FNLA realiza V Congresso na busca da reconciliação

  • Presidente da FNLA, Lucas Ngonda
Luanda  - A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA)  realiza  o seu V Congresso ordinário, de 16 a 18 de corrente mês, marcado pelo signo da  reconciliação entre as partes desavindas e com o objectivo de reconquistar o prestígio outrora granjeado na arena política nacional e internacional. 

Esta formação partidária está dividida desde que Lucas Ngonda realizou um Congresso que nunca foi reconhecido pela ala do falecido Holden Roberto, líder fundador da organização.

Este evento, a decorrer em Luanda, conta com  as candidaturas a presidente do partido de  Tristão Ernesto, Fernando Pedro Gomes,  Carlito Roberto, Lucas  Ngonda e Nimi a Simbi, este último pertencente à ala de  Ngola Kabangu.

A aceitação da candidatura de Nimi a Simbi é fruto de esforços desenvolvidos pelos lideres da ala de Lucas Ngonda e de Ngola Kabangu, visando a reconciliação e tirar o partido da letargia em que se encontra.

Um dos três movimentos de libertação do país, a par do MPLA e da UNITA, a FNLA vive desde 1999 uma crise de liderança, que propiciou a existência de várias alas, entre as quais a de Ngola Kabangu, que já chegou a liderar o partido.

De 20 a 22 de Dezembro de 2011, a FNLA, sob liderança de Ngola  Kabangu, realizou, em Luanda, o III Congresso ordinário, sob o lema “Juntos e unidos, lutemos pela reafirmação da nossa identidade política e histórica”, tendo reunido 1.124 delegados das 18 províncias do país.

O IV Congresso ordinário, realizado de 13 a 15 de Fevereiro de 2015, em Luanda, foi marcado por confrontos que resultaram na morte de um militante e o ferimento de dois.

No confronto físico e verbal entre elementos das duas facções do partido, uma liderada por Lucas Ngonda e outra por Ngola Kabangu, a Polícia Nacional foi chamada para acalmar os ânimos.

Militantes e populares tiveram que se refugiar face à violência  registada no local do evento, com pedras arremessadas.

Neste Congresso Lucas Ngonda foi eleito presidente do partido.

No entanto, em 2018 houve a tentativa de Fernando Pedro Gomes de se fazer eleger "presidente do partido”, num Congresso realizado em Junho deste ano, por uma ala contestatária a Lucas Ngonda, mas o Tribunal Constitucional considerou ilegal o acto, por não ter sido convocado pelo órgão competente.

Em duas conferências de imprensa simultâneas realizadas a  11 de Junho de 2018, em Luanda, o porta-voz do presidente do partido Lucas Ngonda anunciou a realização do II Congresso Extraordinário de 25 a 27 de Junho, na província do Huambo.

Por sua vez, o chamado grupo dos “50%+23 membros do Comité Central” escolheram a cidade de Luanda para se encontrarem de 19 a 21 deste mês.

Entretanto, o Tribunal Constitucional anulou o II Congresso Extraordinário da FNLA, convocado pelo presidente Lucas Ngonda, que teve lugar de 25 a 27 de Junho de 2018, na cidade do Huambo, por irregularidades jurídico-estatutárias.

No seu Acórdão Nº 543/2019, datado de 16 de Abril, o Tribunal Constitucional considerou igualmente como inválidos todos os actos e deliberações adoptadas durante o mesmo.

A sentença decorre de um recurso interposto por um grupo de membros do Comité Central da FNLA ao TC para impugnar o aludido Congresso.

Em carta dirigida ao Tribunal Constitucional, denunciaram que o presidente Lucas Ngonda violou os estatutos ao convocar aquele conclave.

Entre os argumentos apresentados na altura pelos signatários da carta ao TC constam, entre outros aspectos, o facto de este não ter consultado o Comité Central desta formação política.

Aponta, de igual modo, a violação das recomendações do IV Congresso Ordinário (de 2015), que deliberou a realização do II Congresso Extraordinário em 2017, assim como a exclusão da participação no conclave de 279 dos 411 membros do Comité Central, isto é, mais de 2/3.

Este Congresso foi marcado por tumultos e vaias, sendo que no seu encerramento elementos afectos à ala denominada “50 por cento+23 membros do Comité Central” tentaram, sem sucesso, invadir o recinto.

Os manifestantes presentes acusaram o presidente do partido, Lucas Ngonda, de estar a praticar actos de nepotismo, regionalismo, violação de estatutos e desvio de fundos.

A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) é um movimento político fundado em 1954 com o nome de União das Populações do Norte de Angola (UPNA), assumindo em 1958 o nome de União das Populações de Angola (UPA).

Em 1961, a UPA e um outro grupo anti-colonial, o Partido Democrático de Angola (PDA), constituíram conjuntamente a FNLA.

A FNLA foi um dos movimentos nacionalistas angolanos durante a guerra anticolonial de 1961 a 1974, juntamente com o MPLA e a UNITA.

A aproximação das segundas eleições legislativas em Angola, em 2008, levou a que as duas alas negociassem o reencontro que no entanto não se realizou, tendo Holden Roberto falecido em 2007.

Nas eleições de 2008, a FNLA obteve ainda menos votos do que em 1992, ficando-se pelos 1.11% e deixando de ser um actor político relevante.

Entretanto, a liderança do partido continua a ser disputada entre Lucas Ngonda e um dos líderes históricos da FNLA, Ngola Kabangu.

Nas eleições de 2012 a percentagem do votos foi sensivelmente a mesma, mas o partido perdeu mais um deputado, ficando reduzido a apenas dois (2) representantes na Assembleia Nacional, enquanto no pleito de 2017 apenas conseguiu eleger um (1) representante. 

O V Congresso irá aprovar a estratégia eleitoral  com vista a alcançar pelo menos uma dezena de deputados na Assembleia Nacional e, desta forma, começar a reconquistar o lugar perdido ao longo dos anos.

Esta formação partidária está dividida desde que Lucas Ngonda realizou um Congresso que nunca foi reconhecido pela ala do falecido Holden Roberto, líder fundador da organização.

Este evento, a decorrer em Luanda, conta com  as candidaturas a presidente do partido de  Tristão Ernesto, Fernando Pedro Gomes,  Carlito Roberto, Lucas  Ngonda e Nimi a Simbi, este último pertencente à ala de  Ngola Kabangu.

A aceitação da candidatura de Nimi a Simbi é fruto de esforços desenvolvidos pelos lideres da ala de Lucas Ngonda e de Ngola Kabangu, visando a reconciliação e tirar o partido da letargia em que se encontra.

Um dos três movimentos de libertação do país, a par do MPLA e da UNITA, a FNLA vive desde 1999 uma crise de liderança, que propiciou a existência de várias alas, entre as quais a de Ngola Kabangu, que já chegou a liderar o partido.

De 20 a 22 de Dezembro de 2011, a FNLA, sob liderança de Ngola  Kabangu, realizou, em Luanda, o III Congresso ordinário, sob o lema “Juntos e unidos, lutemos pela reafirmação da nossa identidade política e histórica”, tendo reunido 1.124 delegados das 18 províncias do país.

O IV Congresso ordinário, realizado de 13 a 15 de Fevereiro de 2015, em Luanda, foi marcado por confrontos que resultaram na morte de um militante e o ferimento de dois.

No confronto físico e verbal entre elementos das duas facções do partido, uma liderada por Lucas Ngonda e outra por Ngola Kabangu, a Polícia Nacional foi chamada para acalmar os ânimos.

Militantes e populares tiveram que se refugiar face à violência  registada no local do evento, com pedras arremessadas.

Neste Congresso Lucas Ngonda foi eleito presidente do partido.

No entanto, em 2018 houve a tentativa de Fernando Pedro Gomes de se fazer eleger "presidente do partido”, num Congresso realizado em Junho deste ano, por uma ala contestatária a Lucas Ngonda, mas o Tribunal Constitucional considerou ilegal o acto, por não ter sido convocado pelo órgão competente.

Em duas conferências de imprensa simultâneas realizadas a  11 de Junho de 2018, em Luanda, o porta-voz do presidente do partido Lucas Ngonda anunciou a realização do II Congresso Extraordinário de 25 a 27 de Junho, na província do Huambo.

Por sua vez, o chamado grupo dos “50%+23 membros do Comité Central” escolheram a cidade de Luanda para se encontrarem de 19 a 21 deste mês.

Entretanto, o Tribunal Constitucional anulou o II Congresso Extraordinário da FNLA, convocado pelo presidente Lucas Ngonda, que teve lugar de 25 a 27 de Junho de 2018, na cidade do Huambo, por irregularidades jurídico-estatutárias.

No seu Acórdão Nº 543/2019, datado de 16 de Abril, o Tribunal Constitucional considerou igualmente como inválidos todos os actos e deliberações adoptadas durante o mesmo.

A sentença decorre de um recurso interposto por um grupo de membros do Comité Central da FNLA ao TC para impugnar o aludido Congresso.

Em carta dirigida ao Tribunal Constitucional, denunciaram que o presidente Lucas Ngonda violou os estatutos ao convocar aquele conclave.

Entre os argumentos apresentados na altura pelos signatários da carta ao TC constam, entre outros aspectos, o facto de este não ter consultado o Comité Central desta formação política.

Aponta, de igual modo, a violação das recomendações do IV Congresso Ordinário (de 2015), que deliberou a realização do II Congresso Extraordinário em 2017, assim como a exclusão da participação no conclave de 279 dos 411 membros do Comité Central, isto é, mais de 2/3.

Este Congresso foi marcado por tumultos e vaias, sendo que no seu encerramento elementos afectos à ala denominada “50 por cento+23 membros do Comité Central” tentaram, sem sucesso, invadir o recinto.

Os manifestantes presentes acusaram o presidente do partido, Lucas Ngonda, de estar a praticar actos de nepotismo, regionalismo, violação de estatutos e desvio de fundos.

A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) é um movimento político fundado em 1954 com o nome de União das Populações do Norte de Angola (UPNA), assumindo em 1958 o nome de União das Populações de Angola (UPA).

Em 1961, a UPA e um outro grupo anti-colonial, o Partido Democrático de Angola (PDA), constituíram conjuntamente a FNLA.

A FNLA foi um dos movimentos nacionalistas angolanos durante a guerra anticolonial de 1961 a 1974, juntamente com o MPLA e a UNITA.

A aproximação das segundas eleições legislativas em Angola, em 2008, levou a que as duas alas negociassem o reencontro que no entanto não se realizou, tendo Holden Roberto falecido em 2007.

Nas eleições de 2008, a FNLA obteve ainda menos votos do que em 1992, ficando-se pelos 1.11% e deixando de ser um actor político relevante.

Entretanto, a liderança do partido continua a ser disputada entre Lucas Ngonda e um dos líderes históricos da FNLA, Ngola Kabangu.

Nas eleições de 2012 a percentagem do votos foi sensivelmente a mesma, mas o partido perdeu mais um deputado, ficando reduzido a apenas dois (2) representantes na Assembleia Nacional, enquanto no pleito de 2017 apenas conseguiu eleger um (1) representante. 

O V Congresso irá aprovar a estratégia eleitoral  com vista a alcançar pelo menos uma dezena de deputados na Assembleia Nacional e, desta forma, começar a reconquistar o lugar perdido ao longo dos anos.