Rei de Espanha aceita convite para visitar Angola

  • Presidente João Lourenço (à esq.) com o Rei Filipe VI, de Espanha
Madrid (Dos enviados especiais) - O Presidente angolano, João Lourenço, convidou o Rei Filipe VI a visitar Angola nos próximos tempos, convite que foi aceite pelo monarca espanhol.

O convite foi formulado durante o almoço que o Rei Filipe VI ofereceu ao Presidente angolano e à sua comitiva, no quadro da visita de Estado que efectua a este país da península ibérica, destinada ao reforço da cooperação bilateral.

"Gostaria de aproveitar para agradecer este momento de confraternização que Vossas Majestades ofereceram a mim e à delegação que me acompanha, (…) para convidar-Vos a visitar Angola, tão logo o Vosso calendário permita", expressou o Chefe de Estado angolano.

Em resposta, o Rei Filipe VI aceitou o convite, devendo a data da visita ser acordada pelos canais diplomáticos.

"Senhor Presidente, agradeço, sinceramente, o seu convite para visitar Angola. Será uma honra, para a Rainha e para mim, visitar o seu país e poder sentir a vitalidade e cordialidade do querido povo angolano", expressou.

O monarca espanhol regozijou-se pelo facto de o Presidente João Lourenço, na sua tomada de posse, em Agosto de 2017, ter mencionado a Espanha entre os países prioritários nas novas relações que Angola se dispôs a pôr em marcha.

Recordou que o Programa de Acção "Foco África 2023", recentemente aprovado pelo Governo espanhol, coloca Angola como um dos países prioritários.

"Isto significa que Angola ocupa um lugar de máxima importância na hora de estabelecer novos vínculos com outros Estados", assinalou o monarca.

Observou que a aposta de Angola, por uma maior diversificação da sua economia, favorecerá, sem dúvida, o desenvolvimento da economia do país, e com ela, uma maior provisão de bens e serviços para as necessidades de toda a população.

O monarca salientou, igualmente, que o Reino de Espanha esteve sempre com Angola, mesmo nos momentos mais difíceis.

Recordou o facto de a Espanha tersido dos primeiros países a reconhecer a independência de Angola, a partir da reunião de Madrid, em 1976, em que participaram o ex-Primeiro-ministro, Lopo do Nascimento, e o ex-Presidente do Governo de Espanha, Adolfo Soares.

O almoço oferecido pelo Rei Filipe VI ao Presidente João Lourenço e à Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, decorreu no Palácio Real de Madrid, também conhecido como Palácio do Oriente, o maior palácio real da Europa, e conta com uma área de 135 mil metros quadrados e 4.318 quartos.

O Palácio Real de Madrid continua a ser, oficialmente, a residência do Rei de Espanha, apesar de, na actualidade, o Rei o utilizar somente para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências, já que a Família Real optou por viver num palácio mais modesto, o Palácio da Zarzuela.

Afonso XIII foi o último monarca a residir permanentemente no palácio, e Manuel Azaña o último Chefe de Estado a habitá-lo.

 

O convite foi formulado durante o almoço que o Rei Filipe VI ofereceu ao Presidente angolano e à sua comitiva, no quadro da visita de Estado que efectua a este país da península ibérica, destinada ao reforço da cooperação bilateral.

"Gostaria de aproveitar para agradecer este momento de confraternização que Vossas Majestades ofereceram a mim e à delegação que me acompanha, (…) para convidar-Vos a visitar Angola, tão logo o Vosso calendário permita", expressou o Chefe de Estado angolano.

Em resposta, o Rei Filipe VI aceitou o convite, devendo a data da visita ser acordada pelos canais diplomáticos.

"Senhor Presidente, agradeço, sinceramente, o seu convite para visitar Angola. Será uma honra, para a Rainha e para mim, visitar o seu país e poder sentir a vitalidade e cordialidade do querido povo angolano", expressou.

O monarca espanhol regozijou-se pelo facto de o Presidente João Lourenço, na sua tomada de posse, em Agosto de 2017, ter mencionado a Espanha entre os países prioritários nas novas relações que Angola se dispôs a pôr em marcha.

Recordou que o Programa de Acção "Foco África 2023", recentemente aprovado pelo Governo espanhol, coloca Angola como um dos países prioritários.

"Isto significa que Angola ocupa um lugar de máxima importância na hora de estabelecer novos vínculos com outros Estados", assinalou o monarca.

Observou que a aposta de Angola, por uma maior diversificação da sua economia, favorecerá, sem dúvida, o desenvolvimento da economia do país, e com ela, uma maior provisão de bens e serviços para as necessidades de toda a população.

O monarca salientou, igualmente, que o Reino de Espanha esteve sempre com Angola, mesmo nos momentos mais difíceis.

Recordou o facto de a Espanha tersido dos primeiros países a reconhecer a independência de Angola, a partir da reunião de Madrid, em 1976, em que participaram o ex-Primeiro-ministro, Lopo do Nascimento, e o ex-Presidente do Governo de Espanha, Adolfo Soares.

O almoço oferecido pelo Rei Filipe VI ao Presidente João Lourenço e à Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, decorreu no Palácio Real de Madrid, também conhecido como Palácio do Oriente, o maior palácio real da Europa, e conta com uma área de 135 mil metros quadrados e 4.318 quartos.

O Palácio Real de Madrid continua a ser, oficialmente, a residência do Rei de Espanha, apesar de, na actualidade, o Rei o utilizar somente para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências, já que a Família Real optou por viver num palácio mais modesto, o Palácio da Zarzuela.

Afonso XIII foi o último monarca a residir permanentemente no palácio, e Manuel Azaña o último Chefe de Estado a habitá-lo.