Presidente da AN rende último tributo a Raúl Danda

  • Presidente da AN, Fernando da Piedade Dias dos Santos
Luanda - O Presidente da Assembleia Nacional (AN), Fernando da Piedade Dias dos Santos, rendeu, esta quinta-feira, a última homenagem ao deputado Raúl Danda, da UNITA, falecido sábado, vítima de doença.

Depois da entoação do hino nacional, o Presidente do Parlamento angolano inclinou-se perante a urna que contém os restos mortais do malogrado e, em seguida, apresentou condolências à família.

No livro de condolências, Fernando da Piedade Dias dos Santos ressaltou que Raúl Danda soube respeitar a diferença e contribuiu para a unidade nacional, defendendo as suas convicções políticas com respeito, determinação e equilíbrio.

Escreveu que Raúl Danda foi um combatente pela paz e a reconciliação nacional "que, infelizmente, deixa-nos numa altura que ainda tinha muito para dar ao nosso país".

Expressou sentimentos de pesar e solidariedade aos parentes, apresentados em seu nome, no da sua família e no dos deputados à Assembleia Nacional.

No acto fúnebre, que decorreu no Comando do Exército (ex-RI 20), renderam ainda homenagem a Raúl Danda auxiliares do Titular do Poder Executivo, a governadora de Luanda, Joana Lina, deputados, membros do Comité Permanente da UNITA, autoridades eclesiásticas, representantes de partidos políticos, entre outros.

Defensor da cultura nacional 

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, considerou Raúl Danda um deputado interventivo que se notabilizou como grande defensor da cultura angolana.

"Ele era um acérrimo defensor da língua ibinda, recorria muito aos provérbios da língua ibinda para dar força às suas intervenções", recordou.

A também deputada Luísa Damião destacou, também, as qualidades do malogrado como profissional da comunicação social, da dramatologia e de docente universitário.

Já a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, indicou que, durante o tempo que esteve no Parlamento, teve sempre uma convivência sã com Raúl Danda.

"Eu era a presidente da Comissão dos Direitos Humanos e ele era o vice-presidente. Apesar das diferenças políticas, sempre trabalhamos para o bem do povo e da Nação,", exprimiu.

Por outro lado, o político Abel Chivukuvuku, antigo dirigente da UNITA, fez saber que foi ele que meteu Raúl Danda na vida política, quando ainda era um jovem estudante universitário.

Lembrou que, em 1983, quando trabalhava em Kinshasa, Jonas Savimbi (então presidente da UNITA), orientou-lhe a recrutar jovens de Cabinda para a causa da democracia. 

"Fui eu que fui buscar o Raúl Danda na Universidade onde estudava, mobiizei-o e mandeio-o para a Jamba e, a partir daí, ficou na UNITA e tornou-se parte da causa, portanto, tenho uma espécie de dívida com Raúl Danda por ser fruto do meu trabalho (...), assinalou.

Funeral em Cabinda

Os restos mortais do deputado Raúl Manuel Danda serão sepultados, sexta-feira, na sua terra natal, na província de Cabinda.

Em Cabinda, antes de ser sepultado, Raúl Danda será também alvo de homenagem pelas autoridades locais, familiares e população em geral.

Raul Manuel Danda, nasceu aos 13 de Novembro de 1957 em Malembo, província de Cabinda. 

Desempenhou, entre outras funções, a de presidente do Grupo Parlamentar da UNITA e vice-presidente da mesma formação política.

Licenciado em Gestão de Empresas e Ciências Económicas pela Universidade Lusíada de Angola, o deputado notabilizou-se, também, como jornalista, professor e escritor.

Em 2019 concorreu ao cargo de Presidente do Partido no XIII Congresso Ordinário. Foi eleito membro do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA e nomeado ao cargo de Primeiro-ministro do Governo Sombra, funções que desempenhou até a data do seu passamento físico.

Era poliglota e exprimia-se fluentemente em sete línguas, nomeadamente Ibinda, Lingala, Umbundu, Kikokongo, Português, Inglês e Francês.
 

Depois da entoação do hino nacional, o Presidente do Parlamento angolano inclinou-se perante a urna que contém os restos mortais do malogrado e, em seguida, apresentou condolências à família.

No livro de condolências, Fernando da Piedade Dias dos Santos ressaltou que Raúl Danda soube respeitar a diferença e contribuiu para a unidade nacional, defendendo as suas convicções políticas com respeito, determinação e equilíbrio.

Escreveu que Raúl Danda foi um combatente pela paz e a reconciliação nacional "que, infelizmente, deixa-nos numa altura que ainda tinha muito para dar ao nosso país".

Expressou sentimentos de pesar e solidariedade aos parentes, apresentados em seu nome, no da sua família e no dos deputados à Assembleia Nacional.

No acto fúnebre, que decorreu no Comando do Exército (ex-RI 20), renderam ainda homenagem a Raúl Danda auxiliares do Titular do Poder Executivo, a governadora de Luanda, Joana Lina, deputados, membros do Comité Permanente da UNITA, autoridades eclesiásticas, representantes de partidos políticos, entre outros.

Defensor da cultura nacional 

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, considerou Raúl Danda um deputado interventivo que se notabilizou como grande defensor da cultura angolana.

"Ele era um acérrimo defensor da língua ibinda, recorria muito aos provérbios da língua ibinda para dar força às suas intervenções", recordou.

A também deputada Luísa Damião destacou, também, as qualidades do malogrado como profissional da comunicação social, da dramatologia e de docente universitário.

Já a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, indicou que, durante o tempo que esteve no Parlamento, teve sempre uma convivência sã com Raúl Danda.

"Eu era a presidente da Comissão dos Direitos Humanos e ele era o vice-presidente. Apesar das diferenças políticas, sempre trabalhamos para o bem do povo e da Nação,", exprimiu.

Por outro lado, o político Abel Chivukuvuku, antigo dirigente da UNITA, fez saber que foi ele que meteu Raúl Danda na vida política, quando ainda era um jovem estudante universitário.

Lembrou que, em 1983, quando trabalhava em Kinshasa, Jonas Savimbi (então presidente da UNITA), orientou-lhe a recrutar jovens de Cabinda para a causa da democracia. 

"Fui eu que fui buscar o Raúl Danda na Universidade onde estudava, mobiizei-o e mandeio-o para a Jamba e, a partir daí, ficou na UNITA e tornou-se parte da causa, portanto, tenho uma espécie de dívida com Raúl Danda por ser fruto do meu trabalho (...), assinalou.

Funeral em Cabinda

Os restos mortais do deputado Raúl Manuel Danda serão sepultados, sexta-feira, na sua terra natal, na província de Cabinda.

Em Cabinda, antes de ser sepultado, Raúl Danda será também alvo de homenagem pelas autoridades locais, familiares e população em geral.

Raul Manuel Danda, nasceu aos 13 de Novembro de 1957 em Malembo, província de Cabinda. 

Desempenhou, entre outras funções, a de presidente do Grupo Parlamentar da UNITA e vice-presidente da mesma formação política.

Licenciado em Gestão de Empresas e Ciências Económicas pela Universidade Lusíada de Angola, o deputado notabilizou-se, também, como jornalista, professor e escritor.

Em 2019 concorreu ao cargo de Presidente do Partido no XIII Congresso Ordinário. Foi eleito membro do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA e nomeado ao cargo de Primeiro-ministro do Governo Sombra, funções que desempenhou até a data do seu passamento físico.

Era poliglota e exprimia-se fluentemente em sete línguas, nomeadamente Ibinda, Lingala, Umbundu, Kikokongo, Português, Inglês e Francês.