João Lourenço recebe mensagem de homólogo ivoiriense

  • Nova Iorque: Ministra ivoiriense dos Negócios Estrangeiros, Integração Africana e Diáspora, Kandia Kamissokoko Camara
Nova Iorque (Dos enviados especiais) – O Presidente angolano, João Lourenço recebeu, quinta-feira, em Nova Iorque, uma mensagem do seu homólogo ivioriense, Alassane Ouattara, relacionada com a cooperação entre os dois países.

A mensagem foi entregue pela ministra ivoiriense dos Negócios Estrangeiros, Integração Africana e Diáspora, Kandia Kamissokoko Camara, durante uma audiência que lhe foi concedida pelo chefe de Estado angolano, à margem da 76ª sessão da Assembleia Geral, cujo debate termina a 27 deste mês.

Em declarações à imprensa, à saída do encontro, Camara explicou tratar-se de uma mensagem “de fraternidade, de expressão da boa cooperação existente entre os nossos dois países e povos”.

A chefe da diplomacia ivoiriense disse que o Presidente Ouattara lhe encarregou de transmitir ao seu “irmão” João Lourenço a sua satisfação pela convergência de pontos de vista entre os dois líderes sobre a questão da preservação da paz, nos dois países.

Afirmou que Ouattara exprimiu igualmente a sua satisfação pela harmonia entre os dois líderes sobre o reforço da segurança, a promoção do desenvolvimento económico e a melhoria das condições de vida das populações.  

 

A audiência teve lugar pouco depois da intervenção de João Lourenço no debate da 76ª sessão da  Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre de 21 a 27 deste mês, em Nova Iorque, capital económica dos Estados Unidos.

No seu discurso, exigiu a libertação imediata e incondicional do deposto Presidente da Guiné-Conakry, Alpha Condé, detido pelos militares durante o golpe de Estado no início deste mês, em Conakry. 

Instou a comunidade internacional a agir com mais firmeza e determinação para desencorajar as mudanças inconstitucionais de regimes, em África, em vez de se limitar a simples declarações de condenação.

Segundo ele, é preocupante o facto de que a alteração da ordem constitucional que se regista amiúde, em países africanos, com recurso à força militar, não têm merecido uma reacção adequada e suficientemente vigorosa da comunidade internacional.

Noutra vertente do seu discurso, o estadista angolano defendeu a necessidade do reconhecimento da vacina da Covid-19 como bem universal e o seu acesso aberto, para permitir uma maior produção e distribuição equitativa à escala mundial.

Advogou a compreensão geral de que a solidariedade e a simplificação dos processos no acesso às vacinas são a única forma capaz de conduzir o Mundo à vitória no combate à pandemia da Covid-19, por permitir, de forma mais alargada possível, a imunização dos habitantes de todo o nosso planeta.

Sublinhou ser “chocante constatar-se a disparidade existente entre umas nações e outras, quanto à disponibilidade de vacinas, pois estas diferenças permitem, em alguns casos, administrarem-se já terceiras doses, enquanto em África, a larga maioria das populações não está vacinada.

Neste contexto, defendeu a necessidade da discussão e aprovação, pelas Nações Unidas, de decisões favoráveis à liberalização das patentes de produção de vacinas, para que seja possível a sua utilização por um número cada vez maior de países, tornando-as mais acessível para todos.

A mensagem foi entregue pela ministra ivoiriense dos Negócios Estrangeiros, Integração Africana e Diáspora, Kandia Kamissokoko Camara, durante uma audiência que lhe foi concedida pelo chefe de Estado angolano, à margem da 76ª sessão da Assembleia Geral, cujo debate termina a 27 deste mês.

Em declarações à imprensa, à saída do encontro, Camara explicou tratar-se de uma mensagem “de fraternidade, de expressão da boa cooperação existente entre os nossos dois países e povos”.

A chefe da diplomacia ivoiriense disse que o Presidente Ouattara lhe encarregou de transmitir ao seu “irmão” João Lourenço a sua satisfação pela convergência de pontos de vista entre os dois líderes sobre a questão da preservação da paz, nos dois países.

Afirmou que Ouattara exprimiu igualmente a sua satisfação pela harmonia entre os dois líderes sobre o reforço da segurança, a promoção do desenvolvimento económico e a melhoria das condições de vida das populações.  

 

A audiência teve lugar pouco depois da intervenção de João Lourenço no debate da 76ª sessão da  Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre de 21 a 27 deste mês, em Nova Iorque, capital económica dos Estados Unidos.

No seu discurso, exigiu a libertação imediata e incondicional do deposto Presidente da Guiné-Conakry, Alpha Condé, detido pelos militares durante o golpe de Estado no início deste mês, em Conakry. 

Instou a comunidade internacional a agir com mais firmeza e determinação para desencorajar as mudanças inconstitucionais de regimes, em África, em vez de se limitar a simples declarações de condenação.

Segundo ele, é preocupante o facto de que a alteração da ordem constitucional que se regista amiúde, em países africanos, com recurso à força militar, não têm merecido uma reacção adequada e suficientemente vigorosa da comunidade internacional.

Noutra vertente do seu discurso, o estadista angolano defendeu a necessidade do reconhecimento da vacina da Covid-19 como bem universal e o seu acesso aberto, para permitir uma maior produção e distribuição equitativa à escala mundial.

Advogou a compreensão geral de que a solidariedade e a simplificação dos processos no acesso às vacinas são a única forma capaz de conduzir o Mundo à vitória no combate à pandemia da Covid-19, por permitir, de forma mais alargada possível, a imunização dos habitantes de todo o nosso planeta.

Sublinhou ser “chocante constatar-se a disparidade existente entre umas nações e outras, quanto à disponibilidade de vacinas, pois estas diferenças permitem, em alguns casos, administrarem-se já terceiras doses, enquanto em África, a larga maioria das populações não está vacinada.

Neste contexto, defendeu a necessidade da discussão e aprovação, pelas Nações Unidas, de decisões favoráveis à liberalização das patentes de produção de vacinas, para que seja possível a sua utilização por um número cada vez maior de países, tornando-as mais acessível para todos.