Vice-presidente da República visita pinturas rupestres de Kaniñgili

  • Vice-presidente, Bornito de Sousa, no município do Bailundo no Huambo
Mungo - O Vice-presidente da República, Bornito de Sousa, visitou esta sexta-feira as pinturas rupestres de Kaniñgili, localizadas no município do Mungo, a 173 quilómetros da cidade do Huambo.

Dada a sua importância histórica e cultural, o Governo Angolano elevou, em Janeiro de 2016, estas pinturas rupestres à categoria de património  nacional, no quadro do programa de valorização e conservação dos monumentos e sítios.

De acordo com escavações arqueológicas realizadas em 1970, as pinturas rupestres de Kaniñgili têm entre sete e 10 mil anos de existência, uma prova evidente de que aquele território já foi habitado, há milhares de anos.

Bornito de Sousa realiza desde quinta-feira uma visita de trabalho de 72 horas à província do Huambo, no quadro do acompanhamento das acções da Governação Local.

Durante a sua permanência na província do Huambo, vai constatar a execução das políticas de governação local e de combate às assimetrias regionais, bem como a implementação de projectos estratégicos desenvolvidos nos municípios do Mungo e da Chicala-Cholohanga.

De igual modo, o Vice-presidente vai reunir-se com às autoridades locais e os representantes de organizações da comunidade destas duas municipalidades, além de visitar empreendimentos socioeconómicos.

Histórico do património

Em declarações à imprensa, à margem da visita, o assessor do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da província do Huambo, Zeferino Sindiquile Sevendo, salientou que estas pinturas constituem o substrato da identidade cultural dos povos, por ressaltarem o passado.

As pinturas rupestres de Kaniñgili existem desde o século IV e estão inscritas num penedo pertencente ao conjunto das Pedras Negras de Kaniñgili, onde se integram, igualmente, as antigas muralhas da Ombala, com o mesmo nome.

De acordo com escavações arqueológicas, realizadas em 1970, as mesmas pinturas têm entre sete e 10 mil anos de existência, uma prova evidente de que aquele território já foi habitado por pessoas há milhares de anos.

No local, são visíveis os motivos pictóricos geométricos, representando cenas de caça, animais e figuras humanas, com diferenças cromáticas que vão desde o branco ao amarelo e a várias tonalidades de vermelho.

Outros monumentos

Na província do Huambo, segundo Zeferino Sindiquile Sevendo, existem 123 monumentos históricos, seis dos quais já foram elevados à categoria de património nacional.

Trata-se da ombala do Reino do Huambo, as pedras de Kaniñgili, a praça Dr. António Agostinho Neto, bem como três fortes, designadamente do Feti, de Kandumbu e da Quiçala.

A província do Huambo, localizada no Planalto Central de Angola, possui  uma extensão territorial de 35 mil e 771 quilómetros quadrados e uma população estimada em dois milhões e 500 mil habitantes.

Possui 11 municípios: Bailundo, Caála, Cachiungo, Chicala-Cholohanga, Chinjenje, Ecunha, Huambo, Londuimbali, Longonjo, Mungo e Ucuma.

Dada a sua importância histórica e cultural, o Governo Angolano elevou, em Janeiro de 2016, estas pinturas rupestres à categoria de património  nacional, no quadro do programa de valorização e conservação dos monumentos e sítios.

De acordo com escavações arqueológicas realizadas em 1970, as pinturas rupestres de Kaniñgili têm entre sete e 10 mil anos de existência, uma prova evidente de que aquele território já foi habitado, há milhares de anos.

Bornito de Sousa realiza desde quinta-feira uma visita de trabalho de 72 horas à província do Huambo, no quadro do acompanhamento das acções da Governação Local.

Durante a sua permanência na província do Huambo, vai constatar a execução das políticas de governação local e de combate às assimetrias regionais, bem como a implementação de projectos estratégicos desenvolvidos nos municípios do Mungo e da Chicala-Cholohanga.

De igual modo, o Vice-presidente vai reunir-se com às autoridades locais e os representantes de organizações da comunidade destas duas municipalidades, além de visitar empreendimentos socioeconómicos.

Histórico do património

Em declarações à imprensa, à margem da visita, o assessor do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da província do Huambo, Zeferino Sindiquile Sevendo, salientou que estas pinturas constituem o substrato da identidade cultural dos povos, por ressaltarem o passado.

As pinturas rupestres de Kaniñgili existem desde o século IV e estão inscritas num penedo pertencente ao conjunto das Pedras Negras de Kaniñgili, onde se integram, igualmente, as antigas muralhas da Ombala, com o mesmo nome.

De acordo com escavações arqueológicas, realizadas em 1970, as mesmas pinturas têm entre sete e 10 mil anos de existência, uma prova evidente de que aquele território já foi habitado por pessoas há milhares de anos.

No local, são visíveis os motivos pictóricos geométricos, representando cenas de caça, animais e figuras humanas, com diferenças cromáticas que vão desde o branco ao amarelo e a várias tonalidades de vermelho.

Outros monumentos

Na província do Huambo, segundo Zeferino Sindiquile Sevendo, existem 123 monumentos históricos, seis dos quais já foram elevados à categoria de património nacional.

Trata-se da ombala do Reino do Huambo, as pedras de Kaniñgili, a praça Dr. António Agostinho Neto, bem como três fortes, designadamente do Feti, de Kandumbu e da Quiçala.

A província do Huambo, localizada no Planalto Central de Angola, possui  uma extensão territorial de 35 mil e 771 quilómetros quadrados e uma população estimada em dois milhões e 500 mil habitantes.

Possui 11 municípios: Bailundo, Caála, Cachiungo, Chicala-Cholohanga, Chinjenje, Ecunha, Huambo, Londuimbali, Longonjo, Mungo e Ucuma.