Assinala-se quarta-feira o Dia Mundial da Saúde

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Luanda - A Organização Mundial da Saúde (OMS), preocupada com a equidade nos serviços de saúde devido à pandemia da Covid –19, que assola o mundo inteiro, elegeu o tema “Construindo um mundo mais justo e saudável”, para comemorar o 7 de Abril, Dia Mundial da Saúde.

Com este apelo, a OMS pretende chamar a atenção dos líderes mundiais, no sentido de criarem políticas de saúde que assegurem e garantam a equidade em saúde, ou seja, o acesso de todos os cidadãos a serviços elementares de saúde eficazes e de qualidade, quando e onde precisem, independentemente da sua condição ou origem social.

É ainda objectivo da OMS, que se dê importância à prevenção em saúde, à criação de ambientes favoráveis à saúde, incluindo a protecção no local de trabalho e a melhoria das condições de vida.

Assim, a OMS emitiu uma declaração onde apela à necessidade de se acelerar a equidade da vacina para todos os grupos mais vulneráveis, começando pelos profissionais de saúde, que têm estado na linha da frente da resposta à pandemia, muitas vezes desprotegidos e expostos.

Com vista a garantir o acesso justo e equitativo aos países de médio e baixo rendimento, foi criada, em Abril de 2020, a iniciativa Covax, mecanismo a que Angola aderiu em Julho de 2020, e ao abrigo da qual recebeu as primeiras doses de vacinas, sem custos.

A República de Angola está de parabéns neste quesito, sendo o terceiro país africano e o primeiro lusófono a beneficiar da vacina da Covax, evidenciando os esforços do Governo, com o apoio da OMS e outros parceiros na luta contra a Covid-19.

É assim que, no dia 2 de Março deste ano, as autoridades sanitárias começaram a vacinar os profissionais da saúde, em simultâneo com as pessoas idosas e as com comorbilidades, bem como os efectivos dos órgãos de defesa e segurança.

Segundo as autoridades angolanas, o objectivo é vacinar 20% da população numa primeira etapa, estando já no país, para o efeito, 624 mil doses, de um lote de dois milhões e 172 mil que devem chegar ao país até finais de Maio deste ano.

Espera-se, até finais de Junho, 6,4 milhões de doses desta vacina e de outras, em relação às quais Angola já manifestou o interesse e disponibilidade, com vista a cobrir as necessidades da primeira etapa do plano de vacinação.

Graças à esforços científicos sem precedentes, as vacinas estão a ser distribuídas em mais de 70 países em todo o mundo. Contudo, na maioria dos países de renda baixa e média, a vacinação nem mesmo começou, o que é uma catástrofe, face à incapacidade dos hospitais em responder à pressão.

Este quadro pode-se considerar injusto, já que a melhor maneira de se acabar com esta pandemia, impedir futuras variantes e salvar vidas, é limitar a propagação do vírus, através da vacinação rápida e equitativa, começando pelos profissionais de saúde.

Face à estas assimetrias, o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou todos os países a começarem a vacinar, com critérios de prioridade, os profissionais de saúde e as pessoas com maior risco de Covid-19 nos primeiros 100 dias de 2021.

E isso só será possível se os líderes fizerem disso uma prioridade, pois, por meio da Covax Facility e da Covid -19 Technology Access Pool (C-TAP), já existem mecanismos internacionais para compartilhar “know-how”, aumentar a escala de fabricação e lançar vacinas de forma rápida e equitativa.  

A Covax, formada por mais de 190 países e economias, garantiu dois bilhões de doses de vacinas em 2021.

Ainda na sua declaração, a OMS apela aos líderes globais, nacionais e locais, a acelerarem a distribuição equitativa de vacinas em todos os países, assim como aumentar a sua produção e rejeitar o “nacionalismo das vacinas”.

Os líderes mundiais foram também recomendados a aumentar as suas contribuições para as instalações da Covax e compartilhar as doses com este organismo, em paralelo com o lançamento nacional da vacina.

Por seu turno, os fabricantes de vacinas são chamados a compartilhar “know-how” com a C-TAP, com vista a expandir a fabricação de vacinas e aumentar drasticamente o seu fornecimento global nos próximos anos, bem como priorizarem o fornecimento para a Covax, em vez de novos negócios bilaterais.

Os ministérios da Saúde devem trabalhar com a OMS e outros organismos para investir e preparar os seus sistemas de atenção primária à saúde, visando a distribuição de vacinas aos profissionais do sector e desenvolver sistemas de dados sobre fornecimento, distribuição e consumo de vacinas, incluindo desagregação por sexo e idade, visando impulsionar a entrega, igualdade e impacto.

Os governos devem garantir que as vacinas da Covid -19 sejam distribuídas gratuitamente no local de atendimento e sem risco de dificuldades financeiras, começando com os profissionais de saúde e as pessoas em maior risco, procurando priorizar as comunidades afectadas e os trabalhadores essenciais na tomada de decisões e garantir a igualdade de género.

Distribuir as vacinas da Covid-19 de forma rápida e equitativa é fundamental para acabar com esta pandemia, reiniciar as economias e começar a enfrentar os outros grandes desafios como a insegurança alimentar, a desigualdade e a crise climática, diz ainda a OMS nas suas recomendações.

2021 foi instituído Ano dos Trabalhadores da Saúde e da Assistência. Por isso, os actores sociais são chamados a unir-se para proteger e investir nas pessoas que protegem a população, não importa onde vivam, como forma de contribuição para um mundo justo e saudável.

Com este apelo, a OMS pretende chamar a atenção dos líderes mundiais, no sentido de criarem políticas de saúde que assegurem e garantam a equidade em saúde, ou seja, o acesso de todos os cidadãos a serviços elementares de saúde eficazes e de qualidade, quando e onde precisem, independentemente da sua condição ou origem social.

É ainda objectivo da OMS, que se dê importância à prevenção em saúde, à criação de ambientes favoráveis à saúde, incluindo a protecção no local de trabalho e a melhoria das condições de vida.

Assim, a OMS emitiu uma declaração onde apela à necessidade de se acelerar a equidade da vacina para todos os grupos mais vulneráveis, começando pelos profissionais de saúde, que têm estado na linha da frente da resposta à pandemia, muitas vezes desprotegidos e expostos.

Com vista a garantir o acesso justo e equitativo aos países de médio e baixo rendimento, foi criada, em Abril de 2020, a iniciativa Covax, mecanismo a que Angola aderiu em Julho de 2020, e ao abrigo da qual recebeu as primeiras doses de vacinas, sem custos.

A República de Angola está de parabéns neste quesito, sendo o terceiro país africano e o primeiro lusófono a beneficiar da vacina da Covax, evidenciando os esforços do Governo, com o apoio da OMS e outros parceiros na luta contra a Covid-19.

É assim que, no dia 2 de Março deste ano, as autoridades sanitárias começaram a vacinar os profissionais da saúde, em simultâneo com as pessoas idosas e as com comorbilidades, bem como os efectivos dos órgãos de defesa e segurança.

Segundo as autoridades angolanas, o objectivo é vacinar 20% da população numa primeira etapa, estando já no país, para o efeito, 624 mil doses, de um lote de dois milhões e 172 mil que devem chegar ao país até finais de Maio deste ano.

Espera-se, até finais de Junho, 6,4 milhões de doses desta vacina e de outras, em relação às quais Angola já manifestou o interesse e disponibilidade, com vista a cobrir as necessidades da primeira etapa do plano de vacinação.

Graças à esforços científicos sem precedentes, as vacinas estão a ser distribuídas em mais de 70 países em todo o mundo. Contudo, na maioria dos países de renda baixa e média, a vacinação nem mesmo começou, o que é uma catástrofe, face à incapacidade dos hospitais em responder à pressão.

Este quadro pode-se considerar injusto, já que a melhor maneira de se acabar com esta pandemia, impedir futuras variantes e salvar vidas, é limitar a propagação do vírus, através da vacinação rápida e equitativa, começando pelos profissionais de saúde.

Face à estas assimetrias, o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou todos os países a começarem a vacinar, com critérios de prioridade, os profissionais de saúde e as pessoas com maior risco de Covid-19 nos primeiros 100 dias de 2021.

E isso só será possível se os líderes fizerem disso uma prioridade, pois, por meio da Covax Facility e da Covid -19 Technology Access Pool (C-TAP), já existem mecanismos internacionais para compartilhar “know-how”, aumentar a escala de fabricação e lançar vacinas de forma rápida e equitativa.  

A Covax, formada por mais de 190 países e economias, garantiu dois bilhões de doses de vacinas em 2021.

Ainda na sua declaração, a OMS apela aos líderes globais, nacionais e locais, a acelerarem a distribuição equitativa de vacinas em todos os países, assim como aumentar a sua produção e rejeitar o “nacionalismo das vacinas”.

Os líderes mundiais foram também recomendados a aumentar as suas contribuições para as instalações da Covax e compartilhar as doses com este organismo, em paralelo com o lançamento nacional da vacina.

Por seu turno, os fabricantes de vacinas são chamados a compartilhar “know-how” com a C-TAP, com vista a expandir a fabricação de vacinas e aumentar drasticamente o seu fornecimento global nos próximos anos, bem como priorizarem o fornecimento para a Covax, em vez de novos negócios bilaterais.

Os ministérios da Saúde devem trabalhar com a OMS e outros organismos para investir e preparar os seus sistemas de atenção primária à saúde, visando a distribuição de vacinas aos profissionais do sector e desenvolver sistemas de dados sobre fornecimento, distribuição e consumo de vacinas, incluindo desagregação por sexo e idade, visando impulsionar a entrega, igualdade e impacto.

Os governos devem garantir que as vacinas da Covid -19 sejam distribuídas gratuitamente no local de atendimento e sem risco de dificuldades financeiras, começando com os profissionais de saúde e as pessoas em maior risco, procurando priorizar as comunidades afectadas e os trabalhadores essenciais na tomada de decisões e garantir a igualdade de género.

Distribuir as vacinas da Covid-19 de forma rápida e equitativa é fundamental para acabar com esta pandemia, reiniciar as economias e começar a enfrentar os outros grandes desafios como a insegurança alimentar, a desigualdade e a crise climática, diz ainda a OMS nas suas recomendações.

2021 foi instituído Ano dos Trabalhadores da Saúde e da Assistência. Por isso, os actores sociais são chamados a unir-se para proteger e investir nas pessoas que protegem a população, não importa onde vivam, como forma de contribuição para um mundo justo e saudável.