Munícipes querem reactivação do parque industrial de Cambambe

Dondo - Munícipes de Cambambe, província do Cuanza Norte, solicitaram ao governo da circunscrição a reactivação do parque industrial local, visando proporcionar emprego aos jovens.

Num encontro realizado, entre o governador da província do Cuanza Norte, Adriano de Carvalho e líderes organizações civis de Cambambe, no sábado, os munícipes pretendem a reactivação do parque industrial da região, que já foi o quarto maior do país, na década de 1980 e princípios de 1990.

O presidente do Conselho Ecuménico de Cambambe, Janeiro Mota, disse que a igreja, enquanto parceira do Estado, acompanha com preocupação o a questão do desemprego da juventude, sendo que a reactivação do parque industrial da região seria uma solução para gerar novos empregos.

Sugeriu o reinício da produção na industrial têxtil da Satec, que mesmo após a sua reconstrução e modernização, em 2015, continua paralisada.

A fábrica tem capacidade de produção de 180 mil camisolas, 150 mil camisas e 480 mil metros de tecido “jeans”, por mês e pode empregar mais de mil e 500 operários, entre maquinistas, tecelães, trabalhadores para a área de tingimento, corte e costura, administração, cozinha e limpeza, além de gerar 600 empregos indirectos.

Janeiro Mota pediu também a reabilitação da fábrica de vinhos Vinelo, inactiva desde a década de 1990 por falta de matéria-prima, deixando no desemprego perto de 500 trabalhadores.

A fábrica possui capacidade de produzir diariamente de 24 mil litros de vinhos e licores, bem como uma linha de processamento de frutas em calda e concentrados de tomate, fazendo parte do antigo parque industrial de Cambambe.

Por sua vez, o antigo director-geral da cervejeira EKA, Marc Mayer, disse que a empresa deixou de produzir em Junho deste ano, facto situação que provocou o desemprego de 197 trabalhadores.

Apontou como causas da paralisação da empresa o aumento dos custos operacionais, agravados com a aplicação do Imposto Especial de Consumo (IEC), do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a escassez de divisas.

Fez saber que as instalações da cervejeira EKA foram transformadas num entreposto comercial dos produtos do grupo Castel, detentora de marcas de cerveja como Soba Catumbela, Cuca e Cobeje, incluindo a própria EKA, produzida numa das unidades grupo em Luanda.

O secretário municipal da UNITA de Catumbela, Péricles Dias, reclamou da falta de abastecimento de água potável corrente no Dondo, cidade situada às margens do rio Kwanza.

O governador considerou justas as preocupações apresentadas pelos munícipes e informou, sem avançar data, que existe já um horizonte temporal para a solução de parte dos problemas apresentados pelos participantes.

Em relação à Satec, Adriano de Carvalho referiu que existe já um investidor apostado na reactivação da empresa.

Fez saber que o investidor, neste momento, está a trabalha na tramitação do processo para arranque da fábrica, que poderá ocorrer em 2021.

“Com a entrada em funcionamento desta unidade será criado um campo de cultivo de algodão, na comuna do Dange-ya-Menha, para assegurar a matéria-prima”, ressaltou.

Quanto ao problema do abastecimento a água à cidade do Dondo, o responsável precisou que terá solução em 2021, com a contratação de uma nova empresa para dar continuidade aos trabalhos de reabilitação da rede de distribuição, iniciados em 2015.

 

 

Num encontro realizado, entre o governador da província do Cuanza Norte, Adriano de Carvalho e líderes organizações civis de Cambambe, no sábado, os munícipes pretendem a reactivação do parque industrial da região, que já foi o quarto maior do país, na década de 1980 e princípios de 1990.

O presidente do Conselho Ecuménico de Cambambe, Janeiro Mota, disse que a igreja, enquanto parceira do Estado, acompanha com preocupação o a questão do desemprego da juventude, sendo que a reactivação do parque industrial da região seria uma solução para gerar novos empregos.

Sugeriu o reinício da produção na industrial têxtil da Satec, que mesmo após a sua reconstrução e modernização, em 2015, continua paralisada.

A fábrica tem capacidade de produção de 180 mil camisolas, 150 mil camisas e 480 mil metros de tecido “jeans”, por mês e pode empregar mais de mil e 500 operários, entre maquinistas, tecelães, trabalhadores para a área de tingimento, corte e costura, administração, cozinha e limpeza, além de gerar 600 empregos indirectos.

Janeiro Mota pediu também a reabilitação da fábrica de vinhos Vinelo, inactiva desde a década de 1990 por falta de matéria-prima, deixando no desemprego perto de 500 trabalhadores.

A fábrica possui capacidade de produzir diariamente de 24 mil litros de vinhos e licores, bem como uma linha de processamento de frutas em calda e concentrados de tomate, fazendo parte do antigo parque industrial de Cambambe.

Por sua vez, o antigo director-geral da cervejeira EKA, Marc Mayer, disse que a empresa deixou de produzir em Junho deste ano, facto situação que provocou o desemprego de 197 trabalhadores.

Apontou como causas da paralisação da empresa o aumento dos custos operacionais, agravados com a aplicação do Imposto Especial de Consumo (IEC), do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a escassez de divisas.

Fez saber que as instalações da cervejeira EKA foram transformadas num entreposto comercial dos produtos do grupo Castel, detentora de marcas de cerveja como Soba Catumbela, Cuca e Cobeje, incluindo a própria EKA, produzida numa das unidades grupo em Luanda.

O secretário municipal da UNITA de Catumbela, Péricles Dias, reclamou da falta de abastecimento de água potável corrente no Dondo, cidade situada às margens do rio Kwanza.

O governador considerou justas as preocupações apresentadas pelos munícipes e informou, sem avançar data, que existe já um horizonte temporal para a solução de parte dos problemas apresentados pelos participantes.

Em relação à Satec, Adriano de Carvalho referiu que existe já um investidor apostado na reactivação da empresa.

Fez saber que o investidor, neste momento, está a trabalha na tramitação do processo para arranque da fábrica, que poderá ocorrer em 2021.

“Com a entrada em funcionamento desta unidade será criado um campo de cultivo de algodão, na comuna do Dange-ya-Menha, para assegurar a matéria-prima”, ressaltou.

Quanto ao problema do abastecimento a água à cidade do Dondo, o responsável precisou que terá solução em 2021, com a contratação de uma nova empresa para dar continuidade aos trabalhos de reabilitação da rede de distribuição, iniciados em 2015.