Autocarros da TCUL voltam à estrada

  • Autocarros da TCUL
Luanda – A empresa de Transportes Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) retomou, nesta terça-feira, as suas actividades, uma semana depois da greve parcial convocada pelo núcleo sindical, no âmbito de um caderno reivindicativo de 18 pontos.

A greve foi suspensa no último sábado (1), na sequência de negociações entre a administração da TCUL e o sindicato, que acordaram proceder a um reajuste do salário base dos seus trabalhadores, no quadro do novo qualificador ocupacional da empresa.

A ANGOP constatou, entretanto, que neste primeiro dia do retorno ao trabalho, os 400 funcionários envolvidos na greve foram impedidos de aceder ao interior das instalações da empresa e de retomar às suas actividades, alegadamente por orientação da entidade patronal.

Devido à proibição, que abrangeu os motoristas, cobradores, fiscais e despachantes envolvidos na greve parcial, apenas um número reduzido de autocarros saiu das bases da TCUL, no Cazenga e Viana, em direcção a outras partes da província de Luanda.

O primeiro secretário da comissão sindical da CGSILA na TCUL, Domingos Epalanca, disse, em declarações à ANGOP, que os trabalhadores aguardam por um esclarecimento da parte da entidade patronal sobre as razões desta posição.

"Os trabalhadores têm uma posição positiva de retomar ao trabalho e não entendem as razões de terem sido impedidos de voltar ou de movimentar os meios", declarou.

No entanto, outra fonte junto dos trabalhadores esclareceu que os 400 profissionais foram impedidos de entrar nas instalações da empresa, por, alegadamente, "estar em curso um processo disciplinar contra aqueles que se juntaram ao movimento grevista".

A ANGOP procurou, até às 17h00 desta terça-feira, contactar o Conselho de Administração da TCUL, por telefone, para pronunciar-se sobre a denúncia dos trabalhadores, mas sem sucesso.

Os trabalhadores da TCUL paralisaram os serviços, parcialmente, durante uma semana, por falta de consenso entre a direcção da empresa e a comissão sindical, que exigia resposta dos 18 pontos vigentes no seu caderno reivindicativo.

Um dos pontos resolvidos, no quadro das negociações, foi o reajuste do salário base dos trabalhadores, numa percentagem máxima de 65 por cento e mínima de 10 por cento, para os motoristas, cobradores, mecânicos e outros trabalhadores administrativos.

No quadro deste reajuste, os motoristas que ganhavam 73 mil passarão a auferir 117 mil Kwanzas, enquanto os que recebem 80 mil terão direito a 128 mil Kwanzas.

O reajuste surge numa altura em que a administração da empresa e o núcleo sindical negoceiam um caderno reivindicativo remetido em Maio de 2020, com 18 pontos.

A TCUL é a principal empresa de transportes urbanos do país, com uma frota de aproximadamente 140 autocarros e mais de mil trabalhadores, entre administrativos, motoristas, cobradores, fiscais, despachantes e de limpeza.

 

 

A greve foi suspensa no último sábado (1), na sequência de negociações entre a administração da TCUL e o sindicato, que acordaram proceder a um reajuste do salário base dos seus trabalhadores, no quadro do novo qualificador ocupacional da empresa.

A ANGOP constatou, entretanto, que neste primeiro dia do retorno ao trabalho, os 400 funcionários envolvidos na greve foram impedidos de aceder ao interior das instalações da empresa e de retomar às suas actividades, alegadamente por orientação da entidade patronal.

Devido à proibição, que abrangeu os motoristas, cobradores, fiscais e despachantes envolvidos na greve parcial, apenas um número reduzido de autocarros saiu das bases da TCUL, no Cazenga e Viana, em direcção a outras partes da província de Luanda.

O primeiro secretário da comissão sindical da CGSILA na TCUL, Domingos Epalanca, disse, em declarações à ANGOP, que os trabalhadores aguardam por um esclarecimento da parte da entidade patronal sobre as razões desta posição.

"Os trabalhadores têm uma posição positiva de retomar ao trabalho e não entendem as razões de terem sido impedidos de voltar ou de movimentar os meios", declarou.

No entanto, outra fonte junto dos trabalhadores esclareceu que os 400 profissionais foram impedidos de entrar nas instalações da empresa, por, alegadamente, "estar em curso um processo disciplinar contra aqueles que se juntaram ao movimento grevista".

A ANGOP procurou, até às 17h00 desta terça-feira, contactar o Conselho de Administração da TCUL, por telefone, para pronunciar-se sobre a denúncia dos trabalhadores, mas sem sucesso.

Os trabalhadores da TCUL paralisaram os serviços, parcialmente, durante uma semana, por falta de consenso entre a direcção da empresa e a comissão sindical, que exigia resposta dos 18 pontos vigentes no seu caderno reivindicativo.

Um dos pontos resolvidos, no quadro das negociações, foi o reajuste do salário base dos trabalhadores, numa percentagem máxima de 65 por cento e mínima de 10 por cento, para os motoristas, cobradores, mecânicos e outros trabalhadores administrativos.

No quadro deste reajuste, os motoristas que ganhavam 73 mil passarão a auferir 117 mil Kwanzas, enquanto os que recebem 80 mil terão direito a 128 mil Kwanzas.

O reajuste surge numa altura em que a administração da empresa e o núcleo sindical negoceiam um caderno reivindicativo remetido em Maio de 2020, com 18 pontos.

A TCUL é a principal empresa de transportes urbanos do país, com uma frota de aproximadamente 140 autocarros e mais de mil trabalhadores, entre administrativos, motoristas, cobradores, fiscais, despachantes e de limpeza.