Mortes por malária aumentam no Cuanza Norte

  • Cuanza Norte: Posto de saúde de Massangano
Ndalatando - Trezentos e 44 óbitos por malária foram registados em 2020, na província do Cuanza Norte, mais 139 casos, em relação ao ano de 2019.

Esta informação foi prestada esta segunda-feira à ANGOP, na cidade de Ndalatando, pelo supervisor do Programa de Luta Contra a Malária, Gonçalo Tandala, tendo referido que, no período em análise, as autoridades sanitárias registaram 397 mil 561 casos da doença, um aumento de 180 mil 455 registos, comparativamente a 2019.

Apontou o incumprimento das medidas preventivas da doença e a procura tardia pelos serviços de saúde, como as principais causas do aumento dos casos e de mortes por malária na província.

Caracterizou a situação preocupante na região e indicou os municípios de Cazengo, Cambambe, Lucala, Samba-Cajú, Golungo-Alto e Ambaca como os mais endémicos, devido as suas características geográficas, marcadas por matas densas e clima chuvoso, que favorecem a reprodução de mosquitos.

Disse estar apreensivo com a acção de empreiteiros envolvidos na exploração de inertes, que escavam a terra para a extracção de rochas, criando covas onde se acumulam águas das chuvas, que se transformam em locais favoráveis à reprodução de mosquitos.

Acrescentou que a situação agrava-se ainda mais devido a paralisação, há mais de dois anos, do Programa de Combate às Larvas dos Mosquitos na região.

Reprovou a atitude de certos cidadãos, que usam os mosquiteiros impregnados para a prática da pesca, vedação de hortas, transporte de frutas e conservação de alimentos, tendo sublinhado que esse material serve exclusivamente para a prevenção e combate ao paludismo.

Este comportamento, asseverou, representa risco para a saúde humana, pelo facto dos mosquiteiros estarem impregnados com insecticidas, químicos que podem contaminar os alimentos.

Fez saber que, para inverter o actual quadro, as autoridades sanitárias da província do Cuanza Norte estão empenhadas no reforço da formação de profissionais da saúde em relação ao diagnóstico e tratamento de casos de paludismo.

As autoridades sanitárias, acrescentou, estão a realizar campanhas de sensibilização dos cidadãos para o uso correcto dos mosquiteiros, assim como procedem a distribuição de anti-palúdicos pelas unidades de saúde.

Em 2020, as autoridades da saúde do Cuanza Norte distribuíram 31 mil 357 mosquiteiros a mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.

A província do Cuanza Norte, composta por dez municípios, está situada no extremo noroeste de Angola, a 190 quilómetros de Luanda, capital do país.

Esta informação foi prestada esta segunda-feira à ANGOP, na cidade de Ndalatando, pelo supervisor do Programa de Luta Contra a Malária, Gonçalo Tandala, tendo referido que, no período em análise, as autoridades sanitárias registaram 397 mil 561 casos da doença, um aumento de 180 mil 455 registos, comparativamente a 2019.

Apontou o incumprimento das medidas preventivas da doença e a procura tardia pelos serviços de saúde, como as principais causas do aumento dos casos e de mortes por malária na província.

Caracterizou a situação preocupante na região e indicou os municípios de Cazengo, Cambambe, Lucala, Samba-Cajú, Golungo-Alto e Ambaca como os mais endémicos, devido as suas características geográficas, marcadas por matas densas e clima chuvoso, que favorecem a reprodução de mosquitos.

Disse estar apreensivo com a acção de empreiteiros envolvidos na exploração de inertes, que escavam a terra para a extracção de rochas, criando covas onde se acumulam águas das chuvas, que se transformam em locais favoráveis à reprodução de mosquitos.

Acrescentou que a situação agrava-se ainda mais devido a paralisação, há mais de dois anos, do Programa de Combate às Larvas dos Mosquitos na região.

Reprovou a atitude de certos cidadãos, que usam os mosquiteiros impregnados para a prática da pesca, vedação de hortas, transporte de frutas e conservação de alimentos, tendo sublinhado que esse material serve exclusivamente para a prevenção e combate ao paludismo.

Este comportamento, asseverou, representa risco para a saúde humana, pelo facto dos mosquiteiros estarem impregnados com insecticidas, químicos que podem contaminar os alimentos.

Fez saber que, para inverter o actual quadro, as autoridades sanitárias da província do Cuanza Norte estão empenhadas no reforço da formação de profissionais da saúde em relação ao diagnóstico e tratamento de casos de paludismo.

As autoridades sanitárias, acrescentou, estão a realizar campanhas de sensibilização dos cidadãos para o uso correcto dos mosquiteiros, assim como procedem a distribuição de anti-palúdicos pelas unidades de saúde.

Em 2020, as autoridades da saúde do Cuanza Norte distribuíram 31 mil 357 mosquiteiros a mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.

A província do Cuanza Norte, composta por dez municípios, está situada no extremo noroeste de Angola, a 190 quilómetros de Luanda, capital do país.