Namibe acolhe acto do Dia dos Mártires da Repressão Colonial

  • Arteria da Cidade de Moçamedes
Moçâmedes – A província do Namibe acolhe, segunda-feira, o acto central do Dia dos Mártires da Repressão Colonial (4 de Janeiro), a ser presidido pelo ministro da Defesa, João Ernesto dos Santos "Liberdade".

Este ano, a data que homenageia as vítimas do massacre da Baixa de Cassange, celebra-se no município de Moçâmedes, sob o lema "4 de Janeiro – Memória da resistência angolana contra o colonialismo".

De acordo com o programa do acto central, no período da manhá haverá a deposição de coroa em túmulos de soldados desconhecidos; o momento político (na Academia de Pescas e Ciências do Mar; e uma visita ao Ex-posto Administrativo de São Nicolau, comuna do Bentiaba, em Moçâmedes.

O massacre da Baixa de Cassange ocorreu há 59 anos, altura em que milhares de angolanos foram dizimados, marcando o iníncio da contestação à ocupação colonial, sobretudo ao desrespeito dos padrões básicos da humanidade.

Em homenagem aos compatriotas assassinados pelo então Exército Português, na região da Baixa de Cassange, província de Malanje, foi institído o "4 de Janeiro" como Dia dos Mártires da Repressão Colonial.

Tudo começou, quando contratados da Baixa de Cassange – agastados com o trabalho forçado e péssimas condições laborais e rendimento salarial ínfimo – decidiram paralisar o cultivo de algodão da empresa “Cotonang”.

Estes trabalhadores eram retirados das suas aldeias e obrigados a cultivar o algodão nos territórios indicados pela referida empresa “Cotanang”.

A exploração laboral e a opressão, aliadas ao fim da Segunda Gerra Mundial e à independência de países africanos, com destaque para o antigo Congo Belga, actualmente República Democrática do Congo (RDC), cujo território partilha uma fronteira de 2.511 quilómetros com Angola levaram ao surgimento de um amplo e forte movimento reinvindicativo, levado a cabo pelos camponeses dos centros agricolas da Baixa de Cassange.

A Baixa de Cassange é um imensa “depressão geográfica”, com 80 mil quilómetros, distribuídos entre Malanje e as Lundas Norte e Sul. Compreende as aldeias de Sunginge, Zungue, Kassange, Wholodia Coxi, Santa Comba, Mulundo, entre outras.

 

Este ano, a data que homenageia as vítimas do massacre da Baixa de Cassange, celebra-se no município de Moçâmedes, sob o lema "4 de Janeiro – Memória da resistência angolana contra o colonialismo".

De acordo com o programa do acto central, no período da manhá haverá a deposição de coroa em túmulos de soldados desconhecidos; o momento político (na Academia de Pescas e Ciências do Mar; e uma visita ao Ex-posto Administrativo de São Nicolau, comuna do Bentiaba, em Moçâmedes.

O massacre da Baixa de Cassange ocorreu há 59 anos, altura em que milhares de angolanos foram dizimados, marcando o iníncio da contestação à ocupação colonial, sobretudo ao desrespeito dos padrões básicos da humanidade.

Em homenagem aos compatriotas assassinados pelo então Exército Português, na região da Baixa de Cassange, província de Malanje, foi institído o "4 de Janeiro" como Dia dos Mártires da Repressão Colonial.

Tudo começou, quando contratados da Baixa de Cassange – agastados com o trabalho forçado e péssimas condições laborais e rendimento salarial ínfimo – decidiram paralisar o cultivo de algodão da empresa “Cotonang”.

Estes trabalhadores eram retirados das suas aldeias e obrigados a cultivar o algodão nos territórios indicados pela referida empresa “Cotanang”.

A exploração laboral e a opressão, aliadas ao fim da Segunda Gerra Mundial e à independência de países africanos, com destaque para o antigo Congo Belga, actualmente República Democrática do Congo (RDC), cujo território partilha uma fronteira de 2.511 quilómetros com Angola levaram ao surgimento de um amplo e forte movimento reinvindicativo, levado a cabo pelos camponeses dos centros agricolas da Baixa de Cassange.

A Baixa de Cassange é um imensa “depressão geográfica”, com 80 mil quilómetros, distribuídos entre Malanje e as Lundas Norte e Sul. Compreende as aldeias de Sunginge, Zungue, Kassange, Wholodia Coxi, Santa Comba, Mulundo, entre outras.