Seca provoca aumento de casos de desnutrição no sul do país

  • Cunene: Famílias afectadas pela seca recebem apoios
Ondjiva - Os casos de desnutrição, em particular nas crianças, tem vindo aumentar consideravelmente, fase a situação da seca cíclica que se regista nas províncias do sul do país, confirmou, nesta terça-feira, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Segundo o responsável, em declarações à imprensa, após avaliar a situação na província do Cunene, do rastreio realizado na última semana nas comunidades afectadas pela seca nesta região, bem como no Namibe e Huíla, os números de desnutrição estão acima de 20 por cento.

Disse que foram realizados rastreios sobre a desnutrição, malária, tuberculose e HIV, onde os casos de desnutrição foram acima do esperado, facto que obriga a tomada de medidas para uma resposta nutricional, com particular realce para a província do Cunene.

Entre as medidas, apontou a transferência de casos severos em unidades especializadas e o reforço da assistência ambulatória dos casos moderados, assim como o acesso a alimentação saudável junto das cozinhas comunitárias, para poder atender às populações deslocadas por causa da seca.

No seu entender, apesar da ajuda do Executivo, o assunto deve merecer uma abordagem mais holística, com o envolvimento da própria sociedade, no sentido de repensar a abordagem cultural relacionada com a poupança dos animais, prejudicando a dieta alimentar.

Dados do gabinete provincial da saúde no Cunene indicam que no decurso do I semestre de 2021 foram registados três mil e 528 casos, com 55 óbitos.

Comparativamente ao período anterior, houve um aumento de mil 389 casos e um óbito.

Franco Mufinda disse que o trabalho serviu para medir o grau de desnutrição nas comunidades em decorrência da seca, onde visitou-se às populações assentadas na Cahama e Xangongo (Cunene), Jau, Bata Bata , Quilemba e Tundas (Huila) e Virei (Namibe).

Malária menos preocupante

Relativamente a malária, Franco Mufinda disse que apesar de ser um problema de saúde pública, ao contrário da região norte denota-se o reduzir do impacto da doença nas três províncias.

Do ponto de vista epidemiológico, salientou que a situação é estável, pois os casos da malária estão em decadência, apesar de ser preocupante os casos no município de Ombadja, em que os exames realizados  apontam para  uma taxa acima de 50 por cento.

A nível do Cunene, sublinhou o registo nos primeiros seis meses do ano em curso um universo de 30 mil 648 casos, com 102 óbitos, contra os 32 mil 64 casos e 83 óbitos do período homólogo de 2020.

Segundo o responsável, em declarações à imprensa, após avaliar a situação na província do Cunene, do rastreio realizado na última semana nas comunidades afectadas pela seca nesta região, bem como no Namibe e Huíla, os números de desnutrição estão acima de 20 por cento.

Disse que foram realizados rastreios sobre a desnutrição, malária, tuberculose e HIV, onde os casos de desnutrição foram acima do esperado, facto que obriga a tomada de medidas para uma resposta nutricional, com particular realce para a província do Cunene.

Entre as medidas, apontou a transferência de casos severos em unidades especializadas e o reforço da assistência ambulatória dos casos moderados, assim como o acesso a alimentação saudável junto das cozinhas comunitárias, para poder atender às populações deslocadas por causa da seca.

No seu entender, apesar da ajuda do Executivo, o assunto deve merecer uma abordagem mais holística, com o envolvimento da própria sociedade, no sentido de repensar a abordagem cultural relacionada com a poupança dos animais, prejudicando a dieta alimentar.

Dados do gabinete provincial da saúde no Cunene indicam que no decurso do I semestre de 2021 foram registados três mil e 528 casos, com 55 óbitos.

Comparativamente ao período anterior, houve um aumento de mil 389 casos e um óbito.

Franco Mufinda disse que o trabalho serviu para medir o grau de desnutrição nas comunidades em decorrência da seca, onde visitou-se às populações assentadas na Cahama e Xangongo (Cunene), Jau, Bata Bata , Quilemba e Tundas (Huila) e Virei (Namibe).

Malária menos preocupante

Relativamente a malária, Franco Mufinda disse que apesar de ser um problema de saúde pública, ao contrário da região norte denota-se o reduzir do impacto da doença nas três províncias.

Do ponto de vista epidemiológico, salientou que a situação é estável, pois os casos da malária estão em decadência, apesar de ser preocupante os casos no município de Ombadja, em que os exames realizados  apontam para  uma taxa acima de 50 por cento.

A nível do Cunene, sublinhou o registo nos primeiros seis meses do ano em curso um universo de 30 mil 648 casos, com 102 óbitos, contra os 32 mil 64 casos e 83 óbitos do período homólogo de 2020.