Ministro defende mais apoios aos heróis da Batalha do Cuito Cuanavale

  • Ministro da Defesa e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos, deposita coroa de flores no Memorial da Batalha do Cuito Cuanavale
Cuito Cuanavale - O ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, defendeu, nesta terça-feira, mais apoio da sociedade e das instituições do Estado, aos heróis da Batalha do Cuito Cuanavale, no sentido de se continuar a honrar aqueles que muito deram a defesa e preservação das causas nacionais, regionais e internacionais.

Ao discursar no acto central das comemorações do Dia da Libertação da África Austral e do 33 aniversário da referida batalha, no município do Cuito Cuanavale (província do Cuando Cubango), que hoje se assinala, o governante referiu a necessidade de se prover alguns projectos em benefício dos antigos combatentes, sobretudo aos associados do Fórum dos Combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale (FOCOBACC).

O ministro disse haver uma plena convicção da juventude em continuar com o exemplo de bravura e de heroísmo dos combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale, garantias da preservação da independência e da soberania nacionais, da paz, da democracia e da reconciliação nacional.

Para João Ernesto dos Santos “Liberdade”, a acção gloriosa e heróica dos valorosos camaradas foi e continua a ser relevante, porquanto, sem olhar a sacrifícios nem medir consequências protagonizaram um desempenho sem paralelo, para que o exército racista da África do Sul e seus aliados fossem derrotados.

Sublinhou que o pensamento do primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, de que “na Namíbia, no Zimbabwe e na África do Sul está a continuação da luta de Angola”, foi determinante para o derrube do então regime racista do Apartheid.

 “A batalha do Cuito Cuanavale, ocorrida de Novembro de 1987 a 23 de Março de 1988, foi um acto de resistência heroica do povo angolano, onde destemidos combatentes protagonizaram uma gesta que dificilmente será apagada na nossa história, pois constitui uma página escrita com suor e sangue de muitos dos melhores filhos angolanos”, destacou.

Por seu lado, na sua intervenção, o governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, reconheceu que os ganhos obtidos com esta batalha reflectem-se também na estabilidade que a província vive actualmente, o que permite que o seu governo esteja concentrado nas questões do desenvolvimento e crescimento multifacetado.

Enfatizou que a Batalha do Cuito Cuanavale, para as populações de Mavinga, Rivungo e Nankova, municípios da província, ainda não terminou, porquanto as minas resultantes deste conflito histórico, implantadas pelo exército do regime do Apartheid e seus aliados, ainda impedem a livre circulação de pessoas e bens, no troço Cuito Cuanavale/Mavinga, criando enormes dificuldades logísticas às populações, encarecendo o custo de vida.

Já o presidente do Fórum dos Combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale (FOCOBACC),  António Valeriano, realçou a necessidade de preservar os feitos da Batalha do Cuito Cuanavale, sobretudo pelas novas gerações, por revestir-se de grande importância, não só para Angola, mas para a região da África Austral.

FOCOBACC tem cerca de 11 mil associados

O dia 23 de Março de 1988 marca o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, no Sudeste de Angola, onde as extinta FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias, de Cuba) defrontaram o exército da maior potência militar regional, a África do Sul, e as forças da UNITA.

A vitória das forças FAPLA e FAR nesta batalha representou uma viragem decisiva na África Austral, no sentido do progresso, da paz e da libertação dos povos africanos oprimidos pelo regime do apartheid.

Dados históricos rezam que a Batalha do Cuito Cuanavale foi o maior confronto militar da Guerra de Angola, e ocorreu entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988. 

A data de 23 de Março foi adoptada pelos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Windoeck (Namíbia), em 2018, como o Dia da Libertação da Região, com fundamento na Batalha do Cuito Cuanavale.

Desde 2019 que o 23 de Março é feriado nacional nos 16 Estados membros da SADC.

Ao discursar no acto central das comemorações do Dia da Libertação da África Austral e do 33 aniversário da referida batalha, no município do Cuito Cuanavale (província do Cuando Cubango), que hoje se assinala, o governante referiu a necessidade de se prover alguns projectos em benefício dos antigos combatentes, sobretudo aos associados do Fórum dos Combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale (FOCOBACC).

O ministro disse haver uma plena convicção da juventude em continuar com o exemplo de bravura e de heroísmo dos combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale, garantias da preservação da independência e da soberania nacionais, da paz, da democracia e da reconciliação nacional.

Para João Ernesto dos Santos “Liberdade”, a acção gloriosa e heróica dos valorosos camaradas foi e continua a ser relevante, porquanto, sem olhar a sacrifícios nem medir consequências protagonizaram um desempenho sem paralelo, para que o exército racista da África do Sul e seus aliados fossem derrotados.

Sublinhou que o pensamento do primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, de que “na Namíbia, no Zimbabwe e na África do Sul está a continuação da luta de Angola”, foi determinante para o derrube do então regime racista do Apartheid.

 “A batalha do Cuito Cuanavale, ocorrida de Novembro de 1987 a 23 de Março de 1988, foi um acto de resistência heroica do povo angolano, onde destemidos combatentes protagonizaram uma gesta que dificilmente será apagada na nossa história, pois constitui uma página escrita com suor e sangue de muitos dos melhores filhos angolanos”, destacou.

Por seu lado, na sua intervenção, o governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, reconheceu que os ganhos obtidos com esta batalha reflectem-se também na estabilidade que a província vive actualmente, o que permite que o seu governo esteja concentrado nas questões do desenvolvimento e crescimento multifacetado.

Enfatizou que a Batalha do Cuito Cuanavale, para as populações de Mavinga, Rivungo e Nankova, municípios da província, ainda não terminou, porquanto as minas resultantes deste conflito histórico, implantadas pelo exército do regime do Apartheid e seus aliados, ainda impedem a livre circulação de pessoas e bens, no troço Cuito Cuanavale/Mavinga, criando enormes dificuldades logísticas às populações, encarecendo o custo de vida.

Já o presidente do Fórum dos Combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale (FOCOBACC),  António Valeriano, realçou a necessidade de preservar os feitos da Batalha do Cuito Cuanavale, sobretudo pelas novas gerações, por revestir-se de grande importância, não só para Angola, mas para a região da África Austral.

FOCOBACC tem cerca de 11 mil associados

O dia 23 de Março de 1988 marca o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, no Sudeste de Angola, onde as extinta FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias, de Cuba) defrontaram o exército da maior potência militar regional, a África do Sul, e as forças da UNITA.

A vitória das forças FAPLA e FAR nesta batalha representou uma viragem decisiva na África Austral, no sentido do progresso, da paz e da libertação dos povos africanos oprimidos pelo regime do apartheid.

Dados históricos rezam que a Batalha do Cuito Cuanavale foi o maior confronto militar da Guerra de Angola, e ocorreu entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988. 

A data de 23 de Março foi adoptada pelos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Windoeck (Namíbia), em 2018, como o Dia da Libertação da Região, com fundamento na Batalha do Cuito Cuanavale.

Desde 2019 que o 23 de Março é feriado nacional nos 16 Estados membros da SADC.