Huambo clama pela construção de banco de sangue

  • Doação de sangue
Huambo – A população da província do Huambo, localizada no Planalto Central de Angola, clama pela construção e apetrechamento de um banco de sangue, para melhorar a prestação dos serviços de saúde, soube a ANGOP, esta segunda-feira

O centro serviria para o armazenamento e gestão do produto em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias, bem como  a distribuição devida nas unidades sanitárias, visto que as hemoterapias, algumas sem capacidade, recebem directamente dos dadores.

Em declarações à ANGOP, a supervisora do sangue na província do Huambo, Mística Pintar, disse, por ocasião do Dia Internacional do Dador de Sangue, que hoje se assinala, que a implementação de um centro desta natureza reputa-se indispensável, a julgar pela demanda populacional na província.

Argumentou que, além do armazenamento e da gestão do produto, o centro ajudaria para a separação dos componentes do sangue, com foco num atendimento mais abrangente dos pacientes.

Mística Pintar referiu tratar-se de uma infra-estrutura essencial na gestão do líquido, com a responsabilidade de reforçar o sistema de saúde no atendimento médico/medicamentoso nas unidades hospitalares.

Conforme a responsável, através dos componentes do sangue (plaquetas, hemácias, leucócitos e plasma), uma unidade  de sangue, equivalente a 500 mililitros, serviria para atender oito crianças ou quatro adultos, em função da especificidade de cada caso, ao contrário do actual cenário, em que um paciente acaba por consumir, na maioria das vezes, mais de um litro de sangue.

Em termos de doadores voluntários, informou que o número na província reduziu, significativamente, com a Covid-19, em função do receio das pessoas de contraírem a doença.

No domínio das transfusões, informou que são realizadas mais de 100 operações por dia nas unidades sanitárias da região, com o Hospital Central a liderar a estatística, com uma média de 70 cirurgias diversas, daí a necessidade constante de sangue.

Já o presidente da Brigada Jovens Solidários do Huambo, Maurício Kanjondele, apontou a falta de incentivos institucionais como uma das principais causas que tem desencorajado os doadores de sangue a exercerem esta actividade filantrópica.

Relativamente ao funcionamento da organização, instalada nos 11 municípios, com um total de quatro mil associados, avançou que a mesma debate-se, entre várias dificuldades, com a falta de uma sede e de meio de transporte para a mobilização de voluntários.

Com uma extensão territorial de 35.270 quilómetros quadrados e uma densidade populacional estimada em dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, a província do Huambo tem um sistema de saúde composto por 249 unidades sanitárias, num universo de duas mil e 126 camas em diversas enfermarias e 14 na Unidade de Tratamentos Intensivos (UTI).

Conta com 308 médicos, três mil e 639 enfermeiros, 467 técnicos de diagnósticos e terapeuta, assim como 825 administrativos, além de outros profissionais indispensáveis para o seu normal funcionamento.

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente a 14 de Junho, com o objectivo de homenagear todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste acto, que é responsável pela salvação de milhares de vida.

A data foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de Junho de 1868) um imunologista austríaco que descobriu o factor Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

O centro serviria para o armazenamento e gestão do produto em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias, bem como  a distribuição devida nas unidades sanitárias, visto que as hemoterapias, algumas sem capacidade, recebem directamente dos dadores.

Em declarações à ANGOP, a supervisora do sangue na província do Huambo, Mística Pintar, disse, por ocasião do Dia Internacional do Dador de Sangue, que hoje se assinala, que a implementação de um centro desta natureza reputa-se indispensável, a julgar pela demanda populacional na província.

Argumentou que, além do armazenamento e da gestão do produto, o centro ajudaria para a separação dos componentes do sangue, com foco num atendimento mais abrangente dos pacientes.

Mística Pintar referiu tratar-se de uma infra-estrutura essencial na gestão do líquido, com a responsabilidade de reforçar o sistema de saúde no atendimento médico/medicamentoso nas unidades hospitalares.

Conforme a responsável, através dos componentes do sangue (plaquetas, hemácias, leucócitos e plasma), uma unidade  de sangue, equivalente a 500 mililitros, serviria para atender oito crianças ou quatro adultos, em função da especificidade de cada caso, ao contrário do actual cenário, em que um paciente acaba por consumir, na maioria das vezes, mais de um litro de sangue.

Em termos de doadores voluntários, informou que o número na província reduziu, significativamente, com a Covid-19, em função do receio das pessoas de contraírem a doença.

No domínio das transfusões, informou que são realizadas mais de 100 operações por dia nas unidades sanitárias da região, com o Hospital Central a liderar a estatística, com uma média de 70 cirurgias diversas, daí a necessidade constante de sangue.

Já o presidente da Brigada Jovens Solidários do Huambo, Maurício Kanjondele, apontou a falta de incentivos institucionais como uma das principais causas que tem desencorajado os doadores de sangue a exercerem esta actividade filantrópica.

Relativamente ao funcionamento da organização, instalada nos 11 municípios, com um total de quatro mil associados, avançou que a mesma debate-se, entre várias dificuldades, com a falta de uma sede e de meio de transporte para a mobilização de voluntários.

Com uma extensão territorial de 35.270 quilómetros quadrados e uma densidade populacional estimada em dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, a província do Huambo tem um sistema de saúde composto por 249 unidades sanitárias, num universo de duas mil e 126 camas em diversas enfermarias e 14 na Unidade de Tratamentos Intensivos (UTI).

Conta com 308 médicos, três mil e 639 enfermeiros, 467 técnicos de diagnósticos e terapeuta, assim como 825 administrativos, além de outros profissionais indispensáveis para o seu normal funcionamento.

O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente a 14 de Junho, com o objectivo de homenagear todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste acto, que é responsável pela salvação de milhares de vida.

A data foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de Junho de 1868) um imunologista austríaco que descobriu o factor Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.