo aos combatentes pela liberdade".

Por seu lado, o Presidente Alpha Condé afirmou que a relação entre Angola e a Guiné vem de trás e que a visita de Estado do seu homólogo angolano representa o interesse dos dois países em relançar a cooperação.

"Chegou o momento de relançar a cooperação entre os dois países", frisou Alpha Condé, para quem África deve aproveitar melhor os recursos que possui, tendo em vista o seu desenvolvimento socioeconómico.

O Chefe de Estado angolano, que está na Guiné à convite do homólogo Alpha Condé, encerra a sua visita de trabalho hoje (sábado), estando agendado um encontro com ex-combatentes guineenses.

Íntegra do discurso do PR na Guiné - ANGOP

O apelo foi feito durante um jantar oficial oferecido pelo Presidente Alpha Condé, no quadro da visita de Estado de dois dias que João Lourenço realiza à República da Guiné, que o estadista angolano considerou "necessária e incontornável".

O Chefe de Estado angolano considerou que a liberalização das patentes das vacinas resultaria na "diminuição das desigualdades no acesso às vacinas, por parte dos países menos desenvolvidos como os nossos, que mais uma vez são tratados de forma desigual".  

Sublinhou a necessidade dos países africanos unirem esforços, para suplantar a pandemia e melhor explorarem os mecanismos de acesso às vacinas.

Segurança em África

Quanto à situação de segurança em África, o Estadista angolano reconheceu que ultimamente não tem evoluído como seria o desejado e expressou a importância dos estados africanos trabalhalharem, de forma unida e conjugada, para construirem um continente livre de conflitos armados, da destruição e de deslocações forçadas das suas populações.

Na intervenção no jantar em que foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional de República da Guiné, o Presidente João Lourenço considerou fundamental que os países do continente adoptem formas de governação cada vez mais participativas, incluisivas e genuinamente africanas, para contribuirem para a promoção de uma cultura de paz, justiça e de respeito pelos princípios dos direitos humanos.

Perante o Presidente Alpha Condé e convidados, o Chefe de Estado angolano reconheceu, uma vez mais, o contributo dado por "valorosos filhos da Guiné", em prol da independência de Angola.

O Presidente João Lourenço agradeceu, em seu nome e do povo angolano, a condecoração a si atribuída e sublinhou o facto da mesma ter sido criada, há mais de seis décadas, pelo então Chefe de Estado guineense, Ahmed Sékou Touré, "um dos pais fundadores das independências africanas".

Recordou que, mesmo antes da Independência de Angola, a distinção tinha já sido concedida, em 1973, a António Agostinho Neto, então Presidente do MPLA, "num momento em que o apoio internacional ao movimento de libertação nacional representava um poderoso estímulo aos combatentes pela liberdade".

Por seu lado, o Presidente Alpha Condé afirmou que a relação entre Angola e a Guiné vem de trás e que a visita de Estado do seu homólogo angolano representa o interesse dos dois países em relançar a cooperação.

"Chegou o momento de relançar a cooperação entre os dois países", frisou Alpha Condé, para quem África deve aproveitar melhor os recursos que possui, tendo em vista o seu desenvolvimento socioeconómico.

O Chefe de Estado angolano, que está na Guiné à convite do homólogo Alpha Condé, encerra a sua visita de trabalho hoje (sábado), estando agendado um encontro com ex-combatentes guineenses.

Íntegra do discurso do PR na Guiné - ANGOP