Namíbia pode ajudar a incrementar investimento estrangeiro - Mirex

  • Ministro de Relaciones Exteriores, Téte António
Luanda - O ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, considerou, segunda-feira, em Luanda, a Namibia como um parceiro estratégico com capacidade de ajudar Angola a incrementar o investimento directo estrangeiro e as parcerias público-privadas.

Desta forma, o responsável sublinhou que as relações económicas e comerciais entre Angola e a Namibia oferecem oportunidades inúmeras ainda por explorar, por ambos Estados.

O ministro Téte António falava na abertura da II Sessão das Consultas políticas e diplomáticas entre Angola e a Namíbia, organizada por video conferência, a partir de Windhoek (Namíbia).

De acordo com o diplomata, Angola tem privilegiado uma cooperação que assenta na promoção, aprofundamento e fortalecimento do diálogo político-diplomático e economico com os seus parceiros.

Salientou que só assim haverá garantias de uma mudança de paradigma económico, tendo em conta o processo de diversificação da economia.

Para o chefe da diplomacia angolana, o país tem-se empenhado em estabelecer inúmeras reformas no sentido de garantir um sociedade mais estável, inclusiva, próspera e desenvolvida, onde o foco é a satisfação das aspirações de todos.

No âmbito das relações de solidariedade e amizade, Téte António  agradeceu o apoio prestado pelo governo namibiano aos cidadãos angolanos, residentes nas províncias fronteiriças, que assolados pela seca extrema, têm provocado um movimento migratório para o território namibiano.

A troca de pontos de vistas sobre questões bilaterais, regionais, continentais e internacionais também foram debatidos.

Abertura das fronteiras

Já a diplomata namibiana, Netumbo Nandi-Ndatitwah, anunciou que o seu país está pronto a reabrir a sua fronteira com Angola, tal como tem feito com todos os outros países vizinhos, contudo, só pode acontecer numa base de reciprocidade.

Reconheceu que o encerramento contínuo da fronteira namibiano-angolana, devido às medidas postas em prática para combater a covid-19, obstrui a livre circulação legal de pessoas e bens ao longo da fronteira comum, originando um impacto negativo na economia dos dois países.

Por outro lado, deu a conhecer que os dois países estão a negociar os mecanismos  para assinarem o Projecto de Acordo de Cooperação Bilateral sobre o Comércio de Bovinos, Carnes e outros Produtos Afins.

Angola e Namíbia assinaram, em Julho de 2019, em Windhoek (Namíbia)  um acordo que estabelece a Comissão Binacional que serve para procurar formas e meios de promover e reforçar a cooperação em vários sectores.

O documento foi assinado pelo então ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e pela ministra das Relações Internacionais e Cooperação da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah.

Com a sessão inaugural marcada para 2021, em Luanda, a Comissão Binacional vai passar a reunir-se, ordinariamente, duas vezes por ano em Angola e Namibia, alternadamente, e em sessões extraordinárias, a pedido de qualquer das partes.

 

 

Desta forma, o responsável sublinhou que as relações económicas e comerciais entre Angola e a Namibia oferecem oportunidades inúmeras ainda por explorar, por ambos Estados.

O ministro Téte António falava na abertura da II Sessão das Consultas políticas e diplomáticas entre Angola e a Namíbia, organizada por video conferência, a partir de Windhoek (Namíbia).

De acordo com o diplomata, Angola tem privilegiado uma cooperação que assenta na promoção, aprofundamento e fortalecimento do diálogo político-diplomático e economico com os seus parceiros.

Salientou que só assim haverá garantias de uma mudança de paradigma económico, tendo em conta o processo de diversificação da economia.

Para o chefe da diplomacia angolana, o país tem-se empenhado em estabelecer inúmeras reformas no sentido de garantir um sociedade mais estável, inclusiva, próspera e desenvolvida, onde o foco é a satisfação das aspirações de todos.

No âmbito das relações de solidariedade e amizade, Téte António  agradeceu o apoio prestado pelo governo namibiano aos cidadãos angolanos, residentes nas províncias fronteiriças, que assolados pela seca extrema, têm provocado um movimento migratório para o território namibiano.

A troca de pontos de vistas sobre questões bilaterais, regionais, continentais e internacionais também foram debatidos.

Abertura das fronteiras

Já a diplomata namibiana, Netumbo Nandi-Ndatitwah, anunciou que o seu país está pronto a reabrir a sua fronteira com Angola, tal como tem feito com todos os outros países vizinhos, contudo, só pode acontecer numa base de reciprocidade.

Reconheceu que o encerramento contínuo da fronteira namibiano-angolana, devido às medidas postas em prática para combater a covid-19, obstrui a livre circulação legal de pessoas e bens ao longo da fronteira comum, originando um impacto negativo na economia dos dois países.

Por outro lado, deu a conhecer que os dois países estão a negociar os mecanismos  para assinarem o Projecto de Acordo de Cooperação Bilateral sobre o Comércio de Bovinos, Carnes e outros Produtos Afins.

Angola e Namíbia assinaram, em Julho de 2019, em Windhoek (Namíbia)  um acordo que estabelece a Comissão Binacional que serve para procurar formas e meios de promover e reforçar a cooperação em vários sectores.

O documento foi assinado pelo então ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e pela ministra das Relações Internacionais e Cooperação da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah.

Com a sessão inaugural marcada para 2021, em Luanda, a Comissão Binacional vai passar a reunir-se, ordinariamente, duas vezes por ano em Angola e Namibia, alternadamente, e em sessões extraordinárias, a pedido de qualquer das partes.