Namíbia pronta para reabertura da fronteira com Angola

  • Huíla: Patrick Nandago,  embaixador da Namíbia em Angola
Lubango – O embaixador da Namíbia em Angola, Patrick Nandago, disse hoje, quarta-feira, no Lubango (Huíla), que o seu país tem as condições criadas para reabrir a fronteira com Angola e espera posição semelhante, da parte angolana, para o bem da população dos dois países.

A fronteira entre Angola e Namíbia foi encerrada em Março de 2020 devido à Covid-19, estando somente a operar limitadamente para questões de saúde, sobretudo, dos angolanos.

Em entrevista, à margem da 21ª Reunião Bilateral dos ministérios do Interior de ambos países, que decorre a partir de hoje no Lubango, o embaixador lembrou que o encerramento da fronteira afectou negativamente a vida dos dois povos, particularmente das províncias angolanas do Cuando Cubango, Cunene, Namibe e, de certa forma, a Huíla, já que muitos estudantes dessas zonas estudam no seu país.

“Esses jovens, em 2020, não puderam estudar, em função do encerramento da fronteira. Temos também um número considerável de angolanos que buscam saúde na Namíbia, pois, embora haja algumas maneiras de facilitar a entrada, ainda registam-se certos embaraços”, frisou.

Segundo o diplomata, no encontro vão tentar encontrar mecanismos para ultrapassar o impasse e espera que Angola acolha a proposta da Namíbia, pois do seu lado há prontidão para abrir a qualquer altura, como procederam com a África do Sul, Botswana e Zâmbia.

Para ele, outro grupo afectado pela situação é o dos empresários, pois alguns namibianos mantinham parcerias com angolanos e nesse período nada funcionou e os danos económicos são grandes, ao longo da fronteira, onde os negócios fecharam e algumas pessoas perderam emprego.

Patrick Nandago disse que o seu país despachou já alguns oficiais para a região fronteiriça de Oshikango e estão à espera que Angola mostre também a sua prontidão, porque do lado do seu país já não há impedimento.

Quanto à Covid-19, disse que o importante é que as pessoas cumpram e se adeqúem ao protocolo sanitário.

Mais de dez mil angolanos migraram para Namíbia

Noutra vertente, o embaixador Nandago abordou a questão da seca e disse que não afectou só o sul de Angola, mas também as províncias do norte da Namíbia, tendo se manifestado preocupado com o movimento migratório ilegal de angolanos para o seu país.

Indicou que dados recentes do ministério do Interior da Namíbia dão conta que pelo menos dez mil angolanos atravessaram a fronteira, nos últimos três meses, devido à seca e adiantou que a situação é difícil, tanto para as pessoas que saem de Angola, como para os namibianos.

Admitiu que as condições de vida das pessoas são degradantes, mas ainda assim descartou o risco de uma crise humanitária, por enquanto, mas é necessário que os dois governos de empenhem na busca de uma solução.

A imigração ilegal, o roubo de gado, a reabertura da fronteira e a situação carcerária entre os dois países são alguns dos assuntos em abordagem na reunião bilateral que decorre até sexta-feira.

A fronteira entre Angola e Namíbia foi encerrada em Março de 2020 devido à Covid-19, estando somente a operar limitadamente para questões de saúde, sobretudo, dos angolanos.

Em entrevista, à margem da 21ª Reunião Bilateral dos ministérios do Interior de ambos países, que decorre a partir de hoje no Lubango, o embaixador lembrou que o encerramento da fronteira afectou negativamente a vida dos dois povos, particularmente das províncias angolanas do Cuando Cubango, Cunene, Namibe e, de certa forma, a Huíla, já que muitos estudantes dessas zonas estudam no seu país.

“Esses jovens, em 2020, não puderam estudar, em função do encerramento da fronteira. Temos também um número considerável de angolanos que buscam saúde na Namíbia, pois, embora haja algumas maneiras de facilitar a entrada, ainda registam-se certos embaraços”, frisou.

Segundo o diplomata, no encontro vão tentar encontrar mecanismos para ultrapassar o impasse e espera que Angola acolha a proposta da Namíbia, pois do seu lado há prontidão para abrir a qualquer altura, como procederam com a África do Sul, Botswana e Zâmbia.

Para ele, outro grupo afectado pela situação é o dos empresários, pois alguns namibianos mantinham parcerias com angolanos e nesse período nada funcionou e os danos económicos são grandes, ao longo da fronteira, onde os negócios fecharam e algumas pessoas perderam emprego.

Patrick Nandago disse que o seu país despachou já alguns oficiais para a região fronteiriça de Oshikango e estão à espera que Angola mostre também a sua prontidão, porque do lado do seu país já não há impedimento.

Quanto à Covid-19, disse que o importante é que as pessoas cumpram e se adeqúem ao protocolo sanitário.

Mais de dez mil angolanos migraram para Namíbia

Noutra vertente, o embaixador Nandago abordou a questão da seca e disse que não afectou só o sul de Angola, mas também as províncias do norte da Namíbia, tendo se manifestado preocupado com o movimento migratório ilegal de angolanos para o seu país.

Indicou que dados recentes do ministério do Interior da Namíbia dão conta que pelo menos dez mil angolanos atravessaram a fronteira, nos últimos três meses, devido à seca e adiantou que a situação é difícil, tanto para as pessoas que saem de Angola, como para os namibianos.

Admitiu que as condições de vida das pessoas são degradantes, mas ainda assim descartou o risco de uma crise humanitária, por enquanto, mas é necessário que os dois governos de empenhem na busca de uma solução.

A imigração ilegal, o roubo de gado, a reabertura da fronteira e a situação carcerária entre os dois países são alguns dos assuntos em abordagem na reunião bilateral que decorre até sexta-feira.