Barragens de Calucuve e Ndué vão beneficiar 136 mil pessoas

  • Projectos estruturantes de combate a seca no Cunene
  • Cunene: Um ângulo do rio Calucuve, local onde será construida a barragem
  • Momento da assinatura do acordo que visa a construção das barragens de Calucuve e Ndue na província do Cunene
Ondjiva – A construção das Barragens de Calucuve  e do Ndué,  dois dos projectos estruturantes de combate à seca na província do Cunene, cujas obras arrancaram hoje, quinta-feira, vão beneficiar 136 mil pessoas.

A cerimónia que marcou o início das obras decorreu na localidade de Calucuve, nas margens do rio Cuvelai, 160 quilómetros da cidade de Ondjiva, sob orientação da ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

Quando estiverem concluídos, 260 mil cabeças de gado estarão igualmente livres da seca, para além de permitirem a irrigação, durante todo o ano, de 11 mil 600 hectares de terrenos agrícolas.

Vão ainda garantir a sustentabilidade das actividades económicas e sociais nas áreas onde os projecto serão implantados, bem como naquelas que serão atravessadas pelos canais condutores.

A ser construída no Rio Cuvelai, durante 20 meses, a Barragem de Calucuve terá 19 metros de altura e um volume de armazenamento de 100 milhões de metros cúbicos de água.

Orçado em 96 mil milhões 420 milhões 460 mil 427 kwanzas, será integrada por uma rede de canais com uma extensão de 111 quilómetros passando pelas comunas da Mupa (município do Cuvelai), Evale, Nehone até Ondjiva (município do Cuanhama). Vai comportar ainda 44 chimpacas ( reservatórios de água).

Já a barragem do Ndué, a ser construída também na bacia do Cuvelai, mas na zona do rio Ndué,  durante 30 meses, terá 26 metros de altura com capacidade de armazenamento de 145 milhões de metros cúbicos.

Será ainda integrada por uma rede de canais condutores de 75 quilómetros até ao município de Namacunde, passando pelas comunas  Cubati (Cuvelai) e Oshimolo (Cuanhama) , bem como 15 chimpacas.

Para além da seca, as barragens vêm resolver o problema do desemprego juvenil, ao oferecerem cerca de 500 postos de emprego aos jovens locais.

Seca com dias contados

Falando no acto, a ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, disse que são duas obras que representam um ganho para a província que passa repetidamente por problemas da seca.

Por isso, disse acreditar na melhoria substancial das condições socioeconómicas da população rural com a conclusão dos projectos estruturantes de combate a este fenómeno natural.

"Trata-se de um grande avanço para a resolução das populações sacrificadas pela seca durante vários anos", sublinhou.

Garantiu, por outro lado, que o Governo continuará a trabalhar no sentido de apoiar a população afectada pela fome este ano.

Por seu turno, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, explicou que as infra-estruturas vêm acabar com o problema da seca e das cheias, dois extremos que causam muitos estragos à vida da população.

Detalhou que, pelo facto de o Rio Cuvelai provocar cheias quando chove muito ou secar quando há períodos prolongados sem chuva, essas barragens vão armazenar água para os períodos de estiagem que deverá ser transportada pelos canais e quando houver chuvas intensas vão regular os caudais para evitar as cheias.

Outros projectos estruturantes

No quadro dos projectos estruturantes de combate à seca na província do Cunene, está em construção, há quase um ano e com previsão de conclusão em Fevereiro de 2022, o Sistema de Captação no Rio Cunene,  a partir da região do Cafu, avaliado em 44 mil milhões 358 milhões 360 mil 651.

Compreende a construção de dois canais, um do Cuamato até Ndombondola, com extensão de 55 quilómetros, e outro do Cuamato até Namacunde, com cerca de 53 quilómetros, para além de 30 chimpacas.

Está igualmente definido o projecto de transferência de águas para as regiões localizadas à margem direita do Rio Cunene nomeadamente, a sede municipal do Cahama, Oncocua e Chitado (Curoca) , bem como a reabilitação da represa da Cova do Leão. 

Em carteira está também a recuperação de diques e açudes existentes no município do Curoca, 334 quilómetros da cidade de Ondjiva. 

 

 

A cerimónia que marcou o início das obras decorreu na localidade de Calucuve, nas margens do rio Cuvelai, 160 quilómetros da cidade de Ondjiva, sob orientação da ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

Quando estiverem concluídos, 260 mil cabeças de gado estarão igualmente livres da seca, para além de permitirem a irrigação, durante todo o ano, de 11 mil 600 hectares de terrenos agrícolas.

Vão ainda garantir a sustentabilidade das actividades económicas e sociais nas áreas onde os projecto serão implantados, bem como naquelas que serão atravessadas pelos canais condutores.

A ser construída no Rio Cuvelai, durante 20 meses, a Barragem de Calucuve terá 19 metros de altura e um volume de armazenamento de 100 milhões de metros cúbicos de água.

Orçado em 96 mil milhões 420 milhões 460 mil 427 kwanzas, será integrada por uma rede de canais com uma extensão de 111 quilómetros passando pelas comunas da Mupa (município do Cuvelai), Evale, Nehone até Ondjiva (município do Cuanhama). Vai comportar ainda 44 chimpacas ( reservatórios de água).

Já a barragem do Ndué, a ser construída também na bacia do Cuvelai, mas na zona do rio Ndué,  durante 30 meses, terá 26 metros de altura com capacidade de armazenamento de 145 milhões de metros cúbicos.

Será ainda integrada por uma rede de canais condutores de 75 quilómetros até ao município de Namacunde, passando pelas comunas  Cubati (Cuvelai) e Oshimolo (Cuanhama) , bem como 15 chimpacas.

Para além da seca, as barragens vêm resolver o problema do desemprego juvenil, ao oferecerem cerca de 500 postos de emprego aos jovens locais.

Seca com dias contados

Falando no acto, a ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, disse que são duas obras que representam um ganho para a província que passa repetidamente por problemas da seca.

Por isso, disse acreditar na melhoria substancial das condições socioeconómicas da população rural com a conclusão dos projectos estruturantes de combate a este fenómeno natural.

"Trata-se de um grande avanço para a resolução das populações sacrificadas pela seca durante vários anos", sublinhou.

Garantiu, por outro lado, que o Governo continuará a trabalhar no sentido de apoiar a população afectada pela fome este ano.

Por seu turno, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, explicou que as infra-estruturas vêm acabar com o problema da seca e das cheias, dois extremos que causam muitos estragos à vida da população.

Detalhou que, pelo facto de o Rio Cuvelai provocar cheias quando chove muito ou secar quando há períodos prolongados sem chuva, essas barragens vão armazenar água para os períodos de estiagem que deverá ser transportada pelos canais e quando houver chuvas intensas vão regular os caudais para evitar as cheias.

Outros projectos estruturantes

No quadro dos projectos estruturantes de combate à seca na província do Cunene, está em construção, há quase um ano e com previsão de conclusão em Fevereiro de 2022, o Sistema de Captação no Rio Cunene,  a partir da região do Cafu, avaliado em 44 mil milhões 358 milhões 360 mil 651.

Compreende a construção de dois canais, um do Cuamato até Ndombondola, com extensão de 55 quilómetros, e outro do Cuamato até Namacunde, com cerca de 53 quilómetros, para além de 30 chimpacas.

Está igualmente definido o projecto de transferência de águas para as regiões localizadas à margem direita do Rio Cunene nomeadamente, a sede municipal do Cahama, Oncocua e Chitado (Curoca) , bem como a reabilitação da represa da Cova do Leão. 

Em carteira está também a recuperação de diques e açudes existentes no município do Curoca, 334 quilómetros da cidade de Ondjiva.