CIRGL dispõe de um orçamento de 19 milhões de dólares

  • Ministro das Relações Exteriores, Tete António
Luanda - Dezanove milhões de dólares americanos estão disponíveis para a gestão das necessidades da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) até 2021.

Esta informação foi prestada, nesta sexta-feira, à imprensa pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, no final da 8ª Cimeira de Chefes de Estados e de Governos da CIRGL, decorrida por videoconferência, e que contou com participação do Presidente João Lourenço.

Na ocasião, o chefe da diplomacia angolana realçou a importância da introdução de boas práticas na gestão das finanças da CIGRL, pelo facto de Angola ter assumido hoje, pela segunda vez, a presidência do órgão regional, em substituição da República do Congo.

Informou que, a partir de agora, haverá a prática de auditoria às finanças da organização, bem como foi decidida a elaboração de um cronograma de cumprimento obrigatório, fundamentalmente com relação as cotas.

Quanto aos relatórios sectoriais, com realce para o da Defesa, adiantou que os líderes abordaram a situação dos conflitos na República Democrática do Congo(RDC), República Centro Africana (RCA), Sudão do Sul e Sudão.

Ainda neste domínio, disse que a questão da estabilidade, que se resume numa estratégia para combater os grupos armados na RDC, a cooperação no domínio militar entre os Estados membros, bem como o encorajamento aos governos para o diálogo na resolução de problemas fronteiriços foram, igualmente, aflorados na cimeira.

Os Chefes de Estados falaram também das sanções impostas pela comunidade internacional a alguns países da região.

No concernente a situação sanitária, sublinha-se a criação de uma rede de peritos em matéria de saúde, para fazer face aos problemas do sector.

A Cimeira decorreu sob o lema “Promover a implementação do pacto sobre a paz, estabilidade e o desenvolvimento na Região dos Grandes Lagos, intensificando a cooperação económica regional e o desenvolvimento”.

A CIRGL foi criada com o objectivo de resolver questões de paz e segurança, após os conflitos políticos que marcaram a região, em 1994.

São membros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, além de Angola, o Burundi, a República Democrática do Congo, República Centro Africana, o Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e República do Congo.