Angola defende posição enérgica conjunta para repor normalidade no Mali

Luanda – O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, defendeu, esta terça-feira, a adopção de uma posição enérgica dos países africanos para o retorno da normalidade no Mali.

O Presidente do Mali, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouané, foram esta segunda-feira detidos e transportados para um campo militar perto da capital maliana, Bamako, por um grupo de militares insatisfeitos com o novo Governo.

Na sequência, o vice-presidente de transição, coronel Assimi Goita, anunciou que demitiu o seu superior, o Presidente Bah Ndaw, bem como o primeiro-ministro, Moctar Ouané, assegurando que "o processo de transição continua o seu curso" e que haverá eleições em 2022.

Para o diplomata angolano, que intervinha no acto alusivo ao Dia de África, que hoje se assinala, o continente regrediu na sua actuação, razão pela qual os Estados devem adoptar políticas concretas, com vista a mudar este paradigma que, em nada, dignifica o espírito que norteou a criação da OUA.

"Infelizmente, comemoramos os 58 anos da criação da Organização de Unidade Africana (OUA), hoje União Africana (UA), num contexto político adverso, onde se voltam a registar golpes de estado como o ocorrido no Mali", lamentou.

Neste contexto, advogou a necessidade dos líderes africanos mudarem de mentalidade, optando por acções que contribuam para o desenvolvimento do continente e bem-estar das suas populações.

Referiu que, com os seus 55 Estados-Membros, a União Africana tem procurado consolidar espaço no plano internacional e desempenhado um papel fundamental no reforço da institucionalização do continente, para o alcance dos objectivos soberanos comuns.

“Estes aspectos impõem uma África mais unida e capaz de falar a uma só voz com o resto do mundo, na criação de instituições políticas e estruturas económicas modernas, no respeito permanente pelos direitos humanos,  economia aberta e um aparelho administrativo transparente”, salientou.

Por seu turno, o decano dos embaixadores africanos acreditados em Angola, Josphat Maikara, realçou que o continente africano é universalmente reconhecido pela sua diversidade cultural e pela riqueza das suas artes, expressada pelo artesanato, vestuário, gastronomia, música e línguas.

“Face aos múltiplos desafios que o continente enfrenta actualmente, incluindo o impacto das alterações climáticas, os vários conflitos armados regionais e a pandemia da Covid-19, os africanos  devem assegurar que o  notável património seja capaz de se adaptar e prosperar no ambiente de hoje e construir pontos fortes”, sublinhou.

No acto, que decorreu sob o lema “Arte, Cultura e Património - alavancas para a edificação da África que queremos”, falou-se da importância da cultura e arte dos povos como modelo fundamental para a unidade do continente.

Angola apresentou no encontro as medidas do Governo para a preservação do património e prevenção do contrabando, de forma a garantir o conhecimento da riqueza cultural para as gerações futuras.

O Presidente do Mali, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouané, foram esta segunda-feira detidos e transportados para um campo militar perto da capital maliana, Bamako, por um grupo de militares insatisfeitos com o novo Governo.

Na sequência, o vice-presidente de transição, coronel Assimi Goita, anunciou que demitiu o seu superior, o Presidente Bah Ndaw, bem como o primeiro-ministro, Moctar Ouané, assegurando que "o processo de transição continua o seu curso" e que haverá eleições em 2022.

Para o diplomata angolano, que intervinha no acto alusivo ao Dia de África, que hoje se assinala, o continente regrediu na sua actuação, razão pela qual os Estados devem adoptar políticas concretas, com vista a mudar este paradigma que, em nada, dignifica o espírito que norteou a criação da OUA.

"Infelizmente, comemoramos os 58 anos da criação da Organização de Unidade Africana (OUA), hoje União Africana (UA), num contexto político adverso, onde se voltam a registar golpes de estado como o ocorrido no Mali", lamentou.

Neste contexto, advogou a necessidade dos líderes africanos mudarem de mentalidade, optando por acções que contribuam para o desenvolvimento do continente e bem-estar das suas populações.

Referiu que, com os seus 55 Estados-Membros, a União Africana tem procurado consolidar espaço no plano internacional e desempenhado um papel fundamental no reforço da institucionalização do continente, para o alcance dos objectivos soberanos comuns.

“Estes aspectos impõem uma África mais unida e capaz de falar a uma só voz com o resto do mundo, na criação de instituições políticas e estruturas económicas modernas, no respeito permanente pelos direitos humanos,  economia aberta e um aparelho administrativo transparente”, salientou.

Por seu turno, o decano dos embaixadores africanos acreditados em Angola, Josphat Maikara, realçou que o continente africano é universalmente reconhecido pela sua diversidade cultural e pela riqueza das suas artes, expressada pelo artesanato, vestuário, gastronomia, música e línguas.

“Face aos múltiplos desafios que o continente enfrenta actualmente, incluindo o impacto das alterações climáticas, os vários conflitos armados regionais e a pandemia da Covid-19, os africanos  devem assegurar que o  notável património seja capaz de se adaptar e prosperar no ambiente de hoje e construir pontos fortes”, sublinhou.

No acto, que decorreu sob o lema “Arte, Cultura e Património - alavancas para a edificação da África que queremos”, falou-se da importância da cultura e arte dos povos como modelo fundamental para a unidade do continente.

Angola apresentou no encontro as medidas do Governo para a preservação do património e prevenção do contrabando, de forma a garantir o conhecimento da riqueza cultural para as gerações futuras.