João Lourenço informado sobre a crise na RCA

  • Presidente da República, João Lourenço, recebe ministra dos Negócios Estrangeiros da RCA
Luanda - O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, recebeu esta terça-feira, em Luanda, uma mensagem verbal do seu homólogo da República Centro Africana (RCA), Faustin Archange Touadéra, que versa sobre a crise reinante naquele país.

Foi portadora da mensagem a ministra dos Negócios Estrangeiros da RCA, Baipo Temom Sylvie, que chegou a Luanda momentos antes de se deslocar ao Palácio Presidencial, onde foi recebida pelo Estadista angolano, na qualidade de enviada especial.

“Vim para abordar com o Presidente João Lourenço questões relativas às iniciativas tomadas na região, sobre a situação na RCA, sobretudo a iniciativa da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL)”, afirmou a chefe da diplomacia centro-africana.

Baipo Temom Sylvie reconheceu que o seu país vive uma situação de crise que levou à criação de vários grupos armados que actuam tanto internamente, como nos países limítrofes.

“A mensagem que eu trouxe transmite a posição do Presidente Faustin Archange Touadéra”, adiantou a ministra à saída da audiência, sublinhando que, internamente, estão em curso concertações para aproximar posições.

Para a ministra dos Negócios Estrangeiros, esta é uma situação que demonstra a dimensão que atingiu o problema na RCA e que não deve, por isso, preocupar apenas o seu país, mas toda a região.

O Chefe de Estado angolano é, actualmente, o Presidente em exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Cenário político-militar na RCA

Desde o golpe de estado perpetrado pelo grupo “Seleka“, que conduziu à queda de François Bozizė (ex-Presidente centro-africano), a RCA está mergulhada numa situação de insegurança crescente.

As populações estão a ser obrigadas a deixar as suas aldeias, em consequência dos confrontos de carácter étnico e religioso.

Desde Dezembro de 2020, cerca de 60 mil cidadãos fugiram da violência que assola a RCA, buscando refúgio nos países fronteiriços, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

O actual Chefe de Estado, Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 27 de Dezembro último com 53,16 por cento dos  votos, em eleições que a comunidade internacional considerou “livres e justas”.

Dez dias antes do pleito eleitoral, seis dos mais poderosos grupos armados da RCA aliaram-se à Coligação dos Patriotas para a Mudança.

Estes grupos armados já tiveram o controlo de dois terços do país, a maioria apoia o antigo Presidente François Bozizė, cuja candidatura foi invalidada.

A 19 de Janeiro, lançaram uma nova ofensiva militar em direcção à capital Bangui, para impedir a reeleição do Presidente Touadéra e a realização das eleições.

O ataque foi repelido pelas tropas centro-africanas, com o apoio de cerca de 12 mil capacetes azuis da Minusca, Força de Manutenção de Paz da ONU, e de paramilitares russos.

Foi portadora da mensagem a ministra dos Negócios Estrangeiros da RCA, Baipo Temom Sylvie, que chegou a Luanda momentos antes de se deslocar ao Palácio Presidencial, onde foi recebida pelo Estadista angolano, na qualidade de enviada especial.

“Vim para abordar com o Presidente João Lourenço questões relativas às iniciativas tomadas na região, sobre a situação na RCA, sobretudo a iniciativa da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL)”, afirmou a chefe da diplomacia centro-africana.

Baipo Temom Sylvie reconheceu que o seu país vive uma situação de crise que levou à criação de vários grupos armados que actuam tanto internamente, como nos países limítrofes.

“A mensagem que eu trouxe transmite a posição do Presidente Faustin Archange Touadéra”, adiantou a ministra à saída da audiência, sublinhando que, internamente, estão em curso concertações para aproximar posições.

Para a ministra dos Negócios Estrangeiros, esta é uma situação que demonstra a dimensão que atingiu o problema na RCA e que não deve, por isso, preocupar apenas o seu país, mas toda a região.

O Chefe de Estado angolano é, actualmente, o Presidente em exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

Cenário político-militar na RCA

Desde o golpe de estado perpetrado pelo grupo “Seleka“, que conduziu à queda de François Bozizė (ex-Presidente centro-africano), a RCA está mergulhada numa situação de insegurança crescente.

As populações estão a ser obrigadas a deixar as suas aldeias, em consequência dos confrontos de carácter étnico e religioso.

Desde Dezembro de 2020, cerca de 60 mil cidadãos fugiram da violência que assola a RCA, buscando refúgio nos países fronteiriços, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

O actual Chefe de Estado, Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 27 de Dezembro último com 53,16 por cento dos  votos, em eleições que a comunidade internacional considerou “livres e justas”.

Dez dias antes do pleito eleitoral, seis dos mais poderosos grupos armados da RCA aliaram-se à Coligação dos Patriotas para a Mudança.

Estes grupos armados já tiveram o controlo de dois terços do país, a maioria apoia o antigo Presidente François Bozizė, cuja candidatura foi invalidada.

A 19 de Janeiro, lançaram uma nova ofensiva militar em direcção à capital Bangui, para impedir a reeleição do Presidente Touadéra e a realização das eleições.

O ataque foi repelido pelas tropas centro-africanas, com o apoio de cerca de 12 mil capacetes azuis da Minusca, Força de Manutenção de Paz da ONU, e de paramilitares russos.