Mau estado técnico dos automóveis principal causa dos acidentes de viação

  • Comissário, Elias Livulo, Director de Transito e Seguranca Rodoviária
Luanda -  O director nacional de Trânsito e Segurança Rodoviária, comissário Elias Dumbo Livulo, afirmou, nesta terça-feira, em Luanda, que o mau estado técnico dos automóveis constitui a principal causa dos acidentes de viação registados diariamente em todas as províncias do país.

Sem apresentar números, o comissário da Polícia Nacional, que falava na cerimónia de assinatura de 20 contratos de concessão, exploração e construção de centros de inspecção periódica obrigatória em todas as províncias do país, defendeu a implementação de acções que visam a redução da sinistralidade rodoviária, com vista a evitar a perda de vidas humanas nas estradas do país.

“Só com a manutenção regular dos veículos se poderá detectar possíveis avarias, que podem causar acidentes fatais, por quebra de mecanismos danificados”, salientou.

Esclareceu que "a resistência e falta de hábito", bem como a exiguidade de centros de inspecção levam os automobilistas a abdicarem dessa prerrogativa, que pretende retirar de circulação veículos sem condições de segurança e prevenir avarias das viaturas nas estradas.

De acordo com o responsável, as inspecções periódicas obrigatórias servem ainda para acautelar a adulteração de dados nos veículos automóveis, bem como aferir, com mais clareza, a autenticidade dos proprietários.

Explicou que essa actividade está reservada aos serviços de trânsito e segurança rodoviária, que, por sua vez, podem terceirizar a entidades particulares mediante concurso público, como prevê o Código de Estrada.

Por outro lado, informou que, desde 2020, o centro de trânsito e segurança rodoviária de Luanda, único no país, inspeccionou mais de três mil veículos ligeiros e pesados.

Considerou, no entanto, o número irrisório, tendo em conta o parque automóvel da capital do país.

O centro de inspecção da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária possui oito linhas para automóveis ligeiros e seis para pesados, com capacidade para atender mais de 100 automóveis por dia.

Vencedores do concurso público

As empresas vencedoras do concurso público enalteceram a medida de tercerização dos serviços de trânsito e segurança rodoviária, afirmando que vem mudar o paradigma, em que o monopólio da inspecção de viaturas cabia apenas à Polícia Nacional.

O administrador da Cival Lda, Victor Farinha, disse que a sua empresa vai actuar nas províncias da Huíla, Cunene e do Namibe, e pretende empregar directamente 20 engenheiros mecânicos e indirectamente mais de 50 funcionários.

Por seu lado, Yuri Salvaterra, da empresa Via-Inspect. Lda, revelou que essa firma investiu cerca de 500 milhões de kwanzas no projecto, prevendo, em seis meses, estar em condições de funcionar na província da Huíla.

Os vencedores do concurso público têm, de acordo com a lei, 366 dias para construir e equipar as infra-estruturas afins, que passarão por uma inspecção das autoridades antes de entrarem em funcionamento.

A província de Luanda contará com 15 centros de inspecção, Huambo, Huíla e Benguela cinco cada e as restantes dois cada.

Sem apresentar números, o comissário da Polícia Nacional, que falava na cerimónia de assinatura de 20 contratos de concessão, exploração e construção de centros de inspecção periódica obrigatória em todas as províncias do país, defendeu a implementação de acções que visam a redução da sinistralidade rodoviária, com vista a evitar a perda de vidas humanas nas estradas do país.

“Só com a manutenção regular dos veículos se poderá detectar possíveis avarias, que podem causar acidentes fatais, por quebra de mecanismos danificados”, salientou.

Esclareceu que "a resistência e falta de hábito", bem como a exiguidade de centros de inspecção levam os automobilistas a abdicarem dessa prerrogativa, que pretende retirar de circulação veículos sem condições de segurança e prevenir avarias das viaturas nas estradas.

De acordo com o responsável, as inspecções periódicas obrigatórias servem ainda para acautelar a adulteração de dados nos veículos automóveis, bem como aferir, com mais clareza, a autenticidade dos proprietários.

Explicou que essa actividade está reservada aos serviços de trânsito e segurança rodoviária, que, por sua vez, podem terceirizar a entidades particulares mediante concurso público, como prevê o Código de Estrada.

Por outro lado, informou que, desde 2020, o centro de trânsito e segurança rodoviária de Luanda, único no país, inspeccionou mais de três mil veículos ligeiros e pesados.

Considerou, no entanto, o número irrisório, tendo em conta o parque automóvel da capital do país.

O centro de inspecção da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária possui oito linhas para automóveis ligeiros e seis para pesados, com capacidade para atender mais de 100 automóveis por dia.

Vencedores do concurso público

As empresas vencedoras do concurso público enalteceram a medida de tercerização dos serviços de trânsito e segurança rodoviária, afirmando que vem mudar o paradigma, em que o monopólio da inspecção de viaturas cabia apenas à Polícia Nacional.

O administrador da Cival Lda, Victor Farinha, disse que a sua empresa vai actuar nas províncias da Huíla, Cunene e do Namibe, e pretende empregar directamente 20 engenheiros mecânicos e indirectamente mais de 50 funcionários.

Por seu lado, Yuri Salvaterra, da empresa Via-Inspect. Lda, revelou que essa firma investiu cerca de 500 milhões de kwanzas no projecto, prevendo, em seis meses, estar em condições de funcionar na província da Huíla.

Os vencedores do concurso público têm, de acordo com a lei, 366 dias para construir e equipar as infra-estruturas afins, que passarão por uma inspecção das autoridades antes de entrarem em funcionamento.

A província de Luanda contará com 15 centros de inspecção, Huambo, Huíla e Benguela cinco cada e as restantes dois cada.