Benguela e Cuanza Sul absorvem USD 82,6 milhões do Fundo Global

  • Simbolo Da Luta Contra A Sida
Catumbela – As províncias de Benguela e do Cuanza Sul começam a implementar, a partir de 1 de Julho próximo, um financiamento de 82,6 milhões de dólares, doados pelo Fundo Global (FG), soube hoje a ANGOP.

O montante destina-se ao combate do VIH, da tuberculose e da malária em Angola, até 2024.

Este novo investimento do Fundo Global, organização internacional com sede na Suíça, visa ajudar Angola a reduzir, em mais de 50 por cento, a incidência do VIH, da tuberculose e da malária, no período de Julho de 2021 a Junho de 2024.

É neste âmbito que o vice-presidente do Mecanismo de Coordenação Nacional do Fundo Global em Angola, António Coelho, espera que as autoridades destas províncias assumam o compromisso de contribuir, de forma que as organizações envolvidas na luta contra a sida, tuberculose e malária atinjam as metas propostas pelas autoridades nacionais.

Falando em Benguela, no encerramento de um seminário sobre liderança, saúde comunitária, monitoria e avaliação, António Coelho estima que cerca de 50 organizações, das duas províncias, candidataram-se ao concurso público, conduzido pela organização não-governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), para o acesso aos recursos disponíveis.

Explicou que, dos 82, 6 milhões de dólares alocados pelo Fundo Global, mais de 50 milhões serão destinados à província de Benguela e o restante ao Cuanza Sul.

Logo que forem aprovadas, as organizações irão trabalhar com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), como gestora do programa do Fundo Global em Angola, sobretudo em acções ligadas a campanhas de informação e intervenção educativa nas comunidades, na componente da prevenção de doenças.

Daí ter justificado a formação dos 50 líderes de organizações, incluindo activistas em Benguela, pela Rede Angolana de Organizações de Serviços de Sida (ANASO), com o apoio do Fundo Global, através do PNUD, para apreenderem conhecimentos e competências que lhes vão permitir intervir com maior capacidade nas comunidades.

Visto ser a primeira vez que as organizações da sociedade civil de Benguela vão ter um financiamento considerável, o também presidente da ANASO acredita numa melhor resposta ao combate a estas doenças, durante três anos, tendo a ajuda do FG como propósito principal melhorar a qualidade de vida dos angolanos.

Só para citar um exemplo, António Coelho, que considera o actual contexto sanitário como grave, lembra que o país tem vindo a registar diariamente uma média de mais de 80 novos casos de VIH, mais de 500 de tuberculose e mais de dois mil casos de malária, incluindo mais de cem outros novos casos positivos de Covid-19.

No caso concreto da província de Benguela, adianta que só o município do Lobito já chegou a diagnosticar mais de 500 casos de malária/dia, enquanto no Cubal os casos de VIH e tuberculose aumentam de uma forma assustadora.

“Então, temos que arregaçar mangas e declarar guerra contra estas epidemias”, afiançou, acentuando a ideia de que esta é a razão pela qual a ANASO está a potenciar os líderes e activistas comunitários, para que estas províncias respondam de forma positiva a questões relacionadas com estas enfermidades.

ONUSIDA mais optimista

Michel Kouakou, representante da ONUSIDA em Angola, diz-se satisfeito porque a partir de Julho Benguela vai implementar o investimento do Fundo Global, para VIH, tuberculose e malária, esperando que as organizações enquadradas no projecto partilhem informações sobre saúde nas comunidades, desde o soba à criança mais pequena. 

No entender do representante da ONUSIDA, programa das Nações Unidas criado em 1996 para ajudar os países no combate à Sida, é preciso entender primeiro o contexto local e as realidades das comunidades para ter a certeza de que o dinheiro vai ser utilizado para trazer os melhores resultados às populações.

Também o líder de equipa do PNUD em Benguela, Inocêncio José, refere que o país passa por uma grave crise sanitária, o que “sobrecarrega” os hospitais. Por isso, fala da importância de haver iniciativas preventivas nas comunidades para o reforço do sistema nacional de saúde.

Para este responsável, com organizações firmes e alinhadas para responder a este desafio durante os próximos três anos, Benguela poderá apresentar taxas de mortalidade ou de infecção associados à malária, à tuberculose e ao VIH significativamente reduzidas.

Criado em 2002, o Fundo Global tem como objectivo angariar e doar recursos para prevenir e tratar doenças, principalmente o VIH, tuberculose e malária nos países subdesenvolvidos. De 2005 até à data de hoje, já disponibilizou um pacote de 350 milhões de dólares para o país.

Como esse investimento não produziu os resultados esperados e, depois de conversações com as autoridades governamentais, esta organização internacional decidiu manter os compromissos para Angola para mais três anos, mas limitando a sua intervenção em apenas duas das 18 províncias, nomeadamente em Benguela e no Cuanza Sul.

O montante destina-se ao combate do VIH, da tuberculose e da malária em Angola, até 2024.

Este novo investimento do Fundo Global, organização internacional com sede na Suíça, visa ajudar Angola a reduzir, em mais de 50 por cento, a incidência do VIH, da tuberculose e da malária, no período de Julho de 2021 a Junho de 2024.

É neste âmbito que o vice-presidente do Mecanismo de Coordenação Nacional do Fundo Global em Angola, António Coelho, espera que as autoridades destas províncias assumam o compromisso de contribuir, de forma que as organizações envolvidas na luta contra a sida, tuberculose e malária atinjam as metas propostas pelas autoridades nacionais.

Falando em Benguela, no encerramento de um seminário sobre liderança, saúde comunitária, monitoria e avaliação, António Coelho estima que cerca de 50 organizações, das duas províncias, candidataram-se ao concurso público, conduzido pela organização não-governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), para o acesso aos recursos disponíveis.

Explicou que, dos 82, 6 milhões de dólares alocados pelo Fundo Global, mais de 50 milhões serão destinados à província de Benguela e o restante ao Cuanza Sul.

Logo que forem aprovadas, as organizações irão trabalhar com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), como gestora do programa do Fundo Global em Angola, sobretudo em acções ligadas a campanhas de informação e intervenção educativa nas comunidades, na componente da prevenção de doenças.

Daí ter justificado a formação dos 50 líderes de organizações, incluindo activistas em Benguela, pela Rede Angolana de Organizações de Serviços de Sida (ANASO), com o apoio do Fundo Global, através do PNUD, para apreenderem conhecimentos e competências que lhes vão permitir intervir com maior capacidade nas comunidades.

Visto ser a primeira vez que as organizações da sociedade civil de Benguela vão ter um financiamento considerável, o também presidente da ANASO acredita numa melhor resposta ao combate a estas doenças, durante três anos, tendo a ajuda do FG como propósito principal melhorar a qualidade de vida dos angolanos.

Só para citar um exemplo, António Coelho, que considera o actual contexto sanitário como grave, lembra que o país tem vindo a registar diariamente uma média de mais de 80 novos casos de VIH, mais de 500 de tuberculose e mais de dois mil casos de malária, incluindo mais de cem outros novos casos positivos de Covid-19.

No caso concreto da província de Benguela, adianta que só o município do Lobito já chegou a diagnosticar mais de 500 casos de malária/dia, enquanto no Cubal os casos de VIH e tuberculose aumentam de uma forma assustadora.

“Então, temos que arregaçar mangas e declarar guerra contra estas epidemias”, afiançou, acentuando a ideia de que esta é a razão pela qual a ANASO está a potenciar os líderes e activistas comunitários, para que estas províncias respondam de forma positiva a questões relacionadas com estas enfermidades.

ONUSIDA mais optimista

Michel Kouakou, representante da ONUSIDA em Angola, diz-se satisfeito porque a partir de Julho Benguela vai implementar o investimento do Fundo Global, para VIH, tuberculose e malária, esperando que as organizações enquadradas no projecto partilhem informações sobre saúde nas comunidades, desde o soba à criança mais pequena. 

No entender do representante da ONUSIDA, programa das Nações Unidas criado em 1996 para ajudar os países no combate à Sida, é preciso entender primeiro o contexto local e as realidades das comunidades para ter a certeza de que o dinheiro vai ser utilizado para trazer os melhores resultados às populações.

Também o líder de equipa do PNUD em Benguela, Inocêncio José, refere que o país passa por uma grave crise sanitária, o que “sobrecarrega” os hospitais. Por isso, fala da importância de haver iniciativas preventivas nas comunidades para o reforço do sistema nacional de saúde.

Para este responsável, com organizações firmes e alinhadas para responder a este desafio durante os próximos três anos, Benguela poderá apresentar taxas de mortalidade ou de infecção associados à malária, à tuberculose e ao VIH significativamente reduzidas.

Criado em 2002, o Fundo Global tem como objectivo angariar e doar recursos para prevenir e tratar doenças, principalmente o VIH, tuberculose e malária nos países subdesenvolvidos. De 2005 até à data de hoje, já disponibilizou um pacote de 350 milhões de dólares para o país.

Como esse investimento não produziu os resultados esperados e, depois de conversações com as autoridades governamentais, esta organização internacional decidiu manter os compromissos para Angola para mais três anos, mas limitando a sua intervenção em apenas duas das 18 províncias, nomeadamente em Benguela e no Cuanza Sul.