Angolanos destacam acção de Dom Benedito em prol dos desfavorecidos

  • Bispo de Malanje, Dom Benedito Roberto
Luanda – A sociedade angolana destacou, nesta segunda-feira, o contributo de Dom Benedito Roberto na melhoria das condições sociais das comunidades.

Em reacção a morte do arcebispo metropolita de Malanje, vítima de doença, angolanos dos mais variados quadrantes enalteceram o seu contributo na luta pela melhoria das condições sociais, económicas, particularizando o combate ao alcoolismo no seio da juventude.

Segundo o governador de Malanje, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, realça que, enquanto religioso, era interventivo e conselheiro do governo e dos jovens para a resolução dos problemas socais.

“Muito interventivo, conselheiro, homem de paz, parceiro que muito contribuiu para que mensagens sobre a prevenção da Covid-19, o combate ao consumo excessivo de álcool no seio da juventude, a prostituição e outros males que assolam a sociedade, chegassem até as aldeias mais distantes”, refere.

O mesmo sentimento é manifestado pelo governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, que destaca a acção do religioso na busca de soluções para a melhoria dos sectores da saúde e educação no município de Xá Muteba.

“Com ele elaboramos projectos sociais que têm a ver com a saúde e educação, principalmente, para o município do Xá Muteba, e alguns foram inseridos no Plano Integrado de Intervenção aos Municípios e já estão em execução,” lembrou.

Qualificou Dom Benedito Roberto um homem comprometido com o bem-estar comum e com a paz social das comunidades, considerando a morte do prelado uma perda irreparável.

Por seu turno, o bispo emérito do Lubango, Dom Zacarias Kawenho, considerou prematura a morte do arcebispo de Malanje.

Falando à Angop, Dom Zacarias Kamwenho frisou que o país perde um “grande” homem que ainda tinha vontade de fazer crescer e que será estimado por todos.

Já o segundo secretário provincial do MPLA de Malanje, Manuel Carvalho da Costa, avança que o prelado sempre soube interpretar os sinais do tempo, lutando em prol da melhoria das condições sociais e económicas do país e da província de Malanje em particular.

Enalteceu ainda o contributo prestado no aprofundamento da unidade e reconciliação nacional.

Por sua vez, a Unita, em nota a que a Angop teve acesso, destaca Dom Benedito como um servidor comprometido com o país e com suas populações.

Apelou a nova geração de sacerdotes a inspirar-se no trajecto de Dom Benedito, com vista a perpetuar o seu legado.

Dom Benedito Roberto foi designado Arcebispo de Malanje em 2012. Faleceu aos 74 anos, vitima de doença, no Hospital Regional de Malanje.

Para o secretário provincial da Unita, Mardanês Calunga, o prelado jogou um papel crucial no progresso espiritual e social de Malanje.

(Por dentro)

Nascido no município de Mussende, província do Cuanza Sul, Dom Benedito foi admitido no Noviciado da Congregação do Espírito Santo em 1967, em Braga, Portugal, onde realizou os seus estudos secundários. Entre 1977 e 1981, graduou-se em Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Cristo Rei no Huambo. Foi ordenado padre em 18 de Outubro de 1981.

A 30 de Dezembro de 1995 foi nomeado Bispo de Novo Redondo e consagrado Bispo em 25 de Fevereiro de 1996.

Foi elevado a Arcebispo de Malanje pelo Papa Bento XVI, a 19 de Maio de 2012.

 

Em reacção a morte do arcebispo metropolita de Malanje, vítima de doença, angolanos dos mais variados quadrantes enalteceram o seu contributo na luta pela melhoria das condições sociais, económicas, particularizando o combate ao alcoolismo no seio da juventude.

Segundo o governador de Malanje, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, realça que, enquanto religioso, era interventivo e conselheiro do governo e dos jovens para a resolução dos problemas socais.

“Muito interventivo, conselheiro, homem de paz, parceiro que muito contribuiu para que mensagens sobre a prevenção da Covid-19, o combate ao consumo excessivo de álcool no seio da juventude, a prostituição e outros males que assolam a sociedade, chegassem até as aldeias mais distantes”, refere.

O mesmo sentimento é manifestado pelo governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, que destaca a acção do religioso na busca de soluções para a melhoria dos sectores da saúde e educação no município de Xá Muteba.

“Com ele elaboramos projectos sociais que têm a ver com a saúde e educação, principalmente, para o município do Xá Muteba, e alguns foram inseridos no Plano Integrado de Intervenção aos Municípios e já estão em execução,” lembrou.

Qualificou Dom Benedito Roberto um homem comprometido com o bem-estar comum e com a paz social das comunidades, considerando a morte do prelado uma perda irreparável.

Por seu turno, o bispo emérito do Lubango, Dom Zacarias Kawenho, considerou prematura a morte do arcebispo de Malanje.

Falando à Angop, Dom Zacarias Kamwenho frisou que o país perde um “grande” homem que ainda tinha vontade de fazer crescer e que será estimado por todos.

Já o segundo secretário provincial do MPLA de Malanje, Manuel Carvalho da Costa, avança que o prelado sempre soube interpretar os sinais do tempo, lutando em prol da melhoria das condições sociais e económicas do país e da província de Malanje em particular.

Enalteceu ainda o contributo prestado no aprofundamento da unidade e reconciliação nacional.

Por sua vez, a Unita, em nota a que a Angop teve acesso, destaca Dom Benedito como um servidor comprometido com o país e com suas populações.

Apelou a nova geração de sacerdotes a inspirar-se no trajecto de Dom Benedito, com vista a perpetuar o seu legado.

Dom Benedito Roberto foi designado Arcebispo de Malanje em 2012. Faleceu aos 74 anos, vitima de doença, no Hospital Regional de Malanje.

Para o secretário provincial da Unita, Mardanês Calunga, o prelado jogou um papel crucial no progresso espiritual e social de Malanje.

(Por dentro)

Nascido no município de Mussende, província do Cuanza Sul, Dom Benedito foi admitido no Noviciado da Congregação do Espírito Santo em 1967, em Braga, Portugal, onde realizou os seus estudos secundários. Entre 1977 e 1981, graduou-se em Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Cristo Rei no Huambo. Foi ordenado padre em 18 de Outubro de 1981.

A 30 de Dezembro de 1995 foi nomeado Bispo de Novo Redondo e consagrado Bispo em 25 de Fevereiro de 1996.

Foi elevado a Arcebispo de Malanje pelo Papa Bento XVI, a 19 de Maio de 2012.