Mini-Cimeira de Chefes de Estado debate situação na RCA

  • Ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António
Luanda - A capital angolana, Luanda, acolhe quinta-feira (16) uma mini-Cimeira de Chefes de Estado, para debater questões de segurança relacionadas com a República Centro-Africana (RCA).

O evento realiza-se por iniciativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Presidente em Exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Em declarações à imprensa esta quarta-feira, em Luanda, o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, afirmou que sobre a mesa estarão o relatório sobre a implementação das decisões saídas da 2ª mini-Cimeira realizada em Abril do ano corrente, na cidade de Luanda.

Os participantes vão tomar, igualmente, contacto com o Roteiro Conjunto para a Paz na República Centro-Africana, elaborado por Angola e pelo Rwanda.

Téte António falava no final de uma audiência que o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, concedeu ao presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

A agenda da mini-Cimeira prevê discursos do Presidente João Lourenço, e do líder congolês Denis Sassou-N’Guesso, que também é o Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).

De igual modo, deverão discursar no evento o  Presidente da RCA, Faustin Archange, e o Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

Para participar no encontro, a República Democrática do Congo (RDC), Camarões, Sudão e Rwanda enviarão representantes dos respectivos Chefes de Estado.

Em Janeiro último, Luanda acolheu uma primeira mini-Cimeira, que analisou a situação política e de segurança na República Centro-Africana.

Em Abril deste ano, a capital angolana acolheu a segunda mini-Cimeira com o mesmo tema.

Situação na RCA

Desde o golpe de Estado perpetrado pelo grupo rebelde “Seleka“, que conduziu à queda de François Bozizė, ex-Presidente centro-africano, o país está mergulhado numa situação de insegurança crescente.

As populações estão a ser obrigadas a deixar as suas aldeias, face aos violentos confrontos de carácter étnico e religioso.

Desde Dezembro de 2020, cerca de 60 mil cidadãos fugiram da violência, que assola a RCA, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O actual Chefe de Estado, Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 27 de Dezembro último, com 53,16 por cento dos votos, contra 21,69 por cento do seu principal adversário, o antigo primeiro-ministro Anicet Georges Dologuéle.

As eleições decorreram num contexto de insegurança. Dez dias antes do pleito, seis dos mais poderosos grupos armados da RCA, que controlam dois terços do território e cuja maioria apoia o antigo Presidente François Bozizė (cuja candidatura foi invalidada), aliaram-se à Coligação dos Patriotas para a Mudança.

Estes grupos armados lançaram, a 19 de Janeiro, uma nova ofensiva em direcção à capital Bangui, para impedir a reeleição do Presidente Touadera e a realização do escrutínio.

O ataque foi repelido pelas tropas centro-africanas, com o apoio de cerca de 12 mil "capacetes azuis" da MINUSCA, a força da ONU de manutenção da paz, e de para-militares russos.

A CIRGL foi criada com o objectivo de resolver questões de paz e segurança, após os conflitos políticos que assolaram a região, em 1994.

Os países membros CIRGL são: Angola, Burundi, Congo, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, República Unida da Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

O evento realiza-se por iniciativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Presidente em Exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Em declarações à imprensa esta quarta-feira, em Luanda, o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, afirmou que sobre a mesa estarão o relatório sobre a implementação das decisões saídas da 2ª mini-Cimeira realizada em Abril do ano corrente, na cidade de Luanda.

Os participantes vão tomar, igualmente, contacto com o Roteiro Conjunto para a Paz na República Centro-Africana, elaborado por Angola e pelo Rwanda.

Téte António falava no final de uma audiência que o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, concedeu ao presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

A agenda da mini-Cimeira prevê discursos do Presidente João Lourenço, e do líder congolês Denis Sassou-N’Guesso, que também é o Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC).

De igual modo, deverão discursar no evento o  Presidente da RCA, Faustin Archange, e o Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki.

Para participar no encontro, a República Democrática do Congo (RDC), Camarões, Sudão e Rwanda enviarão representantes dos respectivos Chefes de Estado.

Em Janeiro último, Luanda acolheu uma primeira mini-Cimeira, que analisou a situação política e de segurança na República Centro-Africana.

Em Abril deste ano, a capital angolana acolheu a segunda mini-Cimeira com o mesmo tema.

Situação na RCA

Desde o golpe de Estado perpetrado pelo grupo rebelde “Seleka“, que conduziu à queda de François Bozizė, ex-Presidente centro-africano, o país está mergulhado numa situação de insegurança crescente.

As populações estão a ser obrigadas a deixar as suas aldeias, face aos violentos confrontos de carácter étnico e religioso.

Desde Dezembro de 2020, cerca de 60 mil cidadãos fugiram da violência, que assola a RCA, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O actual Chefe de Estado, Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 27 de Dezembro último, com 53,16 por cento dos votos, contra 21,69 por cento do seu principal adversário, o antigo primeiro-ministro Anicet Georges Dologuéle.

As eleições decorreram num contexto de insegurança. Dez dias antes do pleito, seis dos mais poderosos grupos armados da RCA, que controlam dois terços do território e cuja maioria apoia o antigo Presidente François Bozizė (cuja candidatura foi invalidada), aliaram-se à Coligação dos Patriotas para a Mudança.

Estes grupos armados lançaram, a 19 de Janeiro, uma nova ofensiva em direcção à capital Bangui, para impedir a reeleição do Presidente Touadera e a realização do escrutínio.

O ataque foi repelido pelas tropas centro-africanas, com o apoio de cerca de 12 mil "capacetes azuis" da MINUSCA, a força da ONU de manutenção da paz, e de para-militares russos.

A CIRGL foi criada com o objectivo de resolver questões de paz e segurança, após os conflitos políticos que assolaram a região, em 1994.

Os países membros CIRGL são: Angola, Burundi, Congo, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, República Unida da Tanzânia, Uganda e Zâmbia.