Lunda Norte com mais ganhos na saúde

  • Hospital Municipal de Cambulo  Lunda Norte
Dundo – A província da Lunda Norte foi das que mais investimentos beneficiou no sector da saúde, no domínio das infra-estruturas, aumentando a oferta de serviços aos cidadãos com a construção de 102 unidades hospitalares .

Em 19 anos de paz efectiva, a província  viu nascer 14 hospitais, 19 centros de saúde e 69 postos de saúde, asseguradas por mais 60 médicos e quase 900 enfermeiros.

Dados a que a ANGOp teve acesso indicam que todos os municípios possuem hospitais municipais e gerais apetrechados com equipamentos de ponta e com capacidade de realizarem operações e/ou cirurgias.

Dentre as infra-estruturas hospitalares, o destaque recai para o Hospital de Campanha, com 27 naves preparadas para receber e tratar pacientes com patologias leves, assintomáticos e graves (cuidados intensivos), dispondo de áreas para logística, laboratório e Raio X, balneários, sala dos médicos e para a administração da unidade, instalada no município de Chitato para atender pacientes com Covid-19.

Estão instaladas, nesta unidade, 200 camas, 20 ventiladores, reservadas para pacientes em estado grave e/ou crítico.

Ainda no domínio da saúde, a Lunda Norte viu surgir o laboratório do Dundo, com capacidade para mais de dois mil testes/dia de Covid-19 e outros exames laboratoriais, que atende as três províncias do Leste do país (Lunda Sul, Lunda Norte e Moxico). Para além de ter valências de testagem da Covid-19, vai prestar serviços de hemograma, bioquímica, microbiologia, TAC e ressonância.

Com o laboratório evitar-se-á a deslocação de pacientes para o exterior do país, para exames laboratoriais, para o diagnóstico de doenças do fórum respiratório, sarampo, diabetes, poliomielite, entre outras.

A província, localizada no nordeste do país, com uma população de 972.183 habitantes, registou, igualmente, neste período, melhorias no sector social, apesar de serem ainda grandes os desafios neste domínio.  

Um dos reflexos desses ganhos é a centralidade do Mussungue, construída desde 2009, numa área de 116 hectares, que tem 419 edifícios de cinco a 18 pisos, além de apartamentos do tipo T3, T4 e T5. Nesta nova cidade, com cinco mil e quatro apartamentos, vivem, actualmente, mais de 20 mil pessoas, maioritariamente jovens.

Os sinais de crescimento também têm reflexos no domínio da Educação, sendo que, nos últimos anos, foram construídas 177 escolas (mil e 665 salas de aulas), dos quais 83 são escolas primárias (785 salas), 68 complexos escolares (726 salas), sete colégios (61 salas), seis liceus (56 salas), dois institutos técnicos e seis magistérios de formação de professores, que permitiu a inserção em massa de novos estudantes.

Este crescimento estende-se ao Ensino Superior, com a Universidade Lueji A'nkonde, que comporta as faculdades de Economia, Direito e Pedagogia, a formar quadros superiores desde 2004. Desde 2015, a Universidade formou um total de 2.663 licenciados, em várias especialidades, em todas as suas unidades orgânicas.

Outro investimento de grande impacto é a obra de ampliação da Barragem do Luachimo, que elevará a sua capacidade de 8 a 34 megawatts, projecto orçado em USD 212 milhões, que vai permitir a expansão de energia e beneficiar 186 mil pessoas da cidade do Dundo e dos municípios de Cambulo e Lucapa, incluindo as localidades de Fucauma, Cassanguidi, Luxilo e Calonda.

A província da Lunda Norte, localizada no nordeste do país, é constituída pelos municípios de Chitato (capital política e económica), Cambulo, Caungula, Cuilo, Cuango, Capenda Camulemba, Lucapa, Lubalo, Lóvua e Xá-muteba.

Reabilitação de estradas

Após a conquista da paz efectiva, em 2002, o Estado angolano elegeu a reconstrução nacional como a sua principal bandeira, com  as infra-estruturas rodoviárias a posicionavam-se como prioridades, por serem fundamentais no processo de desenvolvimento sustentável.

Por exemplo, viajar por terra, do leste de Angola para o resto do país era, até então, uma missão quase que impossível, dado nível de degradação das estradas nacionais 225 e 230, ainda em reabilitação.

Na Lunda Norte, o cenário era igual na ligação entre o município do Chitato, cidade capital da província, aos restantes nove municípios (Cuilo, Caungula, Cuango, Lóvua, Lucapa, Lubalo, Xá-muteba e Capenda Camulemba) através da Estrada Nacional (EN) 225, (Cambulo e Lucapa) através da EN-180 A.

Este facto obrigava a que os cidadãos da Lunda Norte, para se deslocarem aos municípios do Sul da província (Cuilo, Cuango, Caungula, Lubalo, Xá-muteba e Capenda Camulemba) ou na capital do país, Luanda, passassem pela província da Lunda Sul.

Hoje, volvidos 19 anos de paz, nove dos dez municípios da província da Lunda Norte, com excepção o Lubalo, estão ligados por vias e/ou estradas asfaltadas, após a construção da EN-225 e 180, numa extensão de mais de mil quilómetros.

Actualmente continuam os trabalhos de intervenção nos 26 quilómetros (km) da EN-225 entre os Municípios do Cuilo e Lóvua, bem como os 19.5 Km na EN-180, no troço entre a localidade de Caxiaxia/Luó, no Município de Lucapa, bem como trabalhos de terraplanagem de 200 Km no troço Cuango/Loremo.

Ainda neste domínio, estão inscritos no Programa Eurobonds, as reabilitações precárias de 95 quilómetros do troço Lubalo/Muvulueji e 150 Km na estrada que liga o Caungula a localidade de Zovo.

Modernização do aeroporto

Para além das estradas que dificultavam viagens por terra do Dundo ao resto do país, os cidadãos da Lunda Norte eram, igualmente, obrigados a se deslocar a cidade de Saurimo, Lunda Sul, para viajar de voo, por não existir na altura, um aeroporto como tal.

Após dez anos de interregno, a Companhia de Bandeira Angolana (TAAG) voltou a voar em 2017 ao Dundo, ao fim da reabilitação e modernização do aeroporto de Kamaquenzo, que viu alargada a pista e a construção de  uma aerogare de dois pisos com capacidade para acolher 300 passageiros no embarque e desembarque, um terminal de passageiros que alberga todos os serviços aeroportuário, como áreas de “check-in”,  tapete rolante para carga e descarga de bagagem, entre outras componentes.

Este investimento do Estado permitiu melhorar as condições de segurança das operações de transporte aéreo nesta província.

Actualmente três companhias aéreas realizam voos na província da Lunda Norte, fazendo com que os cidadãos deixem de se deslocar na Lunda Sul, num percurso de mais de 300 quilómetros para viajar de voo a cidade capital do país, Luanda.

Em 19 anos de paz efectiva, a província  viu nascer 14 hospitais, 19 centros de saúde e 69 postos de saúde, asseguradas por mais 60 médicos e quase 900 enfermeiros.

Dados a que a ANGOp teve acesso indicam que todos os municípios possuem hospitais municipais e gerais apetrechados com equipamentos de ponta e com capacidade de realizarem operações e/ou cirurgias.

Dentre as infra-estruturas hospitalares, o destaque recai para o Hospital de Campanha, com 27 naves preparadas para receber e tratar pacientes com patologias leves, assintomáticos e graves (cuidados intensivos), dispondo de áreas para logística, laboratório e Raio X, balneários, sala dos médicos e para a administração da unidade, instalada no município de Chitato para atender pacientes com Covid-19.

Estão instaladas, nesta unidade, 200 camas, 20 ventiladores, reservadas para pacientes em estado grave e/ou crítico.

Ainda no domínio da saúde, a Lunda Norte viu surgir o laboratório do Dundo, com capacidade para mais de dois mil testes/dia de Covid-19 e outros exames laboratoriais, que atende as três províncias do Leste do país (Lunda Sul, Lunda Norte e Moxico). Para além de ter valências de testagem da Covid-19, vai prestar serviços de hemograma, bioquímica, microbiologia, TAC e ressonância.

Com o laboratório evitar-se-á a deslocação de pacientes para o exterior do país, para exames laboratoriais, para o diagnóstico de doenças do fórum respiratório, sarampo, diabetes, poliomielite, entre outras.

A província, localizada no nordeste do país, com uma população de 972.183 habitantes, registou, igualmente, neste período, melhorias no sector social, apesar de serem ainda grandes os desafios neste domínio.  

Um dos reflexos desses ganhos é a centralidade do Mussungue, construída desde 2009, numa área de 116 hectares, que tem 419 edifícios de cinco a 18 pisos, além de apartamentos do tipo T3, T4 e T5. Nesta nova cidade, com cinco mil e quatro apartamentos, vivem, actualmente, mais de 20 mil pessoas, maioritariamente jovens.

Os sinais de crescimento também têm reflexos no domínio da Educação, sendo que, nos últimos anos, foram construídas 177 escolas (mil e 665 salas de aulas), dos quais 83 são escolas primárias (785 salas), 68 complexos escolares (726 salas), sete colégios (61 salas), seis liceus (56 salas), dois institutos técnicos e seis magistérios de formação de professores, que permitiu a inserção em massa de novos estudantes.

Este crescimento estende-se ao Ensino Superior, com a Universidade Lueji A'nkonde, que comporta as faculdades de Economia, Direito e Pedagogia, a formar quadros superiores desde 2004. Desde 2015, a Universidade formou um total de 2.663 licenciados, em várias especialidades, em todas as suas unidades orgânicas.

Outro investimento de grande impacto é a obra de ampliação da Barragem do Luachimo, que elevará a sua capacidade de 8 a 34 megawatts, projecto orçado em USD 212 milhões, que vai permitir a expansão de energia e beneficiar 186 mil pessoas da cidade do Dundo e dos municípios de Cambulo e Lucapa, incluindo as localidades de Fucauma, Cassanguidi, Luxilo e Calonda.

A província da Lunda Norte, localizada no nordeste do país, é constituída pelos municípios de Chitato (capital política e económica), Cambulo, Caungula, Cuilo, Cuango, Capenda Camulemba, Lucapa, Lubalo, Lóvua e Xá-muteba.

Reabilitação de estradas

Após a conquista da paz efectiva, em 2002, o Estado angolano elegeu a reconstrução nacional como a sua principal bandeira, com  as infra-estruturas rodoviárias a posicionavam-se como prioridades, por serem fundamentais no processo de desenvolvimento sustentável.

Por exemplo, viajar por terra, do leste de Angola para o resto do país era, até então, uma missão quase que impossível, dado nível de degradação das estradas nacionais 225 e 230, ainda em reabilitação.

Na Lunda Norte, o cenário era igual na ligação entre o município do Chitato, cidade capital da província, aos restantes nove municípios (Cuilo, Caungula, Cuango, Lóvua, Lucapa, Lubalo, Xá-muteba e Capenda Camulemba) através da Estrada Nacional (EN) 225, (Cambulo e Lucapa) através da EN-180 A.

Este facto obrigava a que os cidadãos da Lunda Norte, para se deslocarem aos municípios do Sul da província (Cuilo, Cuango, Caungula, Lubalo, Xá-muteba e Capenda Camulemba) ou na capital do país, Luanda, passassem pela província da Lunda Sul.

Hoje, volvidos 19 anos de paz, nove dos dez municípios da província da Lunda Norte, com excepção o Lubalo, estão ligados por vias e/ou estradas asfaltadas, após a construção da EN-225 e 180, numa extensão de mais de mil quilómetros.

Actualmente continuam os trabalhos de intervenção nos 26 quilómetros (km) da EN-225 entre os Municípios do Cuilo e Lóvua, bem como os 19.5 Km na EN-180, no troço entre a localidade de Caxiaxia/Luó, no Município de Lucapa, bem como trabalhos de terraplanagem de 200 Km no troço Cuango/Loremo.

Ainda neste domínio, estão inscritos no Programa Eurobonds, as reabilitações precárias de 95 quilómetros do troço Lubalo/Muvulueji e 150 Km na estrada que liga o Caungula a localidade de Zovo.

Modernização do aeroporto

Para além das estradas que dificultavam viagens por terra do Dundo ao resto do país, os cidadãos da Lunda Norte eram, igualmente, obrigados a se deslocar a cidade de Saurimo, Lunda Sul, para viajar de voo, por não existir na altura, um aeroporto como tal.

Após dez anos de interregno, a Companhia de Bandeira Angolana (TAAG) voltou a voar em 2017 ao Dundo, ao fim da reabilitação e modernização do aeroporto de Kamaquenzo, que viu alargada a pista e a construção de  uma aerogare de dois pisos com capacidade para acolher 300 passageiros no embarque e desembarque, um terminal de passageiros que alberga todos os serviços aeroportuário, como áreas de “check-in”,  tapete rolante para carga e descarga de bagagem, entre outras componentes.

Este investimento do Estado permitiu melhorar as condições de segurança das operações de transporte aéreo nesta província.

Actualmente três companhias aéreas realizam voos na província da Lunda Norte, fazendo com que os cidadãos deixem de se deslocar na Lunda Sul, num percurso de mais de 300 quilómetros para viajar de voo a cidade capital do país, Luanda.